Reconciliação

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Notas do autor: quem é vivo sempre aparece, né? um ótimo 2022 para vocês!!

AVISO: contém obidei/tobidei.

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Deidara

Mordo a língua com o choro incessante do bebê.

— Hm! Dá 'pra me largar, porra!? — consigo ficar mais irritado do que já estou por conta da insistência de Itachi, por isso empurro suas mãos para longe de mim. — Eu já disse que vou falar com ele!

— Disse, com certeza disse, tanto que já faz uma semana e nada — usa seu humor ácido de merda.

Bufo de ódio e continuo parado no banco detrás dele.

— Tachi, acho melhor a gente deixar isso 'pra lá — Shisui olha preocupado para o marido. — Não vai adiantar continuar gritando com o Deidara. Se ele não quiser ir, ele não vai.

— Você... você... — o ômega murmura. — está dizendo que eu não sou alguém compreensivo?

Olho para o teto, já sabendo que eles vão discutir. Respiro fundo. Já não basta o choramingo das trezentas crias deles, eles querem brigar.

— Eu? Não — o alfa começa sua tentativa falha de se defender. — Eu não disse isso. Você sabe que eu te acho incrível. É só que...

— Só que...? — levanta as sobrancelhas e apoia as mãos na barriga imensa.

— Você sabe como o Deidara é... — arregalo meus olhos.

— Hm? Eu sou!? Não sou eu que estou trazendo o amigo à força para uma coisa que ele claramente NÃO quer fazer. Hm — cruzo os braços e olho para os meus pés. — Eu não estou pronto.

— Se você não for agora, você não vai nunca — Itachi diz.

— E prefiro que ele nunca saiba mesmo! Hm. — massageio minha têmpora. — Dá 'pra fazer a droga do bebê parar de chorar?

Itachi me olha como se eu tivesse dito a maior ofensa do mundo ao seu filhote do inferno. Não adianta fingir que não deu à luz a pragas. Ele sabe a verdade.

Franzo o nariz e balanço a cabeça. 

Isso é só um sonho ruim. Uma hora ou outra eu acordo.

— Sui, fica de olho no Sujiki — aponta para a criança, a quela está alheia à situação complicada por assistir a algum programa de ninjas na televisão acoplada ao assento do pai. — Eu preciso preparar a mamadeira do Fuyuki. A gente vai entrar agora. Já deu o horário dele de comer, Deidara — fala entre dentes. — Eu juro que, se você não for agora, eu vou chamar o Obito aqui e vai ser pior.

Me encolho.

— Eu já disse que não quero. Hm — sinto meus olhos marejarem. — Me deixa em paz.

— Não vou deixar em paz. Vai logo, Deidara.

— Mas e se ele...

— Ele vai aceitar você.

— Estou falando de "e se ele não me largar mais"!? — estapeio minha testa. — Vocês dois não entendem nada sobre isso.

— Até que entendemos, sim. Vamos ter nosso terceiro filho agora — Shisui resolve se manifestar, enquanto Itachi lança um olhar apaixonado para ele.

Dou língua para o nada. Eles são tanto açúcar que dá vontade de vomitar minhas tripas.

Aperto meus olhos com a piora da dor de cabeça pelo choro escandalizante da criança. Itachi pega a bolsa do bebê e procura sua mamadeira.

Dringr- narusasu Onde histórias criam vida. Descubra agora