Capitulo 107

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Continue falando com o Ryan, Daryl. Enquanto ele estiver distraído, terei tempo para pensar.

De repente, os meus olhos focam o vidro quebrado de uma moldura que caiu da parede quando eles lutaram. Um dos pedaços parece afiado o suficiente e eu encontro a oportunidade perfeita.

Eu deslizo de lado lentamente, tentando fazer o mínimo de barulho possível.


RYAN: Eu prometo a você, vou deixá-la ir.

DARYL: Não foi o que ela me disse antes.

RYAN: Foi um mal entendido, só isso!


Você acha que somos idiotas, só pode.

Mas se o deixa feliz pensar assim, então que seja. Espero que ele continue distraído com isso, isso vai mantê-lo ocupado.

Ryan fica de costas para mim, mas Daryl não tira os olhos de mim. Eu sinto os seus olhos seguindo discretamente cada movimento meu.

Eu admiro a sua calma, ele não demonstra nervosismo algum. Se Ryan se virar... estou ferrada.

Meus dedos finalmente conseguem pegar o pedaço de vidro. Eu me seguro para não soltar um gemido de dor quando o objeto machuca a minha mão. Ela começa a sangrar imediatamente.

Eu sinto o sangue escorrendo pelos meus dedos. Então sufoco um gemido dolorido enquanto uso o pedaço de vidro para cortar a corda amarrada em meus pulsos.


DARYL: O que eu preciso fazer? E o que você fará com a Julieta enquanto isso? Depois de tudo o que aconteceu, eu certamente não vou confiar e deixá-la com você.

RYAN: Eu não vou dizer que sou um homem de palavra, isso seria um insulto à sua inteligência.


Ryan dá uma risada histérica.


RYAN: Mesmo sabendo que um ex oficial da marinha não é reconhecido exatamente pela sua inteligência.


Daryl ignora o insulto sem vacilar. Ele está totalmente focado, como se estivesse no meio de uma operação.

Vamos, vamos, só mais um pouco, estou quase lá. A corda solta os meus pulsos lentamente e eu continuo, apesar da dor.

Se eu desistir, seria o meu fim de qualquer maneira. Posso suportar isso por mais alguns minutos.

Finalmente, a corda cai no chão e as minhas mãos estão livres. A minha pele está molhada com sangue e eu permaneço imóvel por um momento, sem me mexer, para recuperar o folego.

Eu me levanto de pé sem fazer barulho e sinalizo para o Daryl se preparar. Daryl não diz nada e também não reage. Ele continua falando com o Ryan.


DARYL: Eu aceito, contando que a Julieta venha comigo.

RYAN: Você acha que eu sou idiota? Desculpe, mas não. Ela é a minha garantia, não posso me livrar dela.

DARYL: E que garantia eu tenho de que você não fará nada de prejudicial a ela?

RYAN: A minha palavra! Isso deve ser o suficiente.


O tom de Ryan é profundamente irónico.


RYAN: De qualquer maneira, você não tem escolha. É isso, ou nada. E tenho a certeza que a Julieta pensa exatamente como eu, certo?


Ryan começa a se virar para mim. É agora ou nunca.

No calor do momento, a adrenalina e a raiva me fazem pular nas costas dele. Ele solta um grito de surpresa e segura os meus braços em volta do pescoço dele.

De repente, ele deixa cair a arma que ainda estava segurando. Daryl aproveita para reagir e corre em direção a Ryan.

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