Capitulo 71

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Daryl fica agitado com o toque do telefone, ainda bocejando.


JULIETA: Você acha que a chamada pode ser importante?

DARYL: Sim, é o Ryan. Eu dei um toque diferente para ele.

JULIETA: Você deu um toque só para ele? Mas porquê?

DARYL: Só para saber se é urgente ou não.


Eu suspiro, e então me levanto de cima dele. O Daryl se levanta, e eu aproveito o momento para admirar as costas e pernas musculosas dele.

Ele pega o telefone de cima do balcão da cozinha.


DARYL: Sim? Já?


Ele suspira e mexe nos cabelos.


DARYL: Eu vejo com ela, ok. Eu falo com você assim que possível. Você não precisa ligar para ela, eu cuido disso.


Ele desliga sem dizer outra palavra e volta na minha direção. Ele se senta ao meu lado.


JULIETA: Algum problema?

DARYL: Não se preocupe, não é nada.


Eu levanto uma sobrancelha, curiosa.


DARYL: Deus sabe como ele conseguiu, mas ele já organizou aquela corrida. Ele já tem uma data em mente, mas ele queria saber se estava tudo bem com você. Eu disse para ele que eu perguntaria diretamente para você.


Eu dou um enorme sorriso e agarro o braço dele.


JULIETA: Quando? Espero que seja em breve!

DARYL: Estou vendo que você já está impaciente. Você não mudou de ideia então?

JULIETA: Você está de brincadeira? É o que mais estou esperando! Vai ser incrível. Então, que dia?

DARYL: Sexta feira, em duas semanas.

JULIETA: Ele não perdeu tempo mesmo. Acho que ele também quer ver o que vai acontecer.

DARYL: Estou achando que ele espera que algum desastre aconteça. Ás vezes, acho que o Ryan sente prazer em ver os outros sofrerem.

JULIETA: Não fico muito surpresa com isso, apesar dele tentar esconder bem varias coisas. Tudo bem com você?

DARYL: É claro. É o meu trabalho, não tenho escolha. E você?

JULIETA: É perfeito para mim também!


Eu apoio a cabeça no ombro dele.


JULIETA: Você acha que preciso me preparar? Ou praticar um pouco?

DARYL: Até onde eu sei, sou eu que vou dirigir.

JULIETA: E não tem nada que possa fazer para te ajudar?

DARYL: Não precisa, eu estou acostumando a dirigir sozinho.

JULIETA: Você já sabe a rota da corrida? E os outros pilotos?

DARYL: Não, ainda não falamos disso. Ele só queria me passar a data. O resto é com ele, não sou eu que organizo isso. Eu sou só um participante, e é o suficiente para mim.


Sem perceber, ele coloca um dos braços sobre os meus ombros, e me puxa para mais perto dele.

Eu sorrio e me aconchego contra o pescoço dele. Tenho certeza que várias pessoas vão dizer que fazer algo assim não faz sentido algum.

Para mim, vai deixar a nossa relação mais forte. Porque ele confia o suficiente em mim para concordar com isso.

Mas bem, é claro que não é nenhum passeio romântico... Mas eu também não preciso disso. Não é algo que acontece todos os dias, e isso... São poucas as pessoas que podem dizer que tiveram essa experiência.


DARYL: Você se perdeu nos seus pensamentos de novo?

JULIETA: Desculpa, é força do hábito.

DARYL: Espero que não seja porque você está entediada.


Eu digo isso em um tom de piada, mas eu prefiro evitar qualquer mal entendido.


JULIETA: Claro que não. Aqui é o lugar onde eu mais quero estar nesse momento.

DARYL: É isso aí.

Amor em Alta VelocidadeOnde histórias criam vida. Descubra agora