Capítulo 40 - Desconfiança

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Alguns dias após o retorno de Sesshoumaru e Rin, em uma típica manhã de Primavera, o dia começava agitado na mansão dos irmãos youkais e de seus amigos.

Uma lona estava estendida no centro do pátio e sobre a qual se amontoavam os mais variados objetos: lanternas, faixas, painéis, jarros, utensílios. Tudo que fora usado para o casamento de Sesshoumaru e Rin e que poderia ser reaproveitado para outro enlace que em breve aconteceria.

Kaede recitava para si mesma uma longa lista escrita em um rolo de papiro, sentada na varanda da ala central. Rin, Kagome e Sango, nas proximidades da lona, tinham as mangas de seus kimonos amarradas acima dos cotovelos para facilitar a mobilidade dos braços. As três esbanjavam vitalidade e entusiasmo, dividindo harmonicamente o trabalho de separar, ordenar e limpar os itens. Não demorou para que Yeda e suas filhas adotivas, Kagura e Kanna, chegassem à mansão e logo elas tomaram parte naquela tarefa também.

Shippou ficara encarregado de distrair Sayuri, Yumi e Keiji, os filhos de Sango e Miroku, concentrando-os no jardim dos fundos. Kirara e Arurun também foram despachados para lá - não havia melhor distração para aqueles pequenos do que os dois youkais voadores que de tão mansos não se importavam de serem tratados como brinquedos. Não se passara muito tempo quando Kanna perguntou se não poderia se juntar a Shippou, alegando que três crianças e dois youkais eram muita responsabilidade para um youkai raposa adolescente com a estatura de um filhote. Avessa às tarefas domésticas, Kagura quase pediu para ir com ela, mas, depois de ponderar um pouco, julgou que aturar crianças era ainda pior do que o trabalho braçal.

Sesshoumaru, Inuyasha, Miroku e Kohaku estavam reunidos na varanda da entrada da ala do youkai branco discutindo tanto a aquisição de mantimentos, bebidas e novos itens que seriam necessários, bem como a escala de serviços para que não faltasse ouro para pagar pelas atrações como os músicos e as barraquinhas de brincadeiras.

Naraku teria tomado parte nesses preparativos de bom grado, mas sabia que sua presença na mansão apenas irritaria Inuyasha. Por isso, ele apenas acompanhou Yeda e as filhas até o local e depois foi tratar dos próprios negócios. Há poucos dias ele e Yeda, contando com a ajuda de Kagura, Kanna e de alguns moradores, haviam conseguido levantar um modesto casebre. Nada além de um abrigo temporário até que a morada definitiva ficasse pronta.

ooOOOoo

Naqueles dias tão agitados, Rin passava a maior parte do tempo na ala que pertencia à velha Kaede, ajudando-a com os diversos preparativos. E era para lá que ela se dirigia quando avistou Kohaku e Kagura na varanda da ala de Sango e Miroku. Com um ar curioso, ela se aproximou dos dois.

– Bom dia, Kohaku! Bom dia, senhorita Kagura!

– Oi, Rin. Bom dia! - retrucou o jovem e sorriu amistoso.

– Bom dia - Kagura respondeu secamente.

– O que vocês estão fazendo?

– Eu e a Kagura acabamos de chegar do vilarejo vizinho. Eu quis ir até lá para comprar meu presente para os noivos e a Kagura me ajudou a escolher algo bem legal!

– É mesmo? Será que eu posso ver?

– Claro! - disse Kohaku e exibiu uma caixinha de madeira e dentro estavam um amuleto de proteção e um prendedor de cabelo engastado com pedrinhas vermelhas e verdes.

– Que lindo! Se tivessem me avisado, eu teria gostado de ir junto.

– Você ainda não comprou seus presentes, Rin? - perguntou Kohaku.

– Não, mas não foi por falta de vontade. O senhor Sesshoumaru disse que iria pensar em algo adequado, mas estou achando que ele acabou se esquecendo.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora