VINTE E TRÊS / +18

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Como o esperado, chegamos em Los Angeles exatamente às vinte e duas e quarenta e cinco. Dirigi apenas por algumas horas e estava exausta, não conseguia imaginar o quão cansado Oliver estava.

No caminho para um hotel que já tínhamos visto minutos atrás pela internet, vi uma lavanderia funcionando, então fiz uma nota mental de ir até lá depois para lavar as únicas peças que tenho, por enquanto.

Tivemos um pequeno problema na hora de fazer o check-in no hotel, pois eu ainda não estava com meus documentos.

— Mabel – olho seu broche, — é uma longa história. Uma pessoa roubou todos os meus documentos, estou cuidando disso aqui em Los Angeles, acabamos de chegar e amanhã mesmo irei até a delegacia para depor. Por favor, precisamos descansar, eu pago o dobro da diária.

Ela fica me olhando, obviamente desconfiada, mas respira fundo e sorri de forma engraçada.

— Tudo bem, eu explico para o gerente depois. – Tecla algo em seu computador. — Quantos quartos? – Olha de mim para Oliver.

— Apenas um, com camas de solteiro. – Ele responde primeiro.

— Ok... Um quarto para duas pessoas no terceiro andar, número trinta e seis. – Sorri. — Temos serviço de quarto, o café da manhã está incluído na diária e acontece das seis às nove da manhã, no último andar. Tenham uma boa estadia! – Me entrega a chave.

Oliver e eu saímos dali e caminhamos até o elevador, onde mais duas pessoas aguardam. Não demora muito para que as portas se abram e saiam algumas pessoas de dentro, dando lugar para nós quatro.
Aperto o número três antes das portas se fecharem.

▪️

— Aqui deve ter lavanderia – comento.

— Provavelmente. Vou tomar um banho. – Pega uma das toalhas sobre a cama de solteiro em que vai dormir.

— Está bem. Vou perguntar à recepcionista se posso lavar minhas roupas.

Ele acena e vai para o banheiro, enquanto eu pego minhas roupas, abro a porta principal e saio. Desço pelo elevador e não demoro a ver a recepcionista, então sorrio para ela.

— O hotel possui lavanderia? – Pergunto.

— Claro, eu posso pedir para uma das camareiras ajudá-la.

— Seria ótimo. – Sorrio.

Ela me dá as costas e some por um tempo, até voltar acompanhada por uma mulher de meia-idade.

— Boa noite, senhorita. Me dê suas roupas, amanhã de manhã elas estarão no seu quarto. – É simpática.

— Obrigada, está me salvando. – Entrego as peças à ela, me despedindo em seguida.

Enquanto subo, olho-me no espelho do elevador e não me reconheço. Não sou a mesma de antes, estou tão diferente, não possuo o mesmo ar alegre de meses atrás. É incrível como alguém pode destruir nossa vida de um segundo para o outro, tudo está perfeito, para do nada não estar mais.

Respiro fundo e abro a porta do quarto, tomando um grande susto ao ver Oliver nu, vestindo uma cueca preta. Ele se cobre com a toalha ao mesmo tempo em que me viro, não consigo segurar o sorriso que se forma em meus lábios.

Foi engraçado.

— Desculpe, Oliver, não pensei que fosse se trocar aqui fora. – Sou sincera.

— Está tudo bem, já pode olhar.

Viro-me de volta e o vejo com uma calça moletom preta, apenas. Ele possui um belo abdômen, devo confessar, sem contar com as entradas nos quadris que levam diretamente para algo perigoso, mas que parece muito bom.

— Conseguiu uma lavanderia? – Passa a toalha pelos cabelos, em uma tentativa nula de secá-los.

— Sim, a camareira deixará aqui pela manhã. – Pego a toalha que restou, indo em direção ao banheiro. — Vou tomar banho também, estou exausta.

Bato a porta sem querer, sentindo minha respiração acelerada. Ligo o chuveiro rapidamente e tiro minhas roupas, deixando de canto.
Suspiro de alívio ao sentir o jato de água morna levar toda a minha exaustão pelo ralo. Eu ainda não estava acreditando que estava livre, correndo atrás da justiça que me faltou nos últimos meses. É gratificante ter minha liberdade de volta.

▪️

Sou obrigada a sair do banheiro apenas de toalha, não tenho o que vestir agora.
Vejo Oliver sentado em uma das camas, viajando em pensamentos.

— Ei, você tem algo que eu possa vestir? – Pergunto, um pouco constrangida.

É estranho estar tão próxima de alguém que conheci recentemente, dividindo um quarto, dividindo um problema tão grande como o meu.

Ele me olha, porém, noto algo diferente em seus olhos. Suas esferas escuras estão brilhando sob as luzes dos dois abajures acesos entre as duas camas e parecem decorar cada canto do meu corpo, mesmo estando coberto.
Acho que sei o que está acontecendo, pois senti o mesmo na noite passada, quando o desejei. Agora ele me deseja, e meu pensamento se conclui quando ele vem para cima de mim.

Seu corpo empurra o meu até a parede, onde me prende para continuar o beijo lento e gostoso. Nossas línguas se encostam delicadamente, fazendo um carinho fraco uma à outra, o que me excita de forma avassaladora.

Tudo bem, é estranho.

Mas está delicioso. Delicioso demais para que eu possa parar.

Seguro o cós de sua calça e a empurro para baixo, puxando seu corpo para mim e sentindo sua pele quente enquanto o abraço.
Suas mãos se enfiam embaixo da toalha e encontram minha bunda, onde ele aperta e segura firme, me puxando e me colocando contra sua ereção. Um gemido abafado deixa seus lábios, então o empurro para trás até estar na cama pequena. Não falamos nada, apenas ficamos presos através de olhares e sorrisos maliciosos enquanto abaixo sua cueca e fico em cima de seus quadris.

Ele é espetacular, em todos os aspectos, o que me deixa ainda mais faminta. Seguro seu membro e não espero para me deslizar nele, fazendo gemidos escaparem de nós dois.
Oliver apóia os cotovelos no colchão após puxar o nó que fiz na toalha, me deixando totalmente nua. Ele lambe os lábios ao ver meus seios e fica me admirando enquanto cavalgo em seu colo.

Jogo a cabeça para trás, sentindo meu orgasmo malditamente próximo. Eu estava com tanta vontade reprimida que acabei chegando ao clímax rápido demais, mas não me importei quando Oliver se levantou facilmente comigo ainda agarrada a ele e me colocou contra a parede, entrando e saindo em uma velocidade impressionante.

— Confesso que me enganou com sua cara de santo, doutor. – Minha voz sai arrastada e recheada de luxúria.

Ele solta um riso e investe contra mim, fazendo minhas costas esfregarem na parede. Não consigo ver seu rosto, pois está enterrado em meu pescoço enquanto solta murmúrios de prazer.

— Você é a única pervertida aqui, Samantha. – Chupa minha pele suavemente. — Porra, preciso gozar.

— Não saia! – O seguro com minhas pernas. — Quero sentir você dentro de mim, Oliver, por favor. Eu me cuido amanhã, não se preocupe.

Ele levanta a cabeça e me olha, levando uma das mãos para os meus cabelos e os segurando com força enquanto mete com vontade, se desfazendo pouco tempo depois dentro de mim.











Gente! Do nada um hot. A história estava precisando de uma apimentada, certo?

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