As consequências batem na porta, filho da puta.

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Musutafu, Japão - 21 de Outubro de 2146.

Shinsou suspirou enquanto olhava pela janela de sua sala vendo Shoto Todoroki e Katsuki Bakugou saindo pelos portões com o uniforme da U.A e a maleta de seus trajes de heróis. Podia estar no quarto andar, mas enxergava muito bem o sorriso que o bicolor portava, além de como ele estava pateticamente mancando. Suspirou desviando os olhos da entrada da escola, focando na porta da sala. O professor estava atrasado 20 minutos para a aula.

A maioria dos seus colegas de classe estavam aproveitando essa demora para conversar, mas ele nunca se enturmou muito bem para estar no meio deles. Então tudo que ele podia fazer era observar enquanto os minutos se passavam e Present Mic não entrava na sala para a aula de inglês que iniciaria o dia da classe geral.

— Hello students — Mic entrou usando sua individualidade fazendo com que todos que estavam em pé com seus grupinhos se organizassem, quando em seus lugares a atenção do profissional se virou para Shinsou — Shinsou-kun, estão te chamando lá na enfermaria!

— Eu? Por quê?

— Só vai boy! E não se preocupe, não vai voltar para a aula de hoje — O professor piscou para o arroxeado divertido, esperando que ele saísse com seus materiais para iniciar a aula.

Hitoshi desceu as escadas meio no automático, perdido em pensamentos tentando descobrir qualquer motivo que pudesse dar sentido a ser chamado na enfermaria de todos os lugares. Chegou à conclusão de que só descobriria quando chegasse lá. Mas ao abrir a porta do escritório da Recovery Girl tudo que viu foi um punho vindo em sua direção com velocidade, seguido de uma dor gritante no rosto e então nada além da escuridão.


[...]


— Finalmente acordou — A voz chegou aos ouvidos de Shinsou que abriu os olhos confuso, encontrando o teto branco e o cheiro de remédios fortes.

— Onde? O que? — O controlador de mentes se sentou abruptamente encontrando Izuku sentado ao lado da maca que estava e mexendo no celular.

— Foi mal, quebrei seu nariz de novo. Mas vejo pelo lado positivo, você esta vivo e eu com um pouco menos de raiva — O sorriso mordaz do esverdeado fez Shinsou arregalar os olhos — Temos que conversar.

— Olha, eu sinto muito — Shinsou desviou o olhar quando Midoriya guardou o celular e se focou nele. Não aguentando o peso que aquele olhar carregava.

— Por quê?

— Por tudo.

— Por que você fez tudo aquilo?

— Olha Izuku... Midoriya — Se corrigiu amargo — Eu não sei, não tenho uma resposta para isso.

— Sabe, eu acho engraçado que você esteja lutando tanto, fique tão indignado com a situação em que é apontado como vilão, mas foi exatamente como um vilão que você agiu comigo — A risada baixa não condizente com o semblante de raiva — Mas fique tranquilo. Posso ter tido algumas atitudes um pouco erradas ultimamente, mas ainda estou com a minha cabeça no lugar. O máximo possível. Então não contei a ninguém a extensão do que você fez e nem pretendo. Mas cê está ligado né? Podia estar preso se eu falasse. Ou morto. Eu mesmo poderia te matar, me conhece o suficiente para saber que isso seria um mero grão de areia na minha vida.

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