Dentro e fora de mim

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Notas do autor: aproveitem o cap e leiam no tempo de vocês, pq o bichinho tá grande. kkkkk me animei aqui...

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Me remexo um pouco, já abrindo meus olhos lentamente pela claridade. Arrasto minha mão pela superfície da cama e chio quando percebo que está vazia. Sem demora, começo a sentir o cheiro do café sendo preparado. Um sorriso instantâneo surge em meu rosto.

Vou ao banheiro para usar, pelo menos, um pouco de enxaguante bucal e estar aceitável.

Depois de realizar minha higiene costumeira, sigo até a cozinha.

Naruto está acabando de fechar a garrafa de café, quando entro no lugar. Seus cabelos estão molhados, apesar de vestir uma roupa similar à de ontem. Sento em um dos bancos que ficam ao redor da mesa.

— Bom dia, Sasuke.

— Dia — olho desconfiado para ele. — Cadê o Naruto que não supera o trauma de acordar?

— É. Isso é o normal, mas, com um velho roncando no meu ouvido, não dá —fuzilo o alfa com o olhar, mas ele ri. — Estou brincando. Estava arrumando minhas roupas para sairmos e...

— Espere. O quê?

De repente, me lembro de ter dito que iria sair com ele hoje.

— Nós vamos à praia, 'tô certo?

— Ah... — brinco com um dos garfos que está disposto sobre a mesa. — Claro.

Não deixo transparecer o meu claro nervosismo com a situação. É mais do que esquisito resolver viajar do nada.

— Quer café? — confirmo. — Eu fiz cuscuz com ovo 'pra gente já sair sem fome — termino de servir o líquido quente na minha xícara.

— Eca. Muito açúcar — faço careta quando provo, mas Naruto nem se faz o favor de me responder, enquanto colocar um conteúdo amarelo misturado com ovo nos nossos pratos. — O que diabos é isso?

— Cuscuz, já disse. Agora, come.

Em questão de segundos, Naruto já está devorando toda comida de seu prato, embora eu continue a mexer com aquela farinha nojenta de um lado para o outro. Parece ser tão ruim... E chega a ser pior do que isso... Parece coisa de pobre.

— Você não vai comer, não? Você vai passar mal na estrada e eu não vou te levar 'pra médico nenhum — olho emburrado para ele.

Não é como se eu precisasse de Naruto sendo meu babá.

Seu olhar continua pesado sobre mim e me vejo forçado a colocar a comida na boca, antes que receba uma bronca dele. Minha mão tremula, enquanto aproximo o alimento de meus lábios. Nunca pensei que fosse viver para tamanha humilhação, porém eu prometi que não ia brigar de novo com ele. Só há essa solução...

Quando a comida encosta minha língua, fico impressionado que não é tão nojento assim o gosto.

— Você até que cozinha bem — falo baixo.

— A gente se vira, né? Mas que bom que você gostou.

Eu não como tudo, mas o suficiente para não ter que ouvir nenhuma reclamação.

Enquanto o loiro arruma as coisas dele, eu aviso que vou em casa buscar as minhas e que vou passar aqui mais tarde para nós irmos. Ele deceria me esperar debaixo do prédio daqui a trinta minutos.

Como de praxe, peço um Uber.

Sem nada para fazer, ao longo do caminho, começo a pensar que eu nem mesmo sei para que praia ele quer ir, ou se ele vai ficar querendo ficar suando e, sei lá, jogando vôlei com aleatórios. Seria meio chato. O pior de tudo é saber que, com certeza, vão ter outras pessoas olhando para o que é meu sem permissão alguma.

Dringr- narusasu Onde histórias criam vida. Descubra agora