Capítulo 36 - Núpcias

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AVISO: Hentai leve. Se não se sente a vontade para ler conteúdo adulto, pode passar ao próximo, que será postado hoje também, pois isso não comprometerá o entendimento da história.

ooOOOoo

Já era noite alta e Rin se achava no quarto do youkai branco, a espera dele. Estava sentada sobre os joelhos em um colchão macio sobre um leito largo e baixo, talhado em madeira, e um único castiçal provia uma luz cálida ao ambiente. Raras foram as vezes que ela tinha estado naquele recinto, que mesmo sobriamente mobiliado não deixava de ser aconchegante. Ela já estava aguardando ali há algum tempo e sentia-se nervosa, sem saber ao certo como deveria se portar.

Lá fora, o pátio estava incrivelmente silencioso e quase sem vestígios da grande festa daquela tarde. Somente o vento, que vez por outra zunia, perturbava o silêncio daquela noite escura de um céu encoberto de nuvens. Uma chuva refrescante estava para cair.

Foi então que Rin deu um pequeno sobressalto ao ver seu então marido entrar ali.

A princípio, ela ficou apreensiva, mas como Sesshoumaru exibia um leve sorriso nos lábios, ela acabou sorrindo também e logo seus olhares se prenderam um ao outro. No entanto, assim que Rin se deu conta de que tudo que revestia o corpo do youkai era um hadajuban, ela enrubesceu e abaixou a cabeça, evitando olhá-lo.

Sesshoumaru sorriu do acanhamento dela e a observou atentamente. Atendendo a vontade dele, Rin vestia apenas um manto vermelho, todo em bordado. Aproximando-se, ele veio se sentar no leito bem próximo a ela.

Tímida, Rin levantou o rosto a ele, que aproveitou para pousar uma mão na face ainda corada dela. Sesshoumaru podia ler seu nervosismo nos olhos graúdos e podia escutar o coração humano pulsando mais depressa, além disso, um leve tremor agitava os lábios rosados. Não que ele mesmo estivesse munido, para o ato que se sucederia, de algo além do instinto, mas imaginava que não a decepcionaria. Sempre mais empenhado em se tornar um daiyoukai, apesar de seus séculos de vida, ele nunca tinha estado com uma mulher.

Segurando a mão do youkai em seu rosto, Rin o olhava, sentindo o toque das garras afiadas em sua face. Naquela distância, seu amado lhe pareceu tão diferente. Bonito como sempre, mas diferente. Incapaz de continuar sustentando o olhar direto dele, ela tornou a abaixar a cabeça, mas ele logo erguia gentilmente seu queixo, buscando seu olhar.

Após alguns instantes fitando os olhos castanhos, Sesshoumaru tomou a boca de Rin em um beijo. Foi um beijo tão convidativo que Rin quis desesperadamente corresponder, mas seu corpo simplesmente não lhe obedeceu. A imobilidade dela fez o youkai se afastar um pouco. Ele a encarou com um sorriso acalentador nos lábios, buscando lhe transmitir calma, então a beijou de novo. Dessa vez sim a boca pequena se abriu numa fresta, recebendo desajeitadamente a investida dele.

Um pouco depois, Sesshoumaru pousou as mãos no rosto de Rin, que ficou emocionada com este gesto, sentindo-se muito amada. Então ela colaborou para aprofundar o beijo, imitando os movimentos que a boca dele fazia na sua. O beijo se prolongou, mas logo o peito de Rin doeu com a falta de ar. Captando a aflição dela, Sesshoumaru parou de beijá-la e afastou-se um pouco, deixando que ela respirasse livremente.

Rin mal tinha recobrado o fôlego quando Sesshoumaru tornou a se aproximar dela. Ele se inclinou um pouco e logo estava dando vários beijinhos na curva de seu pescoço. Por algum tempo, Rin se manteve estática, deliciada com o calor que emanava do youkai para si, mas então começou a amolecer. Prontamente, Sesshoumaru lhe rodeou o corpo com os braços, acolhendo-a. Rin se desmanchou inteira naqueles braços fortes que a envolviam e deixou a cabeça pender para trás.

Erguendo o rosto, Sesshoumaru contemplou sua jovem esposa, tão linda e entregue. Enfim ele assimilava o fato de que sua pequena Rin habitava em um corpo de mulher agora, um corpo crescido e formoso. Ainda que em temperamento muito da garotinha que ele revivera há quase dez anos ainda estivesse ali, a mudança física que nela se operara deixava-o fascinado.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora