34 - Intimidade é uma merda.

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    Nícolas Grent.           




O passado de Violetta não me assustou. Pelo contrário:  eu já sabia que deveria ser uma coisa daquelas, já que ela nunca tocava em algum assunto que envolvia sua família.
Quando terminamos o café, percebi que a gente não tinha nada para fazer e que a gente ainda não tinha visto os pontos turísticos daqui de São Paulo.
Alguns deles são as pracinhas lindas que ficam em algumas ruas. Tem também o museu da arte de São Paulo, que fica no coração da cidade.
Tem também bares, hotéis, shows, praias e etc.

Eu não quis nem saber de bar, por que não gosto de beber. Hotel? Não. Show? Talvez. Praia? A gente já tinha ido ontem.
Então, o jeito era ir numa daquelas pracinhas que tem aqui, comer um pouquinho do que os vendedores ambulantes vendem e depois a gente voltava para casa.

- Vamos numa pracinha daquelas? - Perguntei, me aproximando de Ethan, que estava sentado no sofá de um jeito bem largado.

- Fazer o quê lá? - Nathalie perguntou, com aquela cara dela de morta de fome.

- Podemos andar por lá, tirar algumas fotos na minha câmera, comer pipoca e essas coisas...- Violetta disse, depois, apontou o dedo indicador para câmera dela que estava em cima da mesinha de centro.

- Ah. Estou mesmo querendo tirar umas fotos pra atualizar o feed - A morena resmungou, jogando o cabelo para trás.

- Então você vai, Ethan? - Encarei o mesmo, esperando sua resposta.

- Eu só vou por que minha namorada vai! - Afirmou, abraçando a namorada e colocando o queixo em sua cabeça.

- Que romântico! - Violetta gracejou, percebendo que Nathalie corou.

Nathalie deu um olhar mortal para Ethan, que riu dela, que estava corada. Ela parecia um pimentão de tão vermelho.
Dei uma risada, porque nunca tinha visto a Natahalie deste jeito, logo ela que vive de múltiplas personalidades.

- Para sua nojenta. - Deu um tapa na perna de Violetta, que não parava de tagarelar no ouvido da mesma.

- Ei, nojenta é barata. - Violetta retrucou.

- Vamos lá gente. - Levantei, tentando encorajar os outros a fazer o mesmo.

- É que eu estou com tanta preguiça agora...- Ethan resmungou, coçando os olhos como se tivesse ficado com sono de repente.

- Levanta dai seu porco! - Puxei as pernas dele, fazendo Ethan cair de bunda no chão.

Violetta e Nathalie começaram a rir dele, que nem umas palhaças.
Seria até engraçado, se não fosse estranho.

- Acho bom você correr. - Ele disse, antes de se levantar do chão.

Comecei a correr para o quarto, querendo me trancar lá dentro. Do jeito que Ethan estava, era bem provável que ele jogasse um balde de água gelada na minha cara.
No instante em que cheguei no meu quarto, vi que Nathalie e Violetta também entraram pela porta.

Acho que elas também estavam correndo do maluco lá de baixo.

- Ele vai pegar a gente. - Nathalie cochichou, dando uma pausa para respirar.

- A gente está ferrado. - Foi o que Violetta disse, antes de passar a chave na porta.

- Aqui ele não entra. - Garanti, me jogando na cama de braços abertos.

- Porcaria, agora vou ficar de vela. Deus me livre! - Nathalie resmungou, sentando ali no chão.

- Abre a porta Nícolas Grent, você vai pagar muito caro pela queda. - Escutei a voz de Ethan do outro lado da porta.

- VOCÊ VAI MATAR A GENTE? - Violetta perguntou, morrendo de medo.

- Não, vou fazer pior. - Violetta passou a mão no rosto e começou a andar pelo quarto.

Instantes depois, ouvimos a porta batendo. Era Ethan.
Pelo jeito, ele não desistiria assim tão fácil, ainda mais que ele próprio foi quem ganhou a queda.
Não foi por querer, só foi... acidental. Isso.

- Ah se eu pegar vocês três...- Ele disse, com a voz entre-cortada por causa da aproximação dele com a porta.

Coitada! Até a namorada dele estava naquela.
Bom, comigo e com Violetta ele poderia devolver na mesma moeda, mas de Nathalie... ai sim as coisas iam mudar.
Ô se ia.
De repente, tive uma ideia genial.

- Nathalie? - Chamei a mesma, vendo que ela não estava nem aí para o que a gente falava.

- Oi?

- Como você é a namorada de Ethan, vai até a porta e diga que você machucou o pé. Enquanto isso, eu e Violetta vamos para o banheiro e ficamos trancados lá. - Propus, mas em troca, ganhei aquele sorrisinho de apontamento dela.

- Aham, vocês querem é transar no banheiro, não é? - Violetta deu um passo para trás, quase engasgando com a própria saliva.

- O quê? Ficou maluca pirralha? - Perguntei, passando as mãos no cabelo.

- Uai, todo mundo pensaria nisso! - Deu de ombros, rindo igual uma anta.

- Ok. - Balancei a cabeça. - Ainda me pergunto como você ainda não é mais tão desleixada ou direta.

- Intimidade é uma merda. -  Escutei Violetta falar pra si mesma.

Não entendi a frase dela, mas também não quis perguntar.

- Vai até lá. - Empurrei a mesma até a porta.

- Ok. - Assentiu. - Depois você me fala Violetta, qual as posições que vocês usaram...- Ela disse e gargalhou, deixando a amiga morrendo de vergonha.

- Vai a merda Nathalie! - Violetta disse, dando de ombros.

- Vai menina! - Ela andou mais um pouco até a porta e ficou esperando a gente entrar no banheiro.

O banheiro do meu quarto não é muito grande, mas cabia eu e Violetta perfeitamente.
Percebi que ela edtava um pouco com vergonha, o que me deixava com um pouquinho de vergonha também.

- Você está bem? - Perguntei, assim que tranquei a porta do banheiro.

- Estou sim. - Sorriu.

Aproximei um pouco dela, querendo escutar alguma coisa na porta.

- Cadê eles Nate? - Ethan perguntou.

- Eu não sei. Meu ' 'doendo muito. - A Globo estava perdendo a Nathalie como atriz. A voz dela era como se tivesse com bastante dor.

- O que aconteceu?

- Eu corri e machucou. ' 'doendo! - Percebi que ela chorou um pouquinho.

Eu acabei rindo daquilo, percebendo que Violetta estava morrendo de rir da voz dela.
Depois, a ruiva olhou para mim e eu olhei para ela. No mesmo momento, nós dois nos aproximamos e nos beijamos na mesma intensidade.
Violetta aconchegou mais em meu corpo, agarrando a minha nuca para aprofundarmos mais o beijo.
Depois de alguns minutos nos beijando, afastei de Violetta, antes que eu fizesse uma coisa que ela poderia não gostar.

O nariz e boca estavam vermelhos, por causa dos beijos. Seu cabelo estava assanhado, por que eu não conseguia beijá-la sem tocar em seu cabelo.

- Te amo. - Disse, olhando para mim.

- Também te amo. - Respondi.

***

Seguinte...

" Eu te amo tanto que não consigo respirar. Te amo tanto que não consigo deixar de pensar em você."

A GAROTA DA JANELA Histórias para pegar e não largar. Descubra agora