Capitulo 108

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Ryan consegue se soltar e me joga no chão.


DARYL: Julieta!

JULIETA: Eu estou bem, pegue o Ryan!


Daryl corre até Ryan, que ainda está instável. A arma está bem na minha frente. Eu pego a arma rapidamente e me levanto, apontando para Ryan.


JULIETA: Parece que o jogo virou!


Ryan, um pouco zonzo, se apoia na mesa para não cair no chão. Seu terno está sujo, os seus cabelos estão bagunçados, ele perdeu totalmente a postura.

Ele luta para recuperar o fôlego e olha para nós com o rosto cheio de ódio.


DARYL: E aí, Ryan... como é estar do outro lado?


Daryl insiste em dizer o nome de Ryan com profundo desprezo.


RYAN: Eu desafio você a atirar em mim. Eu sei muito bem que você nunca faria isso.

DARYL: Provavelmente, não. Mas enfim, não tenho certeza se a Julieta resistiria à tentação. Mas eu... sim, se você se mover um centímetro que seja.


Eu deixo Daryl pegar a arma das minhas mãos. Ryan sabe a verdade sobre a Helena... E Daryl precisa saber também... Ele precisa encerrar esse capitulo em sua vida.


JULIETA: Daryl... eu acho que você precisa saber de uma coisa...

RYAN: Ah, o momento da grande revelação. Você vai fazer isso mesmo, Julieta?

DARYL: Que revelação?

JULIETA: Ryan me confessou uma coisa.

RYAN: E não é sobre qualquer assunto. Ou qualquer pessoa. É sobre a querida Helena Donovan!


Os dedos de Daryl apertam firmemente a arma de fogo.


DARYL: O que ele quer dizer com isso?


O que Ryan está fazendo? Daryl vai perder a cabeça se souber de tudo. É isso que ele quer? Fazê-lo perder a razão?


RYAN: E aí, Julieta? Estamos ouvindo!

JULIETA: Eu...

DARYL: O que ele te contou sobre a Helena?

JULIETA: Daryl...

DARYL: Responda!


Eu engulo em seco e conto tudo.


JULIETA: Ele me disse que... foi o pai dele quem a matou. Porque ela era um obstáculo.


O rosto de Daryl desaba e, por um momento, sinto que ele vai atirar em Ryan ali mesmo. No entanto, ele abaixa a arma e Ryan abre um sorrisinho irónico.


RYAN: Ah! E eu aqui esperando um grande final. Estou desapontado! Mas nem foi culpa minha. Foi o meu querido pai quem decidiu se livrar daquela praga.


Em menos de um segundo, Daryl levanta o braço novamente e atira, causando um estrondo ensurdecedor.

Eu colo as mãos nos meus ouvidos, com uma exclamação assustada. Eu levanto a cabeça e vejo Ryan, com os olhos arregalados, sem conseguir acreditar.

Sua mão está coberta de sangue e ele toca o local de impacto da bala em seu corpo.


DARYL: E mais uma praga se vai, então.

JULIETA: Daryl...

DARYL: Vamos embora, agora. Antes que os policias cheguem.

JULIETA: Os policiais?

DARYL: Eu explico depois. Além disso, nós deixamos um belo presente para eles, tenho certeza de que eles ficarão muito satisfeitos.


Eu olho para Ryan, que desaba no chão. Ele mal consegue respirar.


JULIETA: Você acha que ele...

DARYL: Se ele morrer, melhor ainda. Se ele viver... terá que responder pelos seus atos.


De repente, ouvimos as sirenes da policia, ainda muito longe.


DARYL: Rápido! Não temos muito tempo.

JULIETA: Espere, preciso pegar o meu telefone!


Eu pego o aparelho que estava sobre a mesa. Daryl pega a minha mão e me puxa para fora do escritório. Nós atravessamos o barracão.

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