- Você pode até achar esquisito, mas eu não acho. - Dei um sorrisinho debochado pra ela.
Eu não gostei do jeito que ela tinha falo sobre o nome de Violetta, por que se tinha uma coisa que eu gostava em Violetta é o nome dela.
Não era só nome não. Era corpo, cabelo, olhos, as mãos, as bochechas, as sardas.
- Ok. - Assentiu. - Vamos mudar de assunto. O que você mais gosta de fazer?
Minha rotina estava baseada em pinturas, cores, músicas... essas eram as coisas que eu adorava fazer.
E desde quando cheguei aqui, não tive muito tempo para sair e nem tive chance de ter muitos amigos, assim como era lá em São Paulo.
- Pintar. - Respondi, antes de afastar um pouco minha mão que estava perto da dela. Veronica estava querendo pegar na minha mão e eu não gostei daquilo. - Se eu estou trabalhando em um estúdio de pinturas, é por que eu gosto, não é?
A intenção era dá a ela uma resposta sério, mas depois de ver a reação dela, eu acabei dando um sorrisinho amarelo.
- Deu pra perceber! - Exclamou e jogou a cabeça pra trás, como se estivesse rindo daquele assunto. - Então, você mora sozinho?
Dava para perceber que ela era muito curiosa, o que me deixava irritado.
Afinal, para quê tantas perguntas?
Eu sei que a intenção dela era só puxar assunto, mas talvez ela quisesse tocar em alguma coisa, daí eu a acompanharia, até que nos comunicásssemos normalmente.
- Sim, moro sozinho. - Respondi de novo, sentando direito na cadeira. A mesma insistia em ficar "falsa". - Mas... por quê?
Um homem veio entregar os nossos cardápios, como da última vez em que estive aqui na companhia das meninas da turma mediana, do Steve, da Verônica e da Giulia.
- E você, Veronica? O que gosta de fazer? Especialmente em seu tempo livre? - Perguntei do mesmo jeito que ela, á povo tempo atrás.
O mesmo homem não demorou á trazer nossas comidas.
Verônica mastigou sua comida sem pressa, enquanto pensava em uma resposta para a minha pergunta.
Eu realmente não sabia muita coisa sobre a vida de Verônica, além de que ela pintava e era recepcionista no estúdio em que trabalho.
Mas, se ela pintava, havia alguma coisa que a fazia deixar essa paixão de lado para trabalhar como recepcionista.
Eu só não sabia o quê.
- Eu gosto de pintura também, e eu na estou na turma avançada. Eu não estou pintando muito esses dias, estou dando mais atenção a recepção, já que o senhor Miri está por aqui. - Compreendi o que ela queria dizer.
- Entendo. - Fixei meus olhos nos dela. Pela primeira vez, percebi a beleza de Verônica.
Ela era muito fofa. Asiática, morena, franjinha.
Seus olhos são pretos igual carvão, mas muito lindos e chamativos.
Mesmo tendo essa curiosidade, Verônica talvez seja uma ótima amiga.
Eu não sou dessa pessoas que julgam sem conhecer, apenas não gostei um pouco dela ser atirada - nada contra. Passei, agora, a ter um recentimento por ela e que, eu não gostaria de ser julgado sem conhecer.
Ela era engraçada e me fez rir quase tanto como Violetta, ainda que ambas tem personalidades diferentes.
- Eles devem achar que somos loucos. - Verônica disse eu ri do comentário dela.
O almoço até que foi bom. Verônica fez mais algumas perguntas, as quais eu respondi sorrindo e fiz algumas pra ela.
Quando nós acabamos, tivemos que ir o mais rápido possível pra dentro do estúdio, por que o nosso horário estava já passando da hora de chegar lá.
Entramos sorridentes e Verônica me prometeu que ia me convidar pra outro almoço algum dia.
- Quem saiba. - Prometi e dei as costas pra ela sorrindo.
Eu realmente tinha que estar na minha sala e responder um grupo de jovens que queriam entrar por estúdio e mais algumas pessoas que estavam interessadas em comprar os quadros que estavam sendo pintados hoje por alguns alunos.
Em frente ao computador da minha sala, vi uma mensagem de um grupo de garotos e garotas que estavam querendo entrar.
Respondi mais algumas pessoas e as quatro horas, não havia mais nada pra fazer no estúdio e eu resolvi ir até a sala do senhor Trompson, assim, eu pediria pra ir embora mais cedo.
Talvez eu pudesse passar na casa da Violetta e fazer uma surpresa pra ela.
- Não tem mais nada pra fazer agora aqui no estúdio. - Coçei a nuca, sem jeito pra falar.- Queria saber se eu posso ir embora mais cedo hoje!?
- Você tem feito um trabalho muito bom nesses dias, Nícolas. - Sorri agradecido. - Pode ir.
Eu desejei uma sexta-feira para ele e que ele aproveitasse seu final de semana.
Só fazia um dia depois da briga lá no parque, mas nós quatro não tocamos mais no assunto, o que eu agradeci.
Usar a violência não é do meu agrado. Mas eu não pensei direito.
Sai da sala dele, com um sorriso, mas ele foi sumido quando eu vi Verônica parada na porta, como se estivesse a minha espera.
- Oi. - Ela disse cheia de intimidade. - Posso ir com você?
- É que...- Tentei formular alguma coisa. - Minha casa é longe.
Tentei disfarçar. Ainda bem que ela não percebeu que eu não queria a sua presença comigo.
- Então deixa pra outra hora! - Ela disse, como se soubesse.
Assenti pra ela e juntos, caminhamos até a faixa de pedestre, onde ela acenou para um táxi.
Antes dela entrar no carro, Verônica olhou pro lado e deu um sorrisinho, onde ela avançou pra cima de mim e me roubou um beijo.
Arregalei meus olhos e o que eu vi foi Violetta. Ela estava com lágrimas nos olhos.
Foi então, que Violetta deu meia-volta e correu pra longe da gente.
Eu já tinha empurrado Verônica e a mesma já tinha entrado no táxi, me deixando naquela situação.
Corri atrás de Violetta, tentando alcançá-la, mas ela não queria parar.
Começou a chover, mesmo eu nãi sabendo até que momento o céu queria deixar chover. Mas aquilo aconteceu.
Olhei para o seu e grandes nuvens sombrias e negras cobriam-o, deixando um clima assustador e frio.
Ventava muito também e quando o vento vinha mais forte, levava consigo poeira e ciscos no meio das ruas.
A chuva já estava ficando cada vez mais forte, e eu sei que agradeceria á Deus lá em casa, se não estivesse em uma situação dessa.
- Violetta! - Gritei seu nome, querendo poder dizer que foi ela que me beijou.
Gritei várias vezes por ela. Mesmo sendo baixinha, Violetta corria. A chuva só aumentava e o meu desespero também.
Quando eu chamei de novo, Violetta parou de correr. Não sei se foi por que ela queria me ouvi ou por que ela estava com medo da chuva.
Só sei que aquela era a minha chance.
***
Seguinte...
" Não foi combinado, não foi. Acredita, amor. Tu que é a minha paixão, tu que está em minha mente, acredita em mim. Não tem outra, não tem."
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A GAROTA DA JANELA
Teen FictionNicolas Grent, um garoto determinado que logo após atingir a maioridade, decide sair de casa a procurar de realizar o seu sonho. Ele sem muitas expectativas, apenas ele e ele mesmo. Logo após ter a chance de trabalhar em um dos estúdios de pinturas...
