Morango com chocolate

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AVISO: contém tobidei/obidei.

Aperto meu abdômen, em uma tentativa falha de reduzir as contrações que percorrem meu corpo todo como choques elétricos, apenas me dando alguns segundos para me recuperar. Suspiro, enquanto arrasto o dorso de minha mão em minha testa para diminuir a quantidade de suor. Apesar de toda a dor, resisto à vontade quase irresistível de pegar o celular e ligar para Sasuke, porque não seria a primeira vez que ele iria me rejeitar, mesmo comigo estando no cio.

Tomo mais um supressor, o qual me ajuda a diminuir a fome insaciável por sexo inseguro e doloroso, mas que não para completamente a dor lancinante em mim. Trêmulo, busco por água para me ajudar a engolir o comprimido. Droga. Chio ao ver o medicamento rolar para debaixo da mesa de centro da sala. Quando abaixo para pegar a bolinha colorida, escuto a campainha tocar e levanto rapidamente. Au! Reclamo ao bater minha cabeça contra a madeira plana.

Quem diabos será?

Quase sem energia, arrasto meu corpo até a porta e pergunto com tédio:

—Hm. Quem é?— nem é preciso responder, porque vejo o ser assim que abro a porta.

Fecho-a imediatamente, porém Tobi coloca o pé, impedindo que eu pare de ver a sua cara feia.

—O que é que você quer, hein?— bufo. —Não está vendo que estou em um momento delicado?— aperto o metal da maçaneta com força.

—Estou, por isso mesmo, eu vim— levanto as sobrancelhas.

—Do que 'cê 'tá falando, Tobi?

—Senti o seu cheiro ontem. Sabia que seu cio estava perto... Queria que o Sasuke notasse, né?— suspiro entristecido com a sua constatação.

Odeio como meus hormônios ficam bagunçados durante o meu período fértil, porque qualquer coisa acontece e eu já estou demonstrando minha profunda alegria ou tristeza.

—Pode ir embora?— apoio o peso do meu corpo na porta, por conta de mais uma onda de dor.

—Não. Você está sentindo dor, né? Eu vim para cuidar de você. Estar com um alfa diminui a sensação ruim... Eu acho— morde o lábio inferior. —E eu trouxe chocolate!

Encho meus pulmões de ar e libero-o calmamente em seguida.

Deixo-me refletir por alguns segundos: como todo mundo sabe, é um fato que um alfa pode diminuir o sofrimento de um ômega no cio. Mesmo quando nós estamos usando supressores, só de estarem perto e de liberarem feromônios, nosso corpo reage melhor ao período.

—Vou te deixar entrar, hm, mas só porque gosto de chocolate— falo seco e abro entrada.

—Gosta de chocolate?— levanta as sobrancelhas com um sorrisinho indecifrável.

Travo.

—Ah, mas você não está testando minha paciência hoje! Hm!— lanço um olhar matador para ele. —Não está mesmo!

O maior não parece ter medo algum de minha feição de ódio, tanto que me abraça por trás. Tento empurrá-lo, porém ele solta uma risada divertida.

—Ah, Dei! É a primeira chance de um homem segurar o mundo em seus braços e você quer impedir?— arregalo os olhos.

—Você vive me puxando e abraçando à força, caralho!— estou pronto para o empurrar, porém seus feromônios meio amargos me arrodeiam e paro de sentir qualquer dor.

—Ficou mais calmo...?— assinto e não digo nada. —Que bom, porque, ao contrário do seu, meu coração está a mil. Até acho que deviam substituir a máquina de reanimação cardíaca por você. Se bem que acho que ficaria com um pouco de ciúmes...

Dringr- narusasu Onde histórias criam vida. Descubra agora