Capítulo 28 - Intolerante

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Sesshoumaru não gastou muito tempo para chegar à morada do youkai tecelão, Kaikoga.

– Senhor Sesshoumaru? O senhor por aqui?

– Sabia que você estranharia minha vinda, uma vez que o combinado era que o meu retorno fosse daqui duas semanas. Mas surgiu um imprevisto e você deve estar lembrado, Kaikoga, que eu o adverti dessa possibilidade.

– Estou sim. Para quando senhor precisará dos trajes?

– Meu casamento foi antecipado em uma semana, são dezesseis dias a partir de hoje. Como estarei muito atarefado nos últimos dias desses dezesseis, para poder vir até aqui, eu ficaria bastante grato se você conseguisse me entregar os trajes na próxima semana.

– Uma semana antes do combinado?

Sesshoumaru assentiu.

– Eu pago o dobro se for necessário.

– Ouro não fará diferença agora. Também está para acontecer um casamento no clã do norte e eu fui incumbido dos trajes de ambas as famílias. No entanto, meu apreço sempre foi maior pelos youkais do oeste e o senhor conhece bem os motivos. Sendo assim só resta a este seu servo parar tudo que estiver fazendo para atendê-lo.

– É bom poder contar com sua lealdade, Kaikoga. Então estarei de volta em uma semana.

– E eu estarei com os trajes prontos, meu senhor.

Sesshoumaru meneou a cabeça em agradecimento e depois foi saindo. Ele já estava próximo à saída do lugar, quando se deteve e se virou ao youkai tecelão.

– Kaikoga, por acaso você conhece algum artesão que entalhe madeira?

– Para qual fim, meu senhor?

– No dia do casamento, terei que entregar um presente para Rin, então pensei que algo talhado em madeira poderia ser apropriado.

– Entendo. Sim, eu conheço a youkai certa para esse tipo de serviço: a artífice Kanazuchi.

– E onde eu encontro essa tal de Kanazuchi?

O tecelão veio até um móvel cheio de pequenas gavetas e tirou de uma delas um pergaminho, no qual estava ilustrada uma rota que supostamente levaria ao castelo da artífice.

Depois de deixar o pergaminho com o youkai branco, Kaikoga disse:

– Ela é um pouco caprichosa para aceitar serviços, pois se diz capaz de enxergar a intenção do cliente com o presente. Ela só aceita o pedido, se julgar o cliente merecedor, e não adianta oferecer ouro para persuadi-la. Suas peças são cobiçadas porque ela usa a madeira de uma árvore sagrada, o que confere às peças perenidade e uma proteção equivalente a dos amuletos sagrados.

– Interessante. Talvez essa artífice possa criar algo do meu agrado. Irei até ela. Agradeço pela sugestão, Kaikoga.

ooOOOoo

Inuyasha ergueu os olhos ao céu estrelado e suspirou fundo.

– Raios! Já não foi ruim o bastante a Yeda se engraçar pelo Naraku, ainda tinha que ir se enfurnar no fim do mundo com ele!

– Deixa de ser tão reclamão, Inuyasha - Kagome falou calmamente, servindo uma lata de ração para Kirara.

Há três dias eles estavam viajando rumo à morada de Yeda, num vilarejo distante da região na qual o restante do grupo estava morando.

– Duvido que tenha algum lugar pra gente passar a noite por aqui, então vamos ter que dormir no relento de novo!

– Ai, Inuyasha, como a boa vida está estragando você. Fazíamos isso direto quando estávamos atrás dos fragmentos da Joia de Quatro Almas.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora