Ana Clara.
Acordo com um barulho na sala. Olho ao lado e não vejo a Vitória.
- Amor?
Me levanto e vou ao banheiro, faço minhas higiene matinal e vou para a sala.
Observo a Vitória sentada em posição de índio no meio da sala, o notebook na frente, junto com alguns papéis e uma xícara de café ao lado.
- Bom dia leãozinho!
Sento ao seu lado e lhe abraço de lado.
- Estudando?
Ela concorda. Ela realmente quer aquele emprego de fotógrafa.
- Tem muito tempo que está aqui estudando?
- Um pouquinho. Tava sem sono, aí resolvi olhar algumas coisas. Eu preciso muito desse emprego.
Ela estica o braço e pega a xícara de café e da um gole. Puxo a xicara da sua mão e bebo um pouco também.
- Agora que tu tá acordada, bora olhar algumas casas a venda? Já tava dando uma olhadinha e tem várias, e de preços muito bom.
Ela sai da página que estava estudando e entra num site de casas a venda.
- Olha, tem um monte. E quase todas elas tem o que nós precisamos.
Ficamos ali discutindo um monte de coisas. Resolvemos ir no sábado na parte da manhã, numa casa no centro da cidade. Era bem bonita e foi do nosso interesse, e preço bem conveniente.
- Tomara que dê certo né Ninha? Uma casinha, um lugarzinho só nosso, e desses pacotinhos.
- Sim... A ficha ainda não caiu. Que eu tô vivendo isso tudo com você. Só nós.
Dou um beijinho de esquimó nela.
- Sem contar que amanhã eu já vou fazer o teste.
Ela da um sorriso de orelha a orelha.
****
Vitória Falcão.
Ontem foi um dia bem calmo. Eu e a Ana escolhemos uma casa, e decidimos já as decorações das crianças.
Agora estou indo no centro num estúdio de fotografias. Que com muito esforço vai ser meu novo emprego.
Ajusto a calça justa jeans prera e camisa social branca. Arrumo as mangas da camisa que estava dobrada até o cotovelo e dou uma leve respirada e entro no estúdio.
- Olá bom dia!
Cumprimento o rapaz que estava na portaria.
- Você é a...
- Vitória, Vitória Falcão!
- Assim! O Carlos Almeida está lhe aguardando para a sua entrevista. Sala número 08.
- Obrigada...
- Lucas! Lucas Veigas!
- Lucas Veigas.
Ele acena com a cabeça e eu vou até a sala que o rapaz de cabelos cacheados me disse.
- Porta número 08.
Olho a minha frente a tal porta 08 e bato três vezes e escuto um Entra.
Abro a porta vagarosamente e vejo um homem de seus 38/40 anos de idade, cabelos castanhos jogado de lado e seus olhos castanhos claros também.
- Bom dia srt. Vitória Falcão!
- Bom dia!
Aperto a sua mão em cumprimento.
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A Garota Fantasma
Fanfic(SE VOCÊ ESTÁ VENDO ESSE LIVRO EM OUTRA PLATAFORMA SEM SER O WATTPAD, POR FAVOR SE RETIRE, ESTA COM RISCO DE SOFRER UM ATAQUE VIRTUAL) Tudo pra mim era vazio. Ninguém me via, ninguém sabia ninguém me sentia... Eu era um nada. Perdida, condenada talv...
