Diana estava com Lucas enquanto olhava o cachorro. O rapaz cuidava do cachorro agora em sua casa. Havia se apegado muito ao animal.
- Ele é muito fofo. Minha mãe o adorou, estava pensando até em ficar com ele – Lucas fala enquanto brincava com o cachorro que ainda precisava de cuidados extras.
- Acho que posso confiar em você para permitir que ele fique aqui.
- Permitir? Menos princesinha. – Ri
- Lucas, queria te pedir algo.
- Pois diga, que sou todos ouvidos. – Ele se vira para ela.
- Vai ter o Show de talentos no colégio, pensei se talvez pudéssemos tocar juntos. Sabe você no violino e eu no piano. Queria fazer um dueto com meu irmão como costumávamos fazer, mas o evento regional de robótica será na mesma semana e ele não pode se dedicar a duas coisas no momento. – O rapaz a encarava com um sorriso sínico no rosto.
- Nem ferrando, princesinha.
- Por favor? – tenta.
- Uou, você sabe uma das palavrinhas mágicas, mesmo assim não.
- Por quê?
- Eu tocando em um show de talentos numa escolinha de gente rica? Muito obrigado, mas não.
- Deve estar é com medo, aposto que é horrível. - Tenta zombar para encorajá-lo.
- Eu horrível? Eu estudei em Colburn. Mas tive que voltar.
- E por que não está lá em vez de passar o dia cheirando a graxa? – ele a olha fixamente e se levanta irritado. Ela realmente não entendia o porquê de ele ter abandonado Colburn para trabalhar em uma oficina.
- Você não sabe de nada, princesinha.
- Então me diz. – Ela o segue atrás pela casa enquanto ele levava alguns copos para a cozinha. E cita motivos pelo qual ele deveria tocar com ela. Ele só queria que ela calasse a boca.
- Eu me precipitei em dizer que você é horrível, foi só para te irritar. Eu escutei você tocando aquela noite, você até que é bonzinho. Eu não pediria se não fosse.
- Bonzinho? – respira fundo - Se eu aceitar, você para de me encher o saco?
- Então você aceita? - pergunta esperançosa.
- Sim, parabéns você me venceu pelo cansaço.
- Ótimo. – Sorri e retira da bolsa uma partitura o entregando. – Queria tocar algo que minha mãe compôs, pensei que talvez assim a motivasse a voltar a tocar. Achei esse perfeito, não acha? - ele pega a partitura das mãos dela.
- Se você quiser fazer todo mundo dormir, é perfeito sim.
- Como ousa? – pergunta ofendida.
- Não me entenda mal, é bom, muito bom na verdade, mas para um público-alvo, que com certeza não são adolescentes. Posso adaptar, deixar mais moderno.
- Não acho que seja uma boa ideia....
- Confia em mim, se vamos ser uma dupla.
- Tá, faça isso e amanhã esteja você e seu violino na minha casa a tarde, ensaiaremos todos os dias exceto nos finais de semana. -Ordena e ele ri. – Qual a graça?
- Eu não sou um desocupado que nem você. Só posso as terça, quintas e sextas no fim da tarde. E com toda certeza não gastarei minhas sextas com você.
- Já estou me arrependendo.
- Se desistir me avisa, não tenho tempo para desperdiçar.
...........
Nathalie estava com Reid em um restaurante próximo à onde o agente trabalhava.
- Eu vou trazer minha mãe para morar comigo. - Informa sua decisão. Ele já pensava muito nisso nas últimas semanas.
- Nossa eu não esperava por isso. Spencer que bom, mas está seguro disso? – pergunta com cuidado tocando na mão do homem sobre a mesa que se afasta do contato.
- Tenho, eu penso nisso há muito tempo. Acho que vai ser bom para ela além de conhecer os netos poder conviver com eles, e comigo é claro. Conversei com os médicos dela, está tudo certo, eu só estou à procura de uma enfermeira para cuidar dela.
- Eu não sei o que dizer, parece ótimo. Eu fico feliz com isso. E vai ser bom para Philip e Diana, tenho certeza. – Admite, mas um lado dela se preocupava afinal sabia do estado clínico da mulher. Nathalie sente saudades de conversar com a mãe do homem, Diana era uma mulher muito sabia e compreensível. Infelizmente deve que deixar de visitar a mulher anos atrás após o rompimento com Reid.
- E como está seu projeto? – pergunta.
- Bem, as obras começam semana que vem. Eu estou super empolgada. - E realmente estava, depositava todas suas energias nesse projeto e trabalhava firmemente para sua realização.
- Que bom, sei que vai fazer um bom trabalho. – Ele realmente não tinha dúvidas disso. - Vou pedir a conta.
- Spencer, eu não te chamei para almoçar apenas para falar disso. Você sabe do que quero falar. – Ele se remexe desconfortável na cadeira.
- Você dizia que temos que manter uma boa relação, aceitei seu convite por isso, não me entenda mal.
- Sabe perfeitamente ao que me refiro, o que aconteceu naquela noite, entre a gente.
- Não vejo necessidade de falamos disso, foi apenas um erro. – Ele deixa o dinheiro sobre a mesa e vai embora, sem mais. Embora deixasse Nathalie desapontada na mesa, temia que fugisse mais de seus próprios sentimentos do que dela.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Hold On
Fiksyen PeminatHá dezesseis anos atrás, a cidade de Las Vegas contemplou o mais belo romance surgido nos últimos tempos. Natalie Witherspoon vem de uma das famílias mais importantes de Las Vegas, uma jovem garota de dezessete anos, melhor aluna da escola, a caçul...
