Capítulo 21

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Índia 🦋

Fiquei ali uma cota conversando com o Guto, como Gustavo e Luiza, mesmo que não fosse no nosso lugar. Queria ter sido sincera e falar que também curto ele quando ele foi comigo mas o medo ainda é algo que me persegue. Irônico demais, pô, tenho medo de nada mas tenho medo de falar o que sinto, é foda.

O dia passou e hoje é domingo, nosso dia de ir pra Rocinha. Meu tio Felipe disse que tava passando muito tempo aqui no Vidigal mas a gente nunca vai pra Rocinha então é o terceiro dia de comemoração, só que lá. Na favela tudo é motivo pra festa.

Subi na garupa do Thiago já que a Mirella iria ficar com a mãe hoje e seguimos pra Rocinha, já chegamos sendo bem recebidos pelos moradores, desde que criou a aliança, todo mundo se gosta pra caralho. Um pelo outro, pô.

Subimos até o topo do morro e já entramos na casa do tio Felipe na maior bagunça, já rolava um funk alto na parada e Guto tava afastado com uma loira bonita. Nós somos amigos, lembre-se disso, até porque, tu não precisa de ninguém além de si mesma. Fiquei repetindo isso e fui em sua direção o cumprimentar.

Índia: Oi Guto. - Me abaixei pra abraçar o mesmo que estava sentado - Oi, prazer.

Xxx- Prazer é meu. - Sorriu amigavelmente, pelo menos não é nojenta.

Guto: Oi Índia, como tu tá? - Disse levantando pra me abraçar.

Índia: Tô bem pô, só cansada. Deixa eu ir lá ficar com meu irmão, ta carente hoje sem a Mirella. - Sorri pro mesmo que retribuiu - Licença.

Sai indo em direção da minha família que já estava reunida, pulei no colo do tio Felipe que me abraçou forte.

Magnata: Relaxa, ela é só uma moradora que ele tá ajudando. - Disse baixo em meu ouvido quando me abraçou.

Índia: Tá doidão tio, nós somos só amigos. - Falei rindo pro mesmo que fez cara de deboche.

Magnata: Eu vejo o jeito que vocês se olham, Luiza, tô velho mas não tô bobo. E eu conheço meu menino, pode tá resistindo mas tá doido com tu. - Ele me soltou piscando e pegou uma lata de Brahma pra mim.

Fiquei pensando no que ele disse até sentir alguém me abraçando por trás, olhei pro tio Felipe que riu disfarçado e me virei ficando de frente pra Guto.

Guto: Tu tá linda.

Índia: Só perco pra você. - E nem menti, ele ta com uma bermuda jeans , uma blusa preta da Lacoste e uma corrente de prata no pescoço. Cabelo na régua, cheiroso pra caralho e de havaiana branquinha.

Ele sorriu me abraçando e assim que me soltou foi pegar uma bebida. Fiquei trocando uma idéia com meu tio Pedrinho que me contava os detalhes da viagem dele enquanto sentia o olhar de Guto sobre mim enquanto estava conversando com meu pai sobre futebol.

É só eu beber a primeira lata de cerveja que já me bate vontade de ir no banheiro, sai correndo indo fazer xixi e quando acabei de lavar a mão e fui abrir a porta, Guto entrou rápido me prensando na parede.

Guto: Não tô aguentando mais ficar sem te beijar, Luiza, papo reto. Tu tá me deixando maluco. - Disse isso enquanto respirava fundo com os olhos fechados. Nós estávamos com as bocas coladas até ele fechar a porta e começar a me beijar.

  Foi um beijo cheio de saudade, luxúria, tesão, todos os sentimentos possíveis. Me sentei na pia com ele se apoiando no meio de minhas pernas e continuei o beijando enquanto arranhava seu pescoço.

Ele começou a descer a mão até minha intimidade, colocou meu short e calcinha de lado e penetrou um dedo brincando de vai e vem enquanto eu gemia baixinho em seu ouvido.

Índia: Põe mais um dedo. - Disse entre gemidos pro mesmo que sorriu penetrando outro de uma vez, ele estimulava meu clitóris enquanto eu delirava de prazer arranhando toda a suas costas. Ele ficou fazendo o movimento até eu gozar em seu dedo, ele chupou sorrindo e começou a me beijar novamente. Me desci da pia, agora era hora de eu fazer um agrado né, tirei seu membro que estava extremamente duro e comecei a dar beijos lambendo a cabeça bem devagar até começar a fazer garganta profunda, subia e descia alternando a velocidade, comecei a estimular suas bolas enquanto chupava, ele gemia baixo puxando meu cabelo, olhei pro seu rosto enquanto chupava e o mesmo apertou meu pescoço com força. Soltei um meio sorriso e depois de um tempo senti a goza em minha boca, engoli tudo e me levantei lavando a boca.

Guto: Puta que pariu, Índia. - Respirava fundo enquanto falava pausadamente, soltei um sorriso me sentando em seu colo já que ele havia sentado na tampa da privada e voltei a beijar ele, se eu pudesse dava alí mesmo mas fui interrompida com batidas na porta.

Th: Bebeu a fábrica da Brahma inteira? Foi fazer xixi e morreu aí dentro, porra. Guto sumiu.

Dei uma risada baixa pro mesmo que sorriu apertando minha bunda, dei um selinho nele e abri a porta, assim que Thiago viu a gente, começou a rir balançando a cabeça.

Th: Vai tomar no cu, tu ainda é minha criança Luiza. Quero apagar essa cena de vocês dois no banheiro.

Ele desceu rápido rindo, fui atrás dele e quando cheguei ele tinha que abrir o bocão. Guto nem desceu, já sabia que iam gastar a gente.

O Nosso Para SempreOnde histórias criam vida. Descubra agora