Capítulo 11

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Índia🦋

Nem sei como eu cheguei em casa, só sei que minha cabeça tá estourando de dor. Me levantei e tinha remédio e água na mesinha ao lado da minha cama. Meu pai pode tá bolado mas ele nunca deixa de fazer isso sempre que vê que eu bebi demais. Sorri tomando o remédio e fui ao meu banheiro tomar um banho pra tirar cheiro de bebida.

Assim que terminei, sai do meu quarto trombando com Guto.

Índia: Bom dia, pô. - Disse no deboche já que ele saiu andando.

Guto: Bom dia, Índia. - Que seco.

Dei de ombros e passei na frente dele indo a cozinha, se quer agir assim, vai ser assim.

Índia: Bom dia meus amores.

Neguinho: Faz merda e fica carinhosa, engraçado.

Beatriz: Tu que é todo perturbado de ciúme, Luiz. Se depender de você a menina namora com 40 anos.

Neguinho: Beatriz, tu quer que eu faço que?

Beatriz: Parar de apavorar o Fael e os meninos sobre ela.

Neguinho: Aí essa porra vai virar bagunça na minha favela.

Bufei impaciente quando Thiago começou a apoiar meu pai, meu tio Felipe e Guto se mantiveram calados só observando.

Neguinho: Cê pode ficar bolada comigo Luiza, mas cê tá ligada que eu faço isso pra te proteger. Principalmente depois que rolou aquilo com o filho da puta do teu colégio.

Assenti com a cabeça, sabia que ele realmente fazia isso pra me proteger mas as vezes cansa, falta um mês pra eu fazer aniversário e continuo sendo tratada como se tivesse 13 anos.

Índia: Tá suave.

Ele revirou os olhos e continuou comendo, me retirei da mesa assim que acabei e subi ao meu quarto novamente.

Chamei a Mirella pra vim aqui em casa, nem iria colar na boca hoje não, mereço descanso. Coloquei “Primavera Fascista 2” pra tocar enquanto arrumava meu quarto.
Fiquei cantando e escutando Thiago no quarto ao lado cantando junto, nós gostava pra caralho de rap e sempre tava escutando pela casa.

“Consigo ver o que seu olhar revela, racista pegando fogo é descanso de tela.” - Thiago gritou do seu quarto, abri a porta pra ficar melhor pra ele escutar.

“Pra esse governo genocida eu dou meu dedo médio, tacar fogo em racista é o melhor remédio.” - Guto cantou junto com ele.

“E no Alphaville é não pisa na minha calçada, e na favela é seu polícia não pisa no meu pescoço.” - Cantei baixinho respirando fundo, infelizmente é isso que sempre acontece aqui. Essa música toca lá no fundo do coração mesmo, sempre fico paia escutando ela mas infelizmente é a minha realidade. É foda ir na pista e receber olhar torto e olha que nem conhece nós, imagina se soubesse nossa profissão.

Mirella chegou gritando, desci correndo e pulei nela igual uma macaca.

Índia: Saudade loirinha.

Mirella: Agora nós não desgruda mais minha gata.

Índia: Arrumou o muco, tá bonita em mandada.

Mirella: Sabe que sim, ficou babado. - Piscou pra mim colocando sua mochila em cima da mesa, fomos trocar de roupa colocando biquíni e depois fomos pra área da piscina.

@indialua: meu paraíso particular!

@indialua: meu paraíso particular!

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@vieiraguto: vacilona mas gatinha

@th.martins: gostosa

@magnatapatrão: minha princesinha
  -> @neguinhovidigal: sua o caralho

Comecei a rir dos comentários, esses menino é caôzada demais

Mirella: Pô, aquele menino que você pegou ontem era gatinho tá.

Índia: Tava trocando mensagem com ele mas nem tô afim de mais não.

Mirella: Não vejo a hora de você aquietar com alguém, tu pega alguém uma vez e já enjoa, uó!

Índia: Você que gosta de ficar toda iludidona apaixonada, beija o menor um dia e já imagina o casamento. - Gastei ela que me mandou o dedo pulando na piscina e me molhando toda - Sua filha da puta.

Pulei em seguida e ficamos ali marolando enquanto curtia as músicas e comia as comidas que trouxemos.

Mirella: Será que seu pai me perdoa se eu pegar a Penélope de porrada?

Índia: Que que ela fez?

Mirella: Aquela mandada fica jogando piada pra mim sempre que eu tô com o TH, tô cansada já.

Índia: Se o Thiago te assumir como fiel tu pode bater, agora sem isso, tá ligada que vai ficar com o cabelo curtinho.

Mirella: Porra vou bater nessa piranha nunca então.

Índia: Isso que é foda irmã.

Mirella: Amanhã tem aula em.

Índia: Torcendo pra ter missão de madrugada só pra eu não ir.

Mirella: Vai brincando que toma bomba no último ano, otária! - Revirei os olhos e ela nem tava brincando, último semestre, se eu não focasse ia me fuder bonito. Estávamos em outubro, dia 13 de novembro eu fazia 17 anos e não tava afim de ganhar uma bomba como presente atrasado não.

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