Capítulo 6 - Fragilidade

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O inverno chegava com força naquelas terras. Era noite e o grupo repousava, depois de uma refeição modesta. Aparentemente, tudo na mais rotineira tranquilidade. Fazia uma semana que tinham estado junto com Inuyasha e a youkai lobo Yeda.

Naquele momento, Rin dormia no chão, com a cabeça sobre as mãozinhas e o corpo encostado em Arurun. Jaken se achava sentado sobre os joelhos, perto dela, entretido na leitura de um pergaminho. O youkai branco estava escorado numa árvore, não muito distante dos dois, de olhos fechados, porém não dormia.

Foi então que Jaken olhou de relance na direção de Rin e notou algo estranho. Largou o que fazia e se aproximou dela, de modo a averiguar melhor o que se passava.

– O que? - murmurou ele. – Senhor Sesshoumaru, a Rin não me parece bem - comentou mais alto, fazendo o youkai branco abrir os olhos. Achando a menina mais corada que de costume, Jaken pousou a mão no rostinho delicado dela e logo exclamou: – Está quente... é febre!

Sesshoumaru ainda permaneceu onde estava por alguns instantes, apenas olhando na direção do servo, mas logo se colocou em pé e se aproximou.

– Febre? - devolveu duvidoso.

– É sim - Jaken assegurou e tentava levantar o corpo da criança, mas sendo tão pequeno também, não se saia muito bem.

Sesshoumaru o afastou levemente e ergueu a menina no braço, analisando seu estado.

– Então ela não estava apenas dormindo. Que descuido...

– O que vamos fazer, senhor Sesshoumaru? Não podemos usar a Tenseiga?! - perguntou, ingênuo e preocupado.

– A Tenseiga não cura enfermidades. Temos que procurar um outro tipo de tratamento.

– Mas onde? Não conhecemos nenhum curandeiro que trate humanos.

– Talvez aquela velha senhora, amiga de Inuyasha.

– Sim... a senhora Kaede.

Os dois ficaram se encarando por alguns instantes, mas logo partiram. Foram todos montados em Arurun, Sesshoumaru trazendo Rin no braço.

"A culpa é minha. Jaken e eu, por sermos youkais, não somos facilmente abatidos por enfermidades, mas Rin não passa de uma humana. Só que levando isso em consideração, é de se admirar sua resistência, pois não tem muito tempo que pegamos aquele temporal e só agora, que ameaça nevar, que ela acabou adoecendo. Mas mesmo assim, ela é apenas uma criança e tem seu limite, naturalmente."

– Será que conseguiremos chegar lá até o amanhecer, senhor Sesshoumaru? - Jaken interrompeu seus pensamentos.

– Com toda certeza.

Diante do transtorno, Sesshoumaru começou a considerar a possibilidade de fixar residência com mais seriedade ainda.

ooOOOoo

Chegaram à região na qual Inuyasha e seus amigos se refugiavam por volta da hora do almoço, e nem bem haviam cruzado os limites do vilarejo, quando, subitamente, o próprio Inuyasha apareceu na frente deles.

– O que quer aqui, Sesshoumaru? – perguntou num tom agressivo.

– Veja como fala com o senhor Sesshoumaru! - reclamou Jaken balançando seu cajado.

Sem se importar, ele continuou o encarando a espera da resposta, mas então percebeu a criança envolta em sua estola. Abrandando a expressão hostil, ele perguntou:

– O que aconteceu com ela?

– Isso não é da sua conta - retrucou seco. – Saia do meu caminho. Procuro a anciã.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora