14 - Segredo no álbum.

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Nícolas Grent.

Naquela manhã de domingo, eu estava no apartamento de Violetta, pedindo para que nós fossémos andar pelos pontos pontos turísticos do Rio de Janeiro.
Ainda não havia saído para visitar nada, por que o serviço no estúdio de pinturas estava ocupando muito minha mente.
Tanta correria na minha vida, eu não tive muito tempo para pensar em visitar os pontos turísticos e esses lugares mais visitados, apesar que eu disse para mim mesmo que iria fazer isso, quando chegasse aqui, onde estou.

Meus planos forma um pouco interrompidos.
Minha mente estava tão ocupada, tão cheia, já que uma certa ruíva não me deixava em paz
Eu sou de São Paulo. Ainda não conheço nada do Rio de Janeiro.
Pelo que vi em alguns postes dos meus amigos que moram aqui, o que mais chama atenção é o Cristo Redentor.

Tantas vezes em que sonhei está ali, fotografar... seria muito divertido.

— Espera pelo menos eu arrumar meu cabelo, Nícolas. — ela disse, correndo para o seu quarto.

Suspirei baixo, sentando no sofá e esperando a ruiva arrumar o cabelo dela.
Com um tédio grande, acabei fixando o olhar em um álbum de fotografia.
Sei que era uma burrice da minha parte mexer nas coisas de Violetta, mas a curiosidade era maior.

Peguei o álbum, olhando para as escadas de novo, observando para que Violetta não me vêsse com algo tão pessoal dela.
Abri a pasta. Ali estava cheio de fotos, tanto delas como de algumas outras pessoas.

Uma mulher ruiva que tinha as mãos feições de Violetta. Um senhor que parecia muito uma pessoa que eu conhecia.
Mas talvez, seja só coisa da minha cabeça. Nada que o senhor Trompsom seria de Violetta.
Minha mente estava cheia de perguntas, que só ela, Violetta, seria capaz de responder.
Quem era aquelas pessoas ali? Seriam os pais dela, de que ela mesma não contava para ninguém sobre esse passado.
Mais á frente, estava uma mulher morena, de cabelos cheios, ao seu lado estava um homem também moreno, de olhos pretos. No meio do casal, sorridente, estava uma garotinha de cabelos ruivos soltos e enrolados.

Escutei passos se aproximando, então, coloquei o álbum do mesmo lugar.
Disfarcei, olhando para algum lugar em específico .
Levantei-me do sofá, postrando-me de frente para a ruiva.

Violetta estava mais bonita ainda. Seus cabelos estavam soltos e brilhantes. Em suas mãos, estava uma câmera de fotografia.
A ruíva vestia uma saía preta e um blusinha curta preta também, que parecia ser um conjunto.

— Você sabe fotografar? — Perguntei, apontando o dedo para a câmera preta.

— Ah, sei. — assentiu. — Aprendi em pouco tempo. — pegou na alça da câmera, colocando a minha frente. — Ethan me ensinou. Ele é mestre nisso. — fechei a cara.

— Hum, legal. — Ela me encarou, mas nada disse.

Eu já sentia raiva do Ethan, imagine depois que ele afirmou, com todas as palavras, que amava Violetta, que não me queria por perto dela.
Ele devia conhecê-la muito bem.
Ainda bem que ela nunca havia deixado ele se aproximar dela como um namorado, caso contrário, essa batalha eu já havia perdido.

— Por quê? —perguntou. — Você e o Ethan estão estranhos esses dias. Quer me dizer o que está acontecendo?

Pensei um pouco. Não queria ter que dizer que nós estávamos concorrendo pela atenção dela.
Não queria ter que dizer que eu estava nessa junto com ele.
Eu não era o tipo de cara que saia brigando por uma garota. Porém, toda aquela situação mudou, depois que Ethan resolveu aparecer.
Diante de todas essas coisas acontecendo, achei melhor que Violetta não soubesse de nada. Ainda.

— Não! — neguei com a cabeça. — Você não quer me contar o que aconteceu para que você se fechasse para o mundo, então não vou contar nada para você. — dei de ombros. Eu não devia tocar naquela ferida que ela tinha, que parecia ser tão dolorosa, mas por enquanto, era a única coisa que eu tinha á falar.

Violetta fechou a cara, como se não tivesse gostado nenhum  pouco daquela comentário.

— O quê? Não acredito que você está me falando isso, Nícolas. — cuspiu. — Ainda não falei, por que esse assunto é desconfortável para mim.

— E você acha que para mim não é? Quando chegar a tal hora, vou falar para você.

— Estamos cheios de mistério, não é, Nícolas? Acho bom a gente ir logo antes que esse assunto vire um problema maior para nós dois. — caminhou até a porta, abriu a mesma e esperou por mim.

Caminhei também para a porta, passando e esperando a passagem dela.

— Para quê fechar todas as janelas? — Perguntei, enquanto ela fechava todas as janelas.

— Para que Thom não saia. A gata do síndico é apaixonadinha nele. Então, não quero ter que ouvi uns gritos do síndico  por que meu gato fez filhotes na gata dele. — ela disse, terminando por fim.

Saímos do condomínio, e pegamos um táxi para o ponto mais visitado do Rio de Janeiro:

      O Cristo redentor...

°°°

depois...

" Vamos andar juntos, de mãos dadas e dedos tocando uns nos outros, amor."

A GAROTA DA JANELA Histórias para pegar e não largar. Descubra agora