Capítulo 13 - Boatos

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Atraído pelo delicioso aroma de um prato que vinha sendo cuidadosa e carinhosamente preparado, Jaken adentrou a cozinha, comentando:

– Hum! Mal posso esperar para comer esse seu guisado, Rin.

– Pois fique sabendo, senhor Jaken, que essa comida que estou fazendo, com todo meu amor, é só para o senhor Sesshoumaru. A sua está ali - disse, apontando com uma colher de pau uma panela.

Baboso, Jaken subiu em um banquinho, fungando a panela, para logo em seguida se decepcionar com seu conteúdo: uma rala sopa de legumes.

– Sua malvada! Isso aqui tem um aspecto horrível.

– Pode até ser, mas está uma delícia.

– Eu quero carne! Quero isso aí que você está fazendo!

Voltando-se ao pequeno, Rin bufou, com as mãos na cintura.

– Tudo bem, mas só um pouquinho. Eu já não falei que é pro senhor Sesshoumaru?

– Sim, sim, mas agora me dê! Me dê!

A jovem alcançou uma tigela de barro e, com uma concha, serviu uma porção do guisado ao sapo, que se fartou contente e, de boca cheia ainda, anunciou:

– O senhor Sesshoumaru saiu.

– Que? - Rin exclamou. – Mas quando? E pra onde?

– Ele foi até o vilarejo vizinho com a senhorita Yeda. Saíram bem cedo.

Ela cerrou os punhos, revoltada com a tranquilidade com que o sapinho falava.

– E por que não me avisou antes? Esperou eu terminar a comida, seu aproveitador!

Uma risadinha impudica foi a resposta de Jaken.

– Será que ele demora?

– Não sei. Mas não se preocupe, eu mesmo darei fim a essa sua iguaria.

– Pois eu jogo na vala lá no fundo, mas não dou nada pra você!

– Que absurdo! Desperdiçar comida é feio! A senhorita Yeda lhe daria um puxão de orelha se soubesse disso.

Ela se retraiu, acuada, mas logo mostrou a língua para Jaken. Arrancou o avental que usava e deixou a cozinha, seguindo para a varanda, onde se sentou num dos degraus.

– Pois agora quem ficou mal-humorada fui eu.

ooOOOoo

Caminhando por uma estrada de terra, ladeada por plantações, Sesshoumaru e Yeda discutiam.

– Você tem o que nessa cabeça de cachorro? Veneno é muito perigoso, temos bebês e crianças em casa. Confie em mim, precisamos apenas de algumas armadilhas.

– E supõe que esse ferramenteiro tenha essas armadilhas?

– Suponho não, estou certa disso.

– Mas há quanto tempo você negociou com esse humano?

Ao invés de responder, ela mudou de assunto.

– Céus... uma poça d'água - sinalizou num tom afetado. – Poderia estender sua capa pra eu passar, príncipe youkai? - gracejou, fazendo as vezes de nobre donzela.

– Bom mesmo seria se eu pudesse te afogar aí.

A youkai riu da resposta. Esse era sempre o tom das conversas dos dois. Sesshoumaru, caminhando mais à frente, tinha um ar distante, quando se deteve ao notar que Yeda havia ficado para trás.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora