Capitulo 112

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ALLAN: Eu entendo que não deveria ter escondido isso de você.

LISA: Não se preocupe. Eu não estou brava com você, pelo menos não muito!


Ela sorri e Allan solta um suspiro de alivio.


LISA: Julieta...

JULIETA: Hum?

LISA: Se o seu plano não funcionar e Daryl tiver que fugir... Você vai mesmo com ele?

JULIETA: Só se ele quiser. Eu não pretendo força-lo. Mas eu quero ficar com ele, tudo o que passamos juntos nas ultimas semanas... eu não quero que isso acabe.

LISA: Você não se sente em divida com ele, não é? Quero dizer, você não está fazendo isso porque acha que deve algo a ele?

JULIETA: Nunca. Eu estou fazendo isso porque eu quero.

LISA: Não será nada fácil... você está pronta para fazer esse sacrifício?

JULIETA: Sim. E sem nenhum arrependimento.


Eu me viro e olho para Daryl, ainda na varanda.


LISA: Eu apoiarei a sua decisão, não importa o que aconteça, mesmo que isso parta o meu coração.

ALLAN: Acho que poderíamos começar a preparar a nossa defesa? Você tem um advogado?

JULIETA: Não...

ALLAN: Eu vou te passar o nome de um dos meus amigos. É importante estarmos preparados.


Eu concordo com a cabeça e pego o gravador de voz, assim como o papel que Daryl me deu aquele dia.


JULIETA: Eu tive sorte de Ryan não me revistar... Se ele tivesse encontrado isso... nem Daryl, nem eu estaríamos aqui hoje.


Allan pega o papel e lê, com a boca ligeiramente aberta de surpresa.


ALLAN: Absolutamente tudo, ou quase... está aqui. O ponto de saída na Colômbia, como eles trazem as drogas... Até mesmo o país onde as contas fantasmas, usadas para esconder o dinheiro, estão.

JULIETA: Eu falei. Com isso, mais a gravação, Ryan não terá como escapar. Os policiais só terão que fazer a acusação.

LISA: Acho que devemos fazer uma cópia do papel.

JULIETA: De qualquer forma, só vou dar a eles parte da informação, como garantia. Eles vão verificar e ver que eu não estou blefando, e então poderemos negociar.


Eu gravo uma pequena parte da conversa que tive com Ryan no meu telefone. E leio o papel novamente, para garantir que não vou esquecer de nada.


JULIETA: Agora... tudo o que podemos fazer é deixar nas mãos do destino.


Os meus olhos se fixam novamente em Daryl e Lisa sorri para mim.


LISA: Vá falar com ele. Tenho a certeza de que isso o ajudará a se sentir melhor.


Eu me levanto devagar e caminho em direção à varanda. Quando ouve a porta abrindo, Daryl vira a cabeça.

Ele não está mais fumando e apenas observa a cidade de Los Angeles à noite.


DARYL: Tudo pronto?

JULIETA: Sim.


Eu me aproximo dele e me apoio no muro também.

Por alguns segundos, ficamos em silencio, apreciando a noite.


DARYL: Você tem certeza da sua decisão?

JULIETA: Sim. Porquê? Você não tem?

DARYL: Se eu puder ficar com você... tenho mais certeza do que nunca.

JULIETA: Eu digo o mesmo.

DARYL: Eu só quero que você fique bem. Mesmo que isso signifique não estar comigo.

JULIETA: Exatamente isso, eu só ficarei bem se estiver com você.


Eu me aproximo dele e ele coloca o braço sobre os meus ombros. Eu me aconchego nele e envolvo os meus braços ao redor da sua cintura.

Ele dá um beijo nos meus cabelos.

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