Capítulo 34 - Casamento

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Após uma manhã de muito entra e sai na mansão, a tão esperada tarde chegou. Naquele momento, os noivos e seus amigos estavam a postos para o início da cerimônia.

Na antessala do salão da ala central, Sesshoumaru aguardava pela chegada de Rin e tudo que ele tinha para se distrair era o falatório que sua audição aguçada captava através das portas fechadas bem à sua frente. Ele começava a se inquietar com a demora, quando Rin finalmente chegou. Ao vê-la, ele ficou admirado, pensava que não poderia mais se encantar com sua beleza, mas assim que a viu vestida com o kimono branco e um radiante sorriso nos lábios, ele soube o quanto estava enganado. Olhou-a de alto a baixo, percebendo que ela também o olhava.

A mútua contemplação se estendeu por alguns instantes até que Rin se sentiu compelida a dizer alguma coisa.

– Desculpe a demora, senhor Sesshoumaru - pediu numa voz hesitante e depois se curvou respeitosamente.

Percebendo o nervosismo dela, ele sorriu amistoso para tranquilizá-la.

– Não há porque se desculpar - disse e depois indicou o espaço a seu lado. – Fique aqui. Jaken nos dará um sinal quando for o momento para entrarmos.

– Sim, senhor - concordou ela, posicionando-se ao lado do youkai branco, mantendo uma estreita distância entre seus corpos.

Parada ali tão próxima de seu amado, Rin teve a certeza de que jamais se sentira tão nervosa em toda sua vida. As amigas queridas gastaram um bom tempo tentando fazer com que se sentisse centrada e calma, mas as recomendações fugiram de sua mente assim que ela colocou os olhos em seu adorado noivo. E quando ele lhe sorriu respirar tornou-se custoso e as vestes volumosas lhe pareceram terrivelmente apertadas.

Dando uma olhada de esguelha para Rin, Sessshoumaru percebeu que, apesar do nervosismo, o sorriso nos lábios dela persistia e isso afastou de si o temor de que ela pudesse estar arrependida da decisão de se casar com ele. E, a despeito da elaborada produção, o que o deixou mais satisfeito foi o fato de que mesmo cravejada de adornos aquela figura majestosa ao seu lado ainda era Rin, a sua Rin, e não uma humana corrompida pela riqueza.

Subitamente, os dois escutaram duas batidas de leve na porta.

– Vamos, Rin, o momento chegou - disse Sesshoumaru.

Instantes depois, as bandas da porta de correr foram deslizadas e os dois se depararam com seus convidados de honra dispostos em duas fileiras, formando um corredor que se estendia até uma mesa estreita e mais elevada do que as mesas comuns, atrás da qual o monge Miroku os aguardava.

O primeiro impulso de Rin foi de paralisar no lugar, mas, felizmente, seus pés, nada esquecidos de seu papel, conduziram-na adiante assim que o youkai branco deu um passo à frente. Acompanhando seu noivo em um caminhar vagaroso, porém constante, Rin atravessou sorrisos e olhares admirados, contudo sem os perceber. Ela estudara as etapas do cerimonial até à exaustão, por isso estava convicta de que não cometeria erros. Podia sentir a energia de youkai fluindo de seu noivo e isso não a deixava se esquecer da natureza dele, tornando o momento quase irreal. Mas não era um sonho, dentro em breve seriam marido e mulher.

Enquanto caminhavam, Sesshoumaru podia escutar as batidas aceleradas do coração humano de sua jovem noiva. Sentia-se um tanto impaciente e ansioso pelo fim de todas aquelas solenidades, mas feliz com a perspectiva de logo poder chamar Rin de sua esposa.

Ao fim de sua pequena marcha até a mesa alta, os noivos saudaram o monge, com uma meia reverência, e depois aos convidados, da mesma forma, então ficaram de frente um ao outro e de lado para a mesa alta, mantendo uma distância de cerca de um braço entre eles.

As Crônicas de SesshoumaruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora