Capítulo 54

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Índia 🦋

Depois do baile dormimos aqui mermo como sempre, meu pai tava mais bêbado que uma égua, diz ele que é pra esquecer que a princesinha dele cresceu. Bobo demais pô.

Dormi com Guto depois da gente brincar de fazer neném de novo, mas dessa vez nem foi com agressividade não, foi com saudade por esse tempo longe, foi com amor depois do pedido e na moral? Foi gostosinho também.

Tudo tem o momento, sexo agressivo ou carinhoso é bom pô, só depende do momento ou da pessoa.

Acordei ao lado dele toda torta, ele com a mão na minha bunda e o rosto no meu pescoço, fui me soltando aos poucos e entrei no banheiro tomando um banho gelado.

Terminei me arrumando e perfumando e desci vendo somente minha mãe e Mirella.

Índia: Cadê os machos?

Mirella: Foram na boca resolver alguma coisa, disseram que voltam pra almoçar. - Disse enquanto passava manteiga na torrada, se volta pra almoçar então vai demorar, ainda é 08:30.

Índia: Por que não chamaram o Guto?

Mirella: Magnata deu lua de mel pro novo casal. - Comecei a rir balançando a cabeça e me sentei ao lado da minha mãe também tomando café.

Acabamos de comer e continuamos ali conversando, depois de um tempo Guto desceu e se sentou comendo com a gente, quando todo mundo acabou, guardei o que tinha de guardar e limpei as coisas com ajuda da Mirella.

Ele subiu pra tomar banho, nós íamos ir na boca ver o que deu, fiquei sentada conversando enquanto esperava.

Beatriz: Como está sendo pra você?

Índia: Ah, normal mãe. A gente já namorava, só faltava oficializar né. Era viadagem pra cá, viadagem pra lá, eu ficava só com ele e ele só comigo, ciúme e treta rolando na alta, sexo nem te falo.

Beatriz: Essa parte tu corta, principalmente se for perto do seu pai. - Assenti rindo, Mirella tava escutando tudo rindo também - Ciúme do que? Vocês dois são o casal mais tranquilo que já vi.

Índia: Gustavo odeia o Fael, eu odeio a Sofia. Eu não sou de brigar por isso, tu sabe. Até porque se ele render ele já fica pra ela porque não aceito essas palhaçada, mas ele já é mais surtado, bate neurose com tudo.

Beatriz: Mas não vai afastar do Fael não em, teu amigo de anos pô, o Guto que tem que confiar e tu não pode dar motivo. - Eu assenti, jamais ia afastar de amigo verdadeiro por macho, pra isso eu teria que estar muito louca de droga irmão.

Guto: Bora mandada? - Me levantei dando um beijo nelas, ele despediu e fomos pra rua. Cumprimentei os vapores que tava na segurança e Guto já ia pegando a chave da moto.

Índia: Vamo ir correndo pô, apostar corrida. Se eu ganhar tu paga o açaí, se eu perder tu paga também. - Falei serinha fazendo o mesmo rir.

Guto: Tu tá maluca?

Índia: Bora filho da puta, tem nada pra fazer. - Ele continuou parado serinho me olhando - Por favor amor, faz minha vontade pô - Ele me olhou balançando a cabeça e guardou a chave no bolso, os vapores olharam rindo.

Negueba: Perdeu a postura em patrão.

Guto: O que essa filha da puta não me pede rindo que eu faço chorando.

Índia: Anda mô, 3, 2...

Antes de falar o 1 já saí correndo, não sou otária. Desci aquilo num tapa, se eu caísse eu saia rolando porque irmão, quem é o flash. Guto quase me passou, só escutava o povo rindo e apontando pras duas crianças, quando estava quase chegando ele me passou ganhando.

Magnata: Que porra que é essa? - Disse sem entender nada. Me agachei respirando fundo tentando inalar oxigênio porque tava foda, dois sedentários correndo esse morro todo.

Canela: Esses dois é maluco patrão, esses dias pra trás saíram na porrada na rua, hoje apostando corrida na favela. - Disse rindo, Guto me levantou tambem respirando fundo.

Guto: Meu pulmão de maconheiro não aguenta isso não.

Índia: Eu só fumo de vez em quando mas tô morta, só falta enterrar. Meu açaí em.

Guto: Tu é folgada, garota.

Índia: Aposta é aposta.

Th: Tu perde mas tu ganha, é isso? - Disse sem entender nada, concordei sorrindo igual criança.

Guto: É maluca pô, perturbada mermo.

Neguinho: Duas crianças, na moral.

O Nosso Para SempreOnde histórias criam vida. Descubra agora