VINTE E QUATRO

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Acordei estranhamente bem, e não precisei de muito para entender o motivo. Um dos braços de Oliver está envolvendo minha cintura, enquanto sinto seu membro duro contra minha bunda ainda nua.

Gosto de me sentir desejada.

Sempre gostei.

Porém, perdi toda a minha essência desde que conheci Jack Bailey.

Levanto-me devagar, decidida a dar mais alguns minutos de sono a Oliver, ele deve ter se cansado muito nesses últimos dias.
Entro no banheiro, realizo minha higiene matinal, incluindo um bom banho, e saio enrolada na toalha novamente. Eu ainda não tinha o que usar, então tomei a liberdade de abrir a mochila de Oliver e pegar uma camiseta, mas me interrompi no caminho ao ver sua arma magnífica. Pego a mesma e analiso antes de apontá-la para a porta e ficar na posição que treinei por tanto tempo. Sempre amei atirar, e naquele momento desejei fazer isso em Jack.

— Não me diga que vai matar alguém.

Abro um sorriso e miro nele, vendo seu rosto ainda mais belo ao acordar e um sorriso preguiçoso em seus lábios.

— Não. Por enquanto. – Abaixo a arma e a coloco de volta em seu lugar, pegando o que eu realmente precisava.

Visto-me de uma camiseta lilás, quase azul, e me amaldiçôo ao lembrar que não lavei minha calcinha no banho, teria que esperar a camareira trazer a outra que deixei com ela para ser lavada. Cometi um erro, acho que é antiético dar sua calcinha para alguém desconhecido lavar.

— Que horas são? – Oliver se senta na cama, espreguiçando-se.

— Oito e pouco. – Constato ao olhar no relógio em cima de um dos criados.

Ele se levanta e não se envergonha por seu pau estar incrivelmente acordado e descoberto, muito pelo contrário, ele parece gostar da minha atenção.

— Vou para o banho – avisa.

— Tudo bem. – Mordo o lábio sem que ele veja, esfregando minhas pernas suavemente ao sentir minha intimidade clamar por ele, imagino que já esteja pronta para outro sexo sensacional.

Ao voltar os olhos para seu rosto, percebo seu sorriso pervertido e maravilhoso enquanto se diverte com a minha clara falta de discrição ao desejá-lo.

— Quer ir? – Pergunta.

Eu havia acabado de tomar um banho ótimo, mas não pude resistir, então acenei com a cabeça. Ele sorriu e me conduziu até o banheiro, já tirando sua blusa do meu corpo e me empurrando contra a pia, ficando, assim, os dois de frente para o espelho pequeno.

Observo suas mãos segurarem meus seios de forma sensual e prazerosa, enquanto seu pau encontra o caminho certo sozinho, entrando em mim que já me encontro vergonhosamente molhada.

Assisto ele investir contra mim e olhar minha bunda com malícia, imagino o quão delicioso está o que ele vê.

— Não me diga que está toda molhada assim por mim? – Ele sorri sacana, olhando para o meu rosto.

— Exclusivamente por você, doutor. – Molho meus lábios vagarosamente.

Oliver puxa meus cabelos para trás, levando todo meu corpo junto. Sua mão desocupada ergue uma de minhas pernas, facilitando seu trabalho em bater nossos quadris com força. O barulho que fazemos é tão gostoso que quando dou por mim, estou tendo um orgasmo delicioso.

Nos empolgamos ali dentro por muito tempo.

▪️

Recebi minhas roupas em um saco plástico, passadas e dobradas. Dei algumas notas para a camareira, que me lançou um sorriso cúmplice e saiu.

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