Capítulo 31

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Índia 🦋

  Quando cheguei em casa naquele dia, meu pai quase foi na rocinha matar o Guto assim que viu a mão exposta dele em meu pescoço.

Expliquei cada parte do que aconteceu a ele e ao Thiago que estava puto também, no final eles entenderam mesmo que tenha demorado.

Hoje era dia 24, véspera de natal. Estávamos indo todos a rocinha comemorar juntos, assim como seria no ano novo.

Guto me mandou uma mensagem a alguns dias atrás dizendo que não conseguia esquecer o que fez comigo e que era melhor a gente se afastar.

Tentei contato de todo jeito com ele e não consegui, tio Felipe achou melhor assim já que se sentiu culpado pelo que aconteceu comigo.

Subi na garupa do tio Pedrinho e segui com ele pra Rocinha, meu pai com minha mãe no carro, e meu irmão com a Mirella na garupa como sempre.

Assim que cheguei lá, varri o local com os olhos e não achei ele, meu coração se apertou, eu não queria que ele tivesse outra recaída.

Índia: Tio, cadê o Guto? - Disse assim que o cumprimentei, todos já estavam sentados no terraço da casa do Magnata curtindo a música.

Magnata: Sumiu desde cedo, Índia. Deixa ele pra lá pô.

Índia: Não da. - Sai andando vendo meu tio balançando a cabeça, fui até o portão e chamei o Canela que estava de segurança hoje - Porra, faz um favor pra mim? Olha se o Guto tá lá na laje da sala de tortura e me fala?

Ele assentiu saindo. Fiquei ali parada olhando pro chão até o pequeno que eu conversei aquele dia passar mexendo comigo.

Xxx- Feliz natal, Índia.

Índia: Feliz natal pô, qual teu nome?

Xxx- Nicolas, e o teu?

Índia: Vem cá. - Ele veio correndo e parou do meu lado - Tu vai contar pra alguém?

Ele negou sorrindo animado.

Índia: Nem pros teus amigos em, tu vai ser o único. - Ele me deu o mindinho jurando, entrelacei nossos dedos e falei baixo em seu ouvido - Luiza.

Nicolas: Quase ninguém sabe teu nome pô, eu sou foda. - Disse rindo e me abraçando.

Índia: Tu é mermo, toda vez que te vejo aqui tu melhora meus dias pô.

E nem era mentira, as vezes eu vinha aqui pro meu pai, tava toda bolada com alguma coisa e ele vinha fazendo gracinha me fazendo rir na hora, esse moleque é foda.

Ele se despediu me dando um beijo no rosto e foi embora.

Voltei pra casa e me sentei ao lado do tio Pedrinho olhando pro chão apreensiva esperando Canela voltar.

Mirella: O que foi amiga? - Disse chamando a atenção do restante que me olhou junto a ela. Quando ia começar a falar, vi Canela entrando.

O Nosso Para SempreOnde histórias criam vida. Descubra agora