Capitulo 7

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O guarda costas desaparece atrás de uma porta, me deixando sozinha por um momento. Eu me envolvo com os meus braços, para me proteger.

A espera termina em apenas alguns segundos.


GUARDA COSTAS: Você pode entrar.


É tarde demais para desistir agora.

Eu entro em um corredor, passando na frente do guarda costas, e entro em uma sala.

Uau, ok, eu não estava esperando por isso. A sala é refinada, moderna. Não consigo conter a minha surpresa.


RYAN: Bem, bem, estava começando a pensar que o Nathan tinha ido embora com você.


Ele sorri como sempre, daquela forma tranquilizante. O guarda costas, Nathan, retorna ao seu posto sem hesitar.

Eu me sinto mais livre, mas ainda não faço ideia do que estou fazendo aqui.


JULIETA: O Nathan me disse que você queria me ver?

RYAN: Exactamente. Mas não se preocupe, não é nada sério. Mas por favor, sente-se.


Eu me sento, ainda um pouco cautelosa.


RYAN: Você quer alguma bebida?


É claro que não.


JULIETA: Não, obrigada, senhor.

RYAN: Oh, você pode me chamar de Ryan.


Ele sorri.

Eu não posso me esquecer do meu artigo, se eu conseguir qualquer informação....


RYAN: Sério, você precisa relaxar.

JULIETA: Não é a coisa mais fácil a fazer, sinceramente. Você pode me explicar o que eu estou fazendo aqui?

RYAN: Não é muito complicado.


Ele se senta em seu sofá e pega o seu copo de whisky da mesa. Ele mistura o liquido no copo, distraído.


RYAN: Eu achei que você iria preferir assistir à corrida aqui do que com todos os outros. Além disso, a região é bem perigosa, me sinto melhor sabendo que você está segura.

JULIETA: Você faz isso com todo o mundo?

RYAN: Não, só com as mulheres mais lindas.


Ryan sorri e faz um leve gesto com a mão. Imediatamente, os guardas costas saem da sala, nos deixando sozinhos.

Eu preciso pelo menos parecer um pouco natural, mas não é fácil.


RYAN: Mas por favor, me diga. Estou curioso em saber porque você veio aqui, para a corrida.

JULIETA: Eu queria me aventurar.

RYAN: Pessoas que querem se aventurar geralmente preferem viajar pelo mundo.

JULIETA: Eu não sou muito de viajar.


Ryan parece entretido e toma mais um gole de seu whisky.


RYAN: Na verdade, eu ainda não sei o seu nome.

JULIETA: Julieta...

RYAN: É um belo nome, combina com você.


Ele agora está exagerando com os elogios. Ryan de repente dá algumas ordens em russo.

A enorme tela na parede na nossa frente se acende. Eu me assusto.


JULIETA: Isso é...


A tela está dividida em vários quadrados, onde podemos ver as ruas da cidade.


RYAN: Os vídeos estão sendo transmitidos pelas cameras de segurança. Um dos meus homens trabalha para mim ali, e ele redireciona a rede para a gente. Impressionante, não é?

JULIETA: Mas não é perigoso?


Ryan ri alto.


RYAN: Não tem forma alguma de nos rastrear.

JULIETA: Mas ainda assim, você tem os rastreadores de GPS, não é?

RYAN: Eles nos permitem ter melhor controle. Nós temos que garantir que ninguém vai trapacear.


Tudo isso vai ficar óptimo no meu artigo, mas preciso de mais. Eu preciso saber disso a fundo.


JULIETA: Ah, entendi. Bem pensado. E os pilotos, eles sabem disso?

RYAN: É claro. É outra forma de controlá-los.


Ryan sorri novamente. Ele me diz essas coisas com um sorriso tão puro...

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