Sábado
— Graças a Deus acabou — Lily disse assim que saímos da sala de reuniões, soltando o ar como se tivesse segurado a respiração por três horas. — Pensei que eles fossem pedir mais uma rodada de revisão só para me ver enlouquecer.
Afrouxei a gravata e olhei para ela.
— Você gosta quando negociam demais.
— Gosto quando negociam bem. Hoje eles apenas disseram a mesma coisa de oito maneiras diferentes.
— Assinaram.
— Sim, assinaram. Por isso ainda estou de bom humor.
A reunião tinha corrido melhor do que eu esperava. Os últimos pontos com os investidores japoneses estavam resolvidos, os termos fechados, e Lily já tinha enviado parte da documentação para Nova York. Em qualquer outra viagem, eu teria sentido aquela descarga familiar de satisfação. Acordo fechado. Problema resolvido. Próxima meta.
Dessa vez, a vitória chegou abafada.
A única coisa que eu realmente tinha vindo evitar continuava à minha espera em casa.
Lily caminhava ao meu lado, os saltos ecoando no mármore do lobby do hotel, quando me lançou um olhar de canto.
— Tecnicamente, podemos voltar amanhã.
— Tecnicamente?
— Posso mudar as passagens. Seria um incômodo, mas nada dramático. — Ela fez uma pausa calculada. — A menos que você ainda esteja usando Tóquio como esconderijo.
— Não estou me escondendo.
Lily sorriu sem acreditar.
— Claro. Você atravessou meio mundo por puro amor ao trabalho presencial.
— Havia reuniões reais.
— Sim. E você usou cada uma delas como escudo contra a babá.
Soltei um suspiro.
— Preciso voltar para Emma.
A expressão de Lily suavizou um pouco.
— Ela tem ligado muito?
— Todos os dias.
— Isso é bom.
— É. — Olhei para as portas de vidro que davam para a rua. Tóquio se movia lá fora com aquela precisão viva que sempre me agradou. — Ela pergunta quando volto e depois finge que perguntou por curiosidade.
— Filha sua.
— Infelizmente.
Lily riu baixo.
— É uma mudança grande, Leon. Você levar Emma em consideração antes do trabalho.
— Eu sempre levei.
Ela apenas me encarou.
— De alguma forma — corrigi.
— Melhor.
Entramos no elevador. Quando as portas se fecharam, Lily se encostou à parede espelhada e cruzou os braços.
— Só lembra uma coisa.
— Lá vem.
— Abby pode ser maravilhosa para a Emma, mas ela continua sendo uma pessoa com vida própria.
Meu corpo ficou tenso antes que eu conseguisse impedir.
— Quero dizer — continuou, menos provocadora — que babás seguem em frente. Às vezes por outra família, por estudos, por salário melhor, por casamento, por cansaço. Às vezes porque o patrão torna tudo impossível.
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Amando a Babá
RomanceLeon Anderson precisa de uma babá. Após perder a esposa, ele se vê sozinho para cuidar da filha enquanto tenta conciliar a paternidade com as constantes viagens de trabalho. A solução surge na forma de Abril Rivera, uma jovem gentil do sul que també...
