Nícolas Grent.
Chegamos ao ponto ideal para observar a estátua grande. De longe, ela era pequena, mas dali, ela já era maior.
Meus olhos acompanharam toda a estatura da estátua, me deixando com um sentimento tão... bom.
Podíamos ver algumas montanhas no fundo, e um vento maravilhoso soprava, para deixar o clima ainda melhor.
Havia uma plataforma, talvez para impedir as pessoas de chegaram tão perto da linha de fundo, que poderia fazê-los cair, se chegasse muito perto.
Meu coração transbordava de felicidade. Eu estava parecendo um garotinho, que perdia o BV.
Percebi que os olhos de Violetta chegaram a brilhar, quando estávamos de baixo daquela enorme estátua de braços abertos.
Várias pessoas tiravam fotos, outras gravavam vídeos ficavam olhando para cima.
Tudo tão maravilhoso.
— Caraca, não acredito que eu estou aqui. Acho que de tanto preocupar com a coreógrafias, eu nunca havia parado para vir aqui. — ela disse.
— Você nunca havia vindo aqui? Não acredito! De todos esses anos morando no Rio de Janeiro? — encarei ela, sorrindo.
— Não. Claro que não! - negou sorrindo também. — Eu já vim aqui, só que todas as vezes que eu vim aqui, não tive tempo de aproveitar direito, por que todas as vezes foram apressadas. — confessou, virando o rosto para o lado.
Desviei o olhar para as pessoas a nossa volta, tentando não perguntar para Violetta com quem ela vinha aqui.
Mas preferi não falar nada, por que eu era ciumento demais com quem eu gosto e, eu não podia evitar aquele tipo de sentimento quando eu estava perto de Violetta.
— Olha essa paisagem! Daria uma excelente pintura sobre paisagem. — comentei, apontando o dedo para o além.
— Falar nisso, você pinta e desenha, mas eu nunca vi um dos seus desenhos. Promete que vai deixar eu ver seus desenhos um dia?
Claro que eu ia mostrar, mas o problema é que eu havia desenhado Violetta em praticamente todas as paredes do meu quarto.
Ela praticamente surtaria, se soubesse que eu desenhava ela no meu próprio quarto.
Será que ela me acharia um bobo? Maníaco ou um obcecado por ela?
— Ah, claro. Quando tiver tempo, posso te mostrar. — respondi com uma voz que dizia que não seria tão cedo.
— Não adianta, Nícolas. Você já me viu dançando e o jeito mas fácil de acertar as coisas, é você mostrando os seus desenhos e pinturas. Simples. — ela disse, não olhando para mim.
Escondi um sorriso, pegando da mão da ruiva a câmera que ela havia trazido.
Comecei a tirar fotos. Tudo realmente era bom demais. Mesmo que eu não fosse tão bom naquilo, eu tinha um pouco de técnica.
No final, sentamos em uma espécie de meio fio, onde estava a proteção das pessoas que chegavam um pouco mais perto daquela altura toda.
Olhamos todas as fotos que tiramos. Várias delas eu tirei de Violetta sorrindo e abrindo os braços igual a estátua.
Quando todas as fotos que tiramos acabou, chegou em um álbum diferente. Quase que eu ia passando para a próxima, quando Violetta tirou a câmera rapidamente da minha mão.
Sem saber o que fazer, articulei a minha pergunta, querendo que ela fosse sincera comigo.
— Por que fez isso? — soprei com decepção na voz.
— Nada. Por que não vamos tirar umas fotos mais para perto do penhasco? Deve ficar bom assim. — ela mudou de assunto rapidamente, tentando á todo custo que eu não tentasse mais perguntar.
Sem dizer mais nada segui ela.
Senti uma nostalgia tão boa. O vento que soprava era maravilhoso. O cabelo de Violetta voava a medida que o vento batia na sua face.
Então, tirei outra foto dela, só que daquela vez com o meu celular.
No decorrer daquela visita ao Cristo Redentor, curtimos muito.
Violetta era engraçada e me fazia rir demais com suas piadas malucas. Ela era muito engraçada mesmo. Me pergunto como ainda não entrou para um circo.
— Vamos parar em uma lanchonete? — ela sugeriu, olhando com os olhos brilhantes para mim.
— Ah sim. Estou com fome. - fiz uma careta e passei a mão pela barriga, fingindo demência.
Descemos sorridentes e andamos pelas ruas mais movimentadas do Rio, tentando achar uma lanchonete ou algo do tipo para comermos alguma coisa.
De tanto andar, paramos em uma cafeteria. Era o único lugar que achamos, já que não havíamos visto mais nada.
Acenei para que ela se aproximasse, então, entramos na cafeteria, que era bem confortável.
Sentamos e um garoto veio mostrar o cardápio para a gente.
Pedimos qualquer coisa, por que estamos com muita fome mesmo.
Olhei para o fundo da cafeteria, vendo Verônica sentada. A mesma me viu e acenou com a mão.
Logo eu sabia que ela vinha até nós. Foi isso mesmo que ela fez.
— Oi, Veronica. — cumprimentei com um meio sorriso.
— Oi, Nícolas, sua amiga? — perguntou, olhando para Violetta.
— Não. Ao contrário, esta é a minha namorada, Verônica — Minto. A mesma sorria, mas depois, seu sorriso sumiu a medida que estava ouvindo minhas palavras.
— Não sabia que você era comprometido. — comentou.
Violetta estava sorrindo para mim. Pelo que eu via, Verônica era bem assanhada, então, não quis deixar brecha para que ela pudesse dar em cima de mim.
— Sim. Ele é. — foi a vez de Violetta dizer. — Prazer, Violetta. — apertou a mão de Veronica.
***
Seguinte...
VOCÊ ESTÁ LENDO
A GAROTA DA JANELA
Fiksi RemajaNicolas Grent, um garoto determinado que logo após atingir a maioridade, decide sair de casa a procurar de realizar o seu sonho. Ele sem muitas expectativas, apenas ele e ele mesmo. Logo após ter a chance de trabalhar em um dos estúdios de pinturas...
