Capítulo 109

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Índia 🦋

Eu não conseguia dormir, eu não conseguia comer, eu não conseguia fazer nada. Eu chorava sem parar enquanto olhava minha barriga, eu não podia perder meu menino.

Minha barriga mexia a todo instante, como se sentisse o que aconteceria. Meu mundo estava desabando, Gustavo tinha que chegar antes deles fazerem algo comigo.

Índia: Por favor Lucca, aguenta firme meu amor. - Eu chorava de soluçar, os soldados entraram novamente e o mesmo que eu estava discutindo, me olhava sorrindo. Eu não ligava pra mais nada, eu só queria salvar o meu filho.

Índia: Não deixa eles fazerem nada com meu filho, por favor.

O rapaz que era mais calmo, me olhou com tristeza em seu olhar. Eu sabia que ele não estava contente em estar aqui, enquanto o outro parecia sentir prazer em me ver chorar.

Ele estendeu um marmitex pra mim que negou, em seguida ele jogou ao meu lado com descaso.

Índia: Eu não quero comer.

Xxx- Então mata seu filho antes dela fazer algo com ele.

Aquilo me doeu, tudo me doía, eu tava prestes a perder o meu príncipe, eu não conseguia acreditar nisso. Ele saiu da sala me deixando apenas com o outro que nem conseguia me olhar.

Índia: Por favor, não deixa fazerem nada comigo, por favor moço. Da pra ver no seu olhar que você está mal com isso, não deixa eles fazerem nada comigo. Eu te imploro.

Xxx- Eu não sou ninguém não moça, eu queria impedir isso mas eu só sou um soldado qualquer.

Índia: Avisa alguém da minha família, qualquer coisa, só não deixa matarem meu filho, por favor. Nós não temos culpa de nada, eu nem sabia quem era seus patrões.

Xxx- Eu não posso, me desculpa mesmo. Espero que te salvem a tempo.

Ele saiu da sala e aí que eu comecei a chorar mesmo, eu não dava crise de ansiedade a muito tempo mas nesse momento, eu sentia tudo desabar. Fiquei por horas chorando sem parar até acabar apagando com cansaço em meu corpo.

Acordei escutando vozes ao fundo, Escorpião estava nervoso enquanto Michele gritava.

Escorpião: Como assim eles sabem onde estamos? Eles conseguiriam a localização mais rápido que imaginamos.

Em minutos Michele entrou aqui como um demônio, ela pegou uma seringa com alguma substância e tentava injetar em minha boca, eu não abria enquanto chorava me debatendo com meu próprio corpo.

Michele: Abre a porra da boca, abre a porra da boca Índia.

Ela me deu dois tapas fortes na cara e chamou os soldados pra me segurar, assim que senti o líquido adentrando minha boca, ela não deixou eu cuspir e assim que engoli senti algo amargo, algo ruim. Ela colocou um adesivo em minha boca pra evitar de eu fazer barulho ou vomitar.

Eu chorava e gritava mesmo que o som fosse abafado, eu estava em completo desespero enquanto o outro soldado me olhava com lágrima em seus olhos. Eu vou perder o amor da minha vida.

Comecei a sentir fortes dores em minha barriga, meu bebê mexia descontroladamente até ir parando os movimentos, eu não sabia se ela iria conseguir abortar, se Gustavo chegaria a tempo, eu não sabia de nada.

Por favor Lucca, por favor, seja forte, só isso rodava em minha cabeça. Eu passava a mão na minha barriga e tentava ficar calma pra ver se assim, eu aguentava mais tempo. Eu não podia perder mais um filho, eu não podia.

Michele: Não vai dar tempo de fazer efeito, eles já chegaram.

Escutei isso e em seguida fui apagando, estava fraca, estava com dores. Eu sentia um líquido no meio das minhas pernas, não sabia se era xixi, não sabia de nada mas ardia, ardia muito. Escutei tiros e mais tiros, eles haviam chegado.

Apaguei sentindo minha cabeça rodar, eu não fui forte o suficiente pra tentar salvar meu bebê.

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