05 - Estúdio de pinturas.

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—  Sim, sim. Estarei aí duas da tarde de hoje. Todas as informações estão aí no blog do site o.k? — Perguntei para o jovem do estúdio de pinturas.

— Sim. Estaremos a sua espera! — O jovem exclamou e desligou o telefone.

Eu estava feliz demais. Finalmente eu iria trabalhar em algo que eu amava de coração. Eu já havia trabalhado de muitas coisas antes, mas nada que fosse minha paixão de verdade. A alegria de ver que finalmente eu iria fazer algo que eu amava de verdade. Sorri para mim mesmo e desliguei o computador.

Comecei a procurar uma roupa decente para a entrevista das duas da tarde. De certo que encontrei uma mais menos. Acho que eu deveria ser eu mesmo, e não tentar ser alguém que eu não era. Pontos para mim pelo esforço.

O meio- dia chegou em um piscar de olhos. Procurei um mísero de molho para colocar na macarronada, mas não achei nada. Já estava começando a me estressar, quando tive a ideia de pedi para Violetta. Mas será que era que era uma ideia boa pedi para ela? Em todo caso, eu só saberia se eu fosse de verdade.

Abri a porta do meu apartamento e bati na porta do dela. Depois de uns segundos, escutei ela resmungar que já estava vindo. Ela abriu a porta e não pude acreditar no que eu estava vendo: Violetta estava só de toalha na porta do seu apartamento. A mesma me viu e corou imediatamente. Sua pele era cheia de sardas vermelhas que se destacavam por todo o seu corpo.

— Ai meu Deus! — exclamou cheia de vergonha. — Espera aí que eu já volto! Deu as costas e praticamente correu para o seu quarto.

Ri de mim mesmo. Que engraçado vim no apartamento da garota e vê-la só de toalha. Devo confessar que foi a coisa mais linda que já vi na vida.

Durante a minha adolescência, eu era meio que um pervertido com as garotas. Mas depois de ganhar um sermão bem dado da minha mãe, prometi a mim mesmo que ia respeitar as garotas daquele dia para frente.

A quem eu estou tentando enganar?

Ela era linda! Devo afirmar que nunca havia visto um corpo lindo como aquele — mesmo com aquele pequeno tecido.

— E então, o que você queria? — perguntou. Dei uma olhada básica para ela. A mesma vestia um vestido branco rodado. Ela parecia tão linda naquela roupa...

— É que... Eu queria ver se você tem um molho para macarronada? Sério, eu sei que é burrice minha, mas é que... eu não queria ir no mercado a uma hora dessas...— expliquei para ela.

Violetta balançou a cabeça e foi para a cozinha, vindo depois de alguns minutos com o molho nas mãos. Ela sorria tímida para mim, quando finalmente me entregou.

— Obrigada! — agradeci.

Ela pareceu pensar um pouco, antes de abri a boca e responder:

— Olha, eu sei que fui totalmente rude com você. Te tratei com uma agressividade anormal demais para mim e queria pedi perdão. Sério, eu acabei me descontrolando. É que...— mordeu o lábio inferior. — Conversar sobre isso me deixa irritada. — confessou.

— Não foi nada! Eu é que fui totalmente enxerido em um assunto que não me cabia respeito. Só que se você quiser falar sobre isso, estarei aqui do seu lado. Ah, obrigada de verdade com o molho, assim que eu comprar outro, venho te devolver. — dei-lhe as costas e sai do seu apartamento.

****

Engoli em seco quando pisei os pés para fora do carro. Observei o enorme prédio que havia a minha frente. Era enorme e eu fiquei pasmo diante de tamanha beleza.

Peguei o táxis e comecei a andar para dentro daquele enorme prédio. Assim que entrei lá dentro, vi perfeitamente tudo que eu havia sonhado. Enormes portas pendiam a minha frente. Algumas jovens passava por mim e sorriam.

Caminhei até a recepcionista que sorriu para mim assim que me viu. A mulher era uma morena que usava uns óculos bem engraçados.

— Olá, boa tarde! Minha entrevista está marcado para as duas horas. — falei e a mulher me encarou.

— Ah sim, só um momento...— pegou o telefone e começou a falar algumas coisas com uma pessoa. — O senhor Trompson está a sua espera. — anunciou.

— Obrigada!

—  Qual o seu nome? — perguntou.

— Nícolas Grent. — respondi.

— Americano? — Fez uma pergunta extra.

— Minha mãe era americana, mas mudou para o Brasil. — Ela concordou, anotando algumas coisas. A minha mãe que eu referia, era a que havia morrido.

Acenei para a recepcionista e caminhei para a sala do Sr. Trompson. De acordo com Verônica, a recepcionista, a sala dele era a maior que tinha e bem no centro. Bati na porta e depois de alguns segundos, um homem de terno abriu a porta.

Ele me deu um sorriso assim que me viu. O homem tinha a aparência idosa. Seus olhos eram castanhos-claros, seus cabelos eram grisalhos. Ele era bem elegante.

— Você é o Nícolas, certo? — dei de ombros com um sorriso.

— Sim. — respondi, não reconhecendo a minha felicidade.

O homem deu passagem para que eu passasse. Sua sala era bem maneira mesmo. Tudo ajeitado do jeito dele. Os lápis tudo do jeito certo; havia um mesa com um champanhe e algumas taças. As mesma estavam alinhadas perfeitamente.

Sr. Trompson me mostrou o estúdio de pinturas completamente. Até me pediu para fazer uma pintura rapidamente. Havia quadros feitos por outras pessoas, e vários outras coisas.

Aquilo definitivamente era o meu sonho!

***

Seguinte...

" Normalmente nos mataria.
Quando você diz que me ama, e olha nos meus olhos, eu acho que infarto."

A GAROTA DA JANELA Histórias para pegar e não largar. Descubra agora