POV LAUREN
Vero foi embora um pouco antes das quatro horas da tarde, tinha que levar a mãe à delegacia. Não me conformo com o que aquele cara fez, covarde de merda, senti vontade de matá-lo e não tenham dúvidas, para garantir o bem estar de Vero e tia Marian, eu teria coragem. Vero é uma das pessoas que mais amo no mundo, é uma irmã de outra mãe, eu faria tudo para protegê-la e sei que isso é recíproco, se não fosse, ela não teria vindo até aqui.
Foi embora frustrada, tentou de diversas formas me convencer a voltar para a UAM, mas não obteve sucesso, o máximo que conseguiu foi me convencer de voltar a me consultar com a psicóloga. Não que eu tenha abandonado, mas como eu tinha voltado para a UAM resolvemos dar um intervalo as consultas. Vero trouxe minha câmera e eu agradeci muito por isso, ela sabe como a fotografia é importante para mim, mas também sabe que minha sanidade mental vale mais no momento e que a tal Camila Cabello acaba com ela. Não posso culpá-la, não posso dizer que ela me seduziu ou coisa do tipo, porque não é verdade. Nesses poucos dias de convivência todos ou quase todos os contatos resposáveis por alteração dos sentidos foram causados por mim, parece que sempre estávamos perto, como se aquilo fosse predestinado. Não sei explicar o que Camila causava em mim, algo forte, intenso, confuso e um tanto quanto amedrontador, se não fosse, eu provavelmente estaria lá, mas ao invés disso estava em casa com os pés dentro da piscina.
É por isso que eu estava ali? Por medo?
É difícil admitir, mas sim. Me faltava coragem para enfrentar tudo isso, me faltava vontade para dizer não à aquele par de olhos castanhos brilhosos, me faltava empenho, me faltava firmeza, me faltava tudo, menos razão. Sei que parece exagero de minha parte, mas também sei o que sinto e o que já fiz – isso eu nunca esquecerei... A única maneira de me redimir é evitando que aconteça de novo, só de pensar sentia um nó se formar em minha garganta.
Já era tarde, o dia estava escurecendo e eu posso dizer que passei grande parte dele com os pensamentos nela, precisava encontrar algo para fazer, me distrair, ocupar o tempo, afinal iria ficar ali agora.
...
O jantar em família foi tediante, digamos que o pouco tempo na UAM foi o suficiente para me desacostumar desse convívio familiar e não tenho do que reclamar, ouvir minhas amigas falando dos garotos que as interassavam é menos pior – diria que até melhor – que ouvir Clara elogiando os pratos do jantar ou meu pai comentando sobre o sucesso de sua empresa. Chato.
Assim que subi para o quarto escolhi um filme para assistir e na metade dele já estava morrendo de sono. Dormi sem saber o final do tal filme, que por sinal era bem legal, já ouvi falar do livro, mas achei lúdico demais. Seu nome é Fallen, se trata da história de Lucy, uma garota que é mandada para um colégio interno por conta de alguns supostos transtornos mentais. Lá ela encontra Daniel, o garoto desperta muito a curiosidade dela – até aí parece crepúsculo, quando a Bela ficava babando por Edward Cullen. O fato é que os dois se conhecem de vidas passadas, Daniel é na verdade um anjo caído, apaixonado por Lucy e suas outras versões desde o ínicio dos tempos. Eles se encontram de tempos em tempos e ela nunca o reconhece, mas tem visões com ele e acaba se apaixonando. O problema é que eles são amaldiçoados e por isso nunca podem ficar juntos, Lucy sempre morre depois do primeiro beijo e ele fica a espera de que ela volte.
Como eu disse, lúdico demais, mas parando para pensar, não muito para mim. Voltarei para terminar de assisti-lo assim que possível.
[•••]
Acordei com o Sol em meu rosto, quem abriu a merda dessas cortinas? Pensei em soltar um palavrão, mas vi Beth ao meu lado e me controlei.
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Um brinde ao nosso anjo - CAMREN
Детектив / ТриллерApós enfrentar situações extremamente complicadas em seus tão recentes dezoito anos, a jovem Camila Cabello decide que é hora de seguir seu coração. Com as malas prontas, a garota cubana que, anos atrás, teve que se mudar para os Estados Unidos com...
