Capítulo 15 - Partida

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O dia amanheceu agradável. Rin despertou de repente e, pela claridade no quarto, deduziu que já devia ser bem mais tarde do que gostaria. Ergueu-se do futon com pressa e foi preparar um banho. Queria ir logo falar com Yeda, pois estava preocupada com ela. Mas, apesar dessa ligeira preocupação, sentia-se muito contente, além de revigorada pela boa noite de sono.

Depois de se aprontar, saiu ao pátio e seguiu até a varanda da ala da senhora Kaede, onde encontrou a anciã, assentada ali, tomando chá e fitando o nada. Saudou-a alegremente e perguntou-lhe pela youkai lobo, na esperança de ouvir que Yeda ainda estava na mansão - pois o mais provável era que, aquela altura, já estivesse na vila tentando negociar algum serviço. Para sua satisfação, Kaede confirmou que a youkai estava em casa sim.

Bem depressa, Rin se dirigiu à ala de Yeda. Ao adentrar o lugar - que era muito espaçoso -, foi recebida por um completo silêncio. Apesar do espaço amplo, só a youkai residia ali e, como de costume, tudo estava muito limpo e organizado. Chegando à porta do quarto, ela se anunciou:

– Yeda? Sou eu...

Lá de dentro, ouviu um "Pode entrar." um tanto baixo e, abrindo a porta, compreendeu o porquê: Yeda estava no jardim adjunto ao cômodo. Reparou que ela vestia apenas um hadajuban - que é o traje que se usa por baixo do quimono -, deduzindo com isso que devia ter acordado há pouco. Achou-a com um ar desanimado, apesar do semblante não parecer abatido, ao contrário; e ela lhe recebeu com um sorriso.

Achegando-se a ela, ajoelhou-se no chão a seu lado.

– Oi, bom dia - cumprimentou gentil.

– Bom dia, querida - respondeu carinhosa, mas Rin captou certo desânimo em sua voz.

– Yeda, você está triste?

– Não... Por que a pergunta?

– O senhor Sesshoumaru comentou ontem comigo que te achou estranha no festival.

A youkai encarou-a por um tempo como quem não sabe como se justificar, então falou:

– Não imagino porque ele achou isso.

Rin estreitou os olhos, pouco convencida, passando a concordar com seu mestre, mas achou melhor não insistir, então comentou casualmente:

– Achei que você já tivesse saído.

– Não havia nada acertado pra hoje, então resolvi tirar um dia de folga.

– É? - retrucou entusiasmada, cheia de planos em mente. – Vamos treinar caligrafia então?

Yeda soltou um curto suspiro, virou o rosto de lado e disse:

– O sono revigorou meu corpo, mas minha mente acordou preguiçosa...

A princípio, Rin ficou apenas decepcionada com a resposta, mas logo pensou que Yeda realmente não estava em seu normal.

– Eu vou deixar você descansar então... - disse e sorriu amena. – Talvez à tarde esteja mais animada.

Yeda assentiu com um sorriso constrangido, então Rin acrescentou:

– Mas se você mudar de ideia, estarei lá na minha casa.

Tendo recebido um menear de cabeça em concordância, Rin deixou o quarto logo depois, bem intrigada. Só ao voltar ao pátio, ela se lembrou do outro motivo de sua vinda até ali, então lamentou não ter tido a oportunidade de compartilhar com Yeda as novas sobre a noite do festival.

ooOOOoo

Na mais corriqueira das rotinas por ali, Rin ajudou a senhora Kaede com o preparo do almoço e também auxiliou Sango com os filhinhos pequenos. Dessa dita, a manhã transcorreu sem maiores novidades. À tarde, ela ficou, de fato, treinando caligrafia e quando se cansou, optou por ler um livro. Kohaku e Shippou tinham saído, por isso ela não estava com eles.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora