Capítulo 8 - Aliados

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Logo após Naraku ter desaparecido, a barreira que ele havia criado se desfez.

– Aquele miserável! - berrou Inuyasha e, embainhando Tessaiga, parecia ter a intenção de seguir o inimigo, mas, antes que desse um passo, Sesshoumaru lhe falou:

– Não adianta seguí-lo assim, já que ele pode camuflar a presença - o mais novo virou-se em sua direção. – Talvez o menino saiba a localização de seu esconderijo.

Inuyasha permaneceu no lugar, com uma expressão pensativa, ao mesmo tempo em que aquele monge se aproximou deles dois, questionando:

– O que têm em mente?

– Eu já estava indo atrás dele, é claro! - respondeu o meio-youkai, exaltado. – Mas o Sesshoumaru acha que o Kohaku pode saber onde fica o esconderijo do miserável.

O monge assentiu com a cabeça e acrescentou:

– Ele ainda está inconsciente, mas deve acordar logo. Vamos entrar um pouco.

Retornando então para perto da exterminadora, o monge tomou o menino nos braços e o levou para a cabana, sendo seguido pelas mulheres e pelo filhote raposa, e, por fim, por Inuyasha.

Sesshoumaru bufou, descontente. Por um instante, cogitou ajuntar Rin e Jaken e seguir seu caminho, mas sua consciência o incomodou. Estava em débito com a youkai lobo novamente, pelo cuidado que ela tivera com sua protegida. Além disso, ele não gostou nem um pouco do nível de poder manifestado por Naraku e queria averiguar isso melhor. Permanecia parado no mesmo lugar quando Jaken e Rin se aproximaram dele.

– E agora? O que o senhor pretende fazer, senhor Sesshoumaru? - indagou o youkai sapo.

Antes de responder, ele baixou as vistas para Rin, o semblante dela lhe transmitia angústia. Talvez ainda estivesse assustada com as coisas que presenciara.

– Temos que entrar e ver o que os amigos dela decidem - ele falou então e caminhou adiante, sendo prontamente seguido pelos dois.

Ao adentrar a cabana, Sesshoumaru franziu a testa com o alarido das vozes: a anciã fazia solicitações à humana da outra era; o filhote de youkai raposa tagarelava, querendo ajudar de alguma forma; Inuyasha discutia com o monge; e logo Rin e Jaken se juntaram à balbúrdia, não se limitaram a apenas observar.

Suspirando levemente, o youkai branco se manteve calado e pensativo, tentando desvendar as intenções de Naraku.

"A cada luta, ele aparece com uma nova habilidade, e é absurda a rapidez com que evolui. Se ele absorver o poder de Yeda poderá se tornar imbatível até mesmo a mim."

O tempo foi passando e nada resolviam, Sesshoumaru começava a se impacientar. Reparava que Inuyasha também estava muito agitado, resmungando que devia ter seguido Naraku naquela hora. Foi então que o menino humano finalmente se mexeu e logo abriu os olhos.

– Kohaku? - exclamou a exterminadora, debruçando-se no chão junto a ele. A pequena Kirara saltou do ombro dela para o chão, olhando fixamente para o menino.

– Irmã? Onde estamos?

– Vai ficar tudo bem, Kohaku - ela assegurou, emocionada por ele a reconhecer e com lágrimas vertendo pelo rosto. – Estamos juntos de novo! - acrescentou, apertando uma das mãos dele.

Kohaku lhe sorriu e até enrubesceu e, notando a youkai felina, exclamou contente:

– Kirara! Há quanto tempo!

Animada, a pequenina o saudou esfregando o rosto peludo na face dele.

Aproximando-se deles, Miroku se abaixou um pouco e tocou no ombro de Sango, num gesto de encorajamento, ela enxugava as lágrimas. Kagome, ajoelhada no chão, próxima a amiga, sorriu feliz, assim como a senhora Kaede. Shippou, que estava no colo de Kagome, se esforçava para não chorar.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora