08 - Permita-me acompanha-la.

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Violetta Wilmam


Encarei eles, não gostando nem um pouco daquela intimidação e recepção.

A garota morena abaixou a cabeça, esperando a minha resposta. Nícolas chegou até sorri, mas depois se recompôs.

— Nathalie. — olhou para mim. — Ela ficará trabalhando aqui para mim, já que começarei a trabalhar amanhã. — percebi uma fagulha de sorriso.

Eu não queria demonstrar que eu estava com raiva, ou pior, que eu estava com ciúmes. Mas eu já aprendi a ser amiga dele, conversávamos, mas agora essa garota?

— Ah. Tudo bem? — aproximei da garota, estendendo a mão. — Seja bem vinda Nathalie. Posso te ajudar em algumas coisas e claro... sermos amigas. — Sorri.

Nathalie não parecia ser o tipo de garota que dava em cima de garotos. Ao contrário. Ela parecia nobre e trabalhadora. Acho que animei um pouco, sabendo que ela não faria nenhum mal a Nícolas.

— Sim. — abaixou a cabeça. Percebi que ela não falava muito.

— Aqui está os lençóis que estavam cheios de pelo do Thom. Tive de lavá-los e depois olhar de um por um para ver se havia alguma coisa. Parece que o pelo de gato faz mal a saúde. Temos que tomar mais cuidado com o Thom daqui para a frente. — estendi os lençóis para ele. O mesmo pegou e subiu as escadas para o seu quarto.

— Então, Nathalie. De onde você é? Como era sua vida? — soprei a pergunta, demonstrando uma exígua de curiosidade.

— Rio Bonito. — exclamou sorrindo. — Minha mãe está doente e eu tive que procurar um serviço. Procurei aqui no condomínio e vi que o porteiro havia dito que o senhor Nícolas estava a procura de um serviço. — Ri de sua fala em relação ao Nícolas. Pelo menos ela respeitava ele.

— Senhor Nícolas? —Ri alto. — Acho que ele ainda está novo para chamá-lo de senhor. No entanto, você que se sabe como deve tratá-lo. — ela concordou.

— E o seu pai? — articulei a pergunta que eu estava mais interessada em descobri.

— Ele sumiu no mundo. Quando soube da doença da minha mãe, ele não agüentou vê-la sofrendo. Por isso, ainda não aprendi a trabalhar como empregada, mas preciso desse serviço. Os médicos disseram que ela precisa de um tratamento urgente, que é muito caro. — ela dizia tudo triste, como se pudesse dá a vida para salvar a mãe.

Eu sabia pelo que ela estava passando. Nathalie estava disposta a lutar pela vida da mãe, mas eu nunca fiz aquilo. Minha vida toda, precisei de um colo da minha mãe, mas não obtive. Precisei de que ela me dissesse que ia ficar tudo bem, quando estava triste. Queria muito que ela estivesse comigo, vendo meus passos e lembrei em como estaria feliz vendo sua filha fazendo coreografias para um monte de pessoas.

Se eu pelo menos estivesse uma mãe assim... eu lutaria para salvá-la.

— Não fique desanimada. Ame sua mãe e cuide dela. Eu não...-

— Prontinho, Violetta! Muito obrigada pela ajuda! — Nícolas desceu as escadas sorridente.

Sentou- se perto de Nathalie, enquanto observei a garota ficar tímida com sua presença.

— Bom, tenho que ir. Ethan está a minha espera. — Vi Nícolas ficar desanimado. — Agradeço a conversa, Nathalie. Se precisar, estarei a cinco passos perto daqui. — levantei-me do sofá.

— Permita-me acompamha-la. — correu ao meu encontro.

Abriu a porta e eu saí. Antes de ir embora, Nícolas puxou o meu pulso, fazendo com que eu parasse.

— Não chegue muito perto de Ethan, Violetta. — Ele me encarou, sem um pingo de seriedade no rosto.

***

N/A: todos os capítulos estão sendo revisados. Se encontrar algum erro, basta me avisar, por que nem sempre tenho tempo de corrigi duas vezes.

Obrigada pelas leituras e interações. Vocês são demais!

A GAROTA DA JANELA Histórias para pegar e não largar. Descubra agora