Capitulo 104

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Ryan se vira para mim quando a conversa termina.


RYAN: Pronto. Os meus homens vão checar. Dentro de uns 15 minutos, teremos uma posição mais clara.

JULIETA: O que você pretende fazer exatamente?

RYAN: Quero saber porque ele abandonou o seu carro, e se foi isso mesmo que ele fez. Em todo o caso, vamos esperar. Me diga uma coisa, Julieta. Aquele seu artigo realmente valeu a pena?

JULIETA: Eu não me importo com o artigo. Pelo menos eu conheci o Daryl.

RYAN: Esses bons sentimentos não vão salvar a sua vida. Sabe, se eu puder ser honesto com você, não estou totalmente feliz. Eu gostei de você. Quase tenho a impressão de que estou perdendo uma amiga.


O sorriso que ele exibe no rosto sugere que isso não significa nada.

Algumas batidas na porta despertam a sua atenção.


RYAN: Entre!


Um dos guarda costas entra na sala e reverencia Ryan educadamente.


RYAN: E aí? O que descobriram?

HOMEM: Não tem ninguém no carro, senhor Ryan. Ele foi abandonado.

RYAN: Ora, ora, ora.


Ryan olha para o relógio mais uma vez.


RYAN: Faltam 45 minutos, então. O tempo voa. Você, vá buscar Nathan, preciso falar com ele imediatamente.


O homem cumpre a ordem e volta pouco depois.


NATHAN: Senhor Ryan?

RYAN: Eu gostaria que você ficasse aqui, mas preciso que você encontre o Daryl. Faça o que for preciso, mas traga-o até mim. Você tem... 40 minutos.


Nathan levanta uma sobrancelha de surpresa.


NATHAN: Quarenta minutos, senhor?

RYAN: Depois disso, nossa amiga Julieta verá a sua hora chegar.


Eu vejo os lábios de Nathan tremerem um pouco, mas ele consegue manter a calma.


NATHAN: Eu farei o que eu puder, senhor, mas não posso prometer nada.


Tenho a sensação de que essa ultima frase foi endereçada a mim...

Ryan dispensa Nathan com um gesto de mão.


RYAN: Você quer se distrair um pouco pelo resto do tempo que você tem? Nós podemos conversar, se você quiser!

JULIETA: Eu realmente não estou afim.

RYAN: Ah, que pena.

JULIETA: Você sempre pode falar comigo, se quiser.


Meu gravador de voz ainda está ligado. Com alguma sorte... ele dará mais alguma informações úteis.


RYAN: Ah! Uma ultima entrevista, por consideração?


É isso aí, assim são pessoas com problemas de ego. Não precisamos forçar muito para elas começarem a falar.

Ryan coloca uma cadeira na minha frente e senta nela, sorrindo.


RYAN: Então, vamos lá, por onde eu começo? Não sei se 35 minutos serão suficientes!

JULIETA: Há quanto tempo você está no comando da organização?

RYAN: Bem, já fazem cinco anos! Como você sabe, eu assumi os negócios no lugar do meu pai.


Cinco anos... na mesma época que ocorreu a morte de Helena.


JULIETA: Deve ter sido um período difícil.

RYAN: O quê? A mordo do meu pai? De jeito nenhum.


Ryan aumenta um pouco o seu sorriso irónico e encosta na cadeira.


JULIETA: O que você quer dizer? Vocês não se davam bem?

RYAN: Ah, o meu pai me adorava, o problema era que ele não achava que eu era capaz. É muito cedo, Serioja, ele sempre costumava me dizer. Ainda não. Mais para a frente. Você deve imaginar o que isso pode fazer com um filho, certo?

JULIETA: Serioja?

RYAN: É o apelido de Ryan em russo. Mas enfim, é como diz o ditado, Deus ajuda aqueles que se ajudam, certo?

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