Mais um hoje. Yeeeey! Algo me diz que alguém vai dar as caras outra vez, mas agora é pra valer. O que será que vai acontecer?
Só lendo para saber! ;)
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Quando anoiteceu, tomei a segunda pílula e me senti aliviada por ter me livrado de mais um problema. Não que ter bebês seja um problema, mas para mim, na circunstância em que me encontro, é.
Eu precisava voar até Miami, mas não seria possível até que Jack Bailey estivesse atrás das grades, e é exatamente por este motivo que estou de volta à delegacia.
Como Oliver sugeriu, estamos fazendo um acordo do que podemos fazer para prender um dos alvos da policia.
— Sua ideia é perfeita, doutor Gutierrez. – O Sr. Cornell parece de acordo com a ideia de Oliver.
— Obrigado.
— E então, como vai ser? – Pergunto, ansiosa.
— Você entrará em contato com ele e marcará um encontro.
— Como? Ele mudou o número do celular, obviamente. – Franzo o cenho.
— Deixe que meus homens cuidem disso, daremos um jeito. Você só tem que fazer com que ele vá até você.
Eu não queria envolver a policia por agora, gostaria de colocar as mãos nele primeiro, me vingar, mas não seria racional, por isso, resolvo me abrir:
— Eu o vi hoje – digo.
— O quê? – Oliver parece surpreso enquanto me analisa.
— Onde? – Cornell pergunta, paciente.
— Fui até uma farmácia perto do hotel onde estou hospedada, e quando saí, ele estava lá, na esquina, mas o perdi de vista quando um ônibus passou.
— E por que não nos contatou imediatamente?
— Queria ter certeza de que era mesmo ele, poderia ser só minha imaginação. Mas era o Jack, ele sempre soube por onde eu estive – murmuro.
— É perfeito. Você precisa chamar a atenção dele, vá até o prédio onde ele trabalhava e fique lá, se ele estiver mesmo te observando, não hesitará em entrar também.
Esteja aqui amanhã, às sete, você precisará de escuta e microfone. Depois disso, vá direto para lá e espere, ele vai aparecer. A partir daí é com você, sabe o que fazer, certo?
Apenas aceno a cabeça, feliz por estar tão perto da verdadeira justiça.
— Voltem para o hotel, alguns homens meus ficarão disfarçados por lá, não podemos bobear. – Conclui nossa conversa.
Oliver e eu nos levantamos e nos despedimos como de manhã, para então sairmos dali.
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Ele parecia chateado, mas não tiro sua razão. Deveria ter dito desde o começo, mas não estava pensando com coerência naquele momento.
— Está chateado? – Pergunto, mesmo sabendo a resposta.
— Não, não tenho o direito de estar.
— É claro que tem, por que diz isso? – Franzo o cenho, soltando um riso.
— Não devemos nada um para o outro só porque estamos transando. – Não me olha.
Ele está certo.
— Tem razão, não existe motivos para desavenças, não é? – Fico um pouco desconfortável, mas resisto. — Para onde estamos indo?
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PSICÓTICA
Misterio / SuspensoPsicótica conta a história de uma mulher perturbada que teve como consequência a internação em um manicômio judiciário. O único psiquiatra da pequena cidade de pouco mais de dois mil habitantes, é Oliver Gutierrez, e ele terá a jovem psicótica como...
