XXXIV

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Dedos mágicos


Minhas costas bateram contra a textura macia da cama. Meus olhos estavam vidrados em Adam que já estava sem camisa, me deixando apreciar suas belas tatuagens em preto e branco e seu abdômen definido. Passei a mão pelo rosto tirando algumas mechas loiras de cabelo do meu rosto e umedeci os lábios quando Adam colocou uma mão de cada lado do meu corpo se apoiando e juntou nossos lábios em um simples movimento. Sua língua entrou em contato com a minha e como eu amava o gosto da sua boca, um gosto de chiclete de menta. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente, como um quebra-cabeça.

A minha luta interna para ser uma amiga fiel a Hanna tinha ido por água abaixo, mais uma vez. Eu precisava aceitar que eu era uma péssima pessoa e que eu deveria ficar longe de Adam, mas esse não era o momento de sermões mentais. Eu precisava me concentrar no agora, Adam e eu juntos, loucos para sentir nossos corpos juntos.

Meu short e minha calcinha estavam em algum lugar do quarto — que eu não fazia ideia. Eu estava me sentindo um pouco envergonhada, Adam já viu todas as partes do meu corpo, e isso me deixava com vergonha e ao mesmo tempo excitada.

A mão do Adam começou a passear pela minha cintura, coberta pelo moletom dele. Ele terminou beijo com uma mordida no meu lábio inferior.

— Ah, Mary Angel, como eu quero sentir o seu gosto — disse me olhando profundamente.

Fechei minhas pernas e as esfreguei tentando aliviar a ardência na minha intimidade. Eu sentia que a qualquer momento eu poderia enlouquecer de tesão, Adam estava me torturando com aqueles olhares, como eu precisava da sua boca em mim.

— Não feche mais as pernas. — ordenou com um sorriso malicioso armado.

Apenas afirmei com a cabeça e olhei para o teto. Eu não estava em meu estado normal, aliás, toda vez que Adam aparecia eu perdia o controle. Eu estava sendo dominada por um cara que eu mal conhecia, isso não poderia acontecer, nunca mais, porém eu iria aproveitar o momento atual para mais tarde me arrepender de tudo e culpar Adam, pois seria isso que eu faria.

Fechei os olhos fortemente quando a respiração quente dele bateu contra a minha intimidade. Olhei para Adam que me encarava com seus olhos azuis brilhantes e ardentes. Seus lábios molhados foram de encontro com a minha pele mais sensível, sugando o local e logo depois passando a língua devagar. Ele abriu as minhas pernas se encaixando entre elas, tendo mais acesso a minha vagina completamente molhada. Seus olhos estavam concentrados nos meus, me fazendo sentir mais desejo por ele. Adam me lambeu devagar, fazendo círculos com sua língua, me obrigando a fechar os olhos e soltar grunhidos estranhos. Seus dedos apertavam minhas coxas, e meus pelos se arrepiarem com aquilo.

Um gemido escapou da minha boca assim que os movimentos da língua dele aumentaram de ritmo, me fazendo segurar o lençol da cama com força. Os dedos dele desgrudaram das minhas coxas indo direto para os lábios da minha intimidade, esfregando ali, mas logo foram para a minha entrada.

— Acho melhor você colocar o travesseiro no rosto. — sugeriu com a voz abafada.

Tirei o travesseiro debaixo da minha cabeça e coloquei em meu rosto, fechando os olhos fortemente e cravei minhas unhas no tecido quando Adam penetrou um dedo devagar e uma dor me atingiu assim que o segundo dedo penetrou-me. A boca dele voltou a fazer o bom trabalho, mas a intensidade dos movimentos aumentaram, e eu gemi contra o travesseiro.

Ele fazia movimentos lentos com os dedos, para eu me acostumar com a sensação. Inesperadamente, rebolei em sua boca e ouvi um suspiro de satisfação.

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