Cachorrinho

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Boa leitura <3

(...)


– Posso me perder em você, se quiser – Yok jogou aproximando seu rosto do baixinho que automaticamente empurrou-o em meio à um suspiro longo.

Namo observava a situação com um sorriso apertado nos lábios. Acharia interessante ver os dois interagirem durante a noite.

Sabia do ódio de seu amigo por pessoas como Yok, e, sabia da obsessão de Yok por pessoas como Ayan.

E vê-los em meio à aquela disputa com certeza deixaria momentos icônicos marcados em sua memória.

O menor revirou os olhos e levou-os até sua amiga despejando o ódio que sentia dela por tê-lo convidado.

– Por que você convidou ele? – questionou já irritado pela aparição repentina do rapaz.

– Eu não convidei – a garota mentiu séria tentando passar credibilidade para Aye – Como você soube que estávamos aqui, Yok? – indagou fazendo-se de desentendida orando para que o maior entrasse em seu jogo.

– Vi a foto de vocês no Instagram e me senti obrigado à vir contemplar a obra prima que é seu amigo – provocou numa mentira umedecendo os lábios com um meio sorriso.

– Não podia me contemplar pela foto? Assim eu não teria que passar pelo inferno que é estar em sua presença – o menor afirmou fitando-o descontente.

– Pessoalmente você é mais gostoso – murmurou passando seu olhar por todo o corpo de Ayan que agora cerrava os punhos e flexionava o maxilar tentando acalmar todo o ódio que aquelas palavras haviam lhe causado.

Yok logo percebeu a irritação que tinha transmitido à Aye arrancando de si um riso anasalado em meio à um olhar provocante.

– Se eu te irritei sei exatamente o que pode fazer você relaxar – citou baixo o suficiente para que apenas o rapaz ao seu lado escutasse – E prometo que não é ser fodido por mim – completou sorrindo com a língua entre os dentes enquanto retirava de dentro de seu bolso o resto do baseado que fumara antes de ir até ali – Quer f1 comigo? – ofereceu percebendo o olhar curioso do menor observar o que havia entre seus dedos.

Ayan suspirou desviando seus olhos para Namo novamente tentando disfarçar que estava tentado à aceitar o convite.

Já havia fumado algumas vezes quando encontrava-se com sua amiga em suas viagens para a capital. Realmente gostava da leveza que a erva trazia para seu corpo, mas, ainda que desejasse provar novamente, não sabia se aguentaria manter-se chapado ao lado de alguém tão insuportável quanto Yok.

Sabia que não era experiente no assunto e teve medo que a má companhia trouxesse uma vibe errada, e, definitivamente não desejava sentir-se pior do que já se sentia.

– Nós queremos – Namo afirmou sem ao menos deixar Ayan aceitar – Também tenho um pra botar – assumiu num sorriso influenciando seu amigo à aceitar a oferta.

Mesmo que Aye pudesse levantar-se e ir embora, sua tentação para ter aquela sensação novamente falou mais alto, e, por fim, acabou por concordar com o que fariam após.

Deixaram a mesa depois de pagarem o que havia sido consumido e seguiram até a beira do rio que ficava próximo ao bar onde, mais tarde, voltariam para curtir.

Sentaram-se sobre o pier que dava vista para a ponte que cortava a cidade.

Ayan tentou fugir da proximidade de Yok, mas foi inútil pois apenas 1 minutos após sua fuga o rapaz já estava sentado ao seu lado novamente olhando-o com aquele olhar que fazia-o queimar de irritação.

– Não adianta fugir de mim, Ayan – o maior sussurrou – Eu sempre irei atrás de você – contou colocando o baseado entre seus lábios.

Olhando o menor intensamente, puxou o isqueiro de seu bolso e acendeu o fino já levando a fumaça para dentro de seus pulmões.

Logo após retirou o baseado de sua boca e o levou até Ayan que tentou retirá-lo de seus dedos.

– Deixe que eu faço isso – Ayan repreendeu afastando-se da oferta de Yok que insistiu novamente entreabrindo os lábios do menor com seu polegar posicionando o cigarrete onde tanto desejava provar.

– Puxa – ordenou sentindo os olhos curiosos de Namo sobre seus passos.

Aye bufou afastando os toques de Yok contra si tomando o cigarro fino em mãos.

– Não toque em mim se não quiser apanhar – reclamou finalmente usufruindo do que o foi ofertado.

O maior entreabriu os lábios em um sorriso surpreso enquanto a garota ria baixo dos foras seguidos que ele estava levando.

– Cachorro que late não morde, Ayan – afirmou apoiando-se em seus braços – Agora faz auau – brincou observando o outro soltar o vapor que prendia.

– Você quer que eu morda? – o menor questionou entregando o que segurava para sua amiga.

– Estou tentado à provar da sua mordida, cachorrinho – provocou olhando-o suplicante.

Ayan riu anasalado passando a língua entre os dentes estando em completa negação com o que acabara de ouvir.

Yok era realmente mais insuportável do que havia pensado, e, a insistência que ele mantinha em si deixava-o cada vez mais enojado.

(...)

Após deixarem o trapiche já tomados pelo efeito da cannabis, voltaram para onde estavam anteriormente encontrando o pub ainda mais lotado.

A mesa que antes usufruiam agora estava tomada por jovens que pareciam querer permanecer ali pelo resto da noite.

Entreolharam-se questionando o que fariam à seguir, já que, ali não havia sequer onde ficarem.

– E se nós formos naquele lounge? – Namo ofereceu apontando para o outro lado da rua.

Ambos olharam na direção descrita observando uma pequena entrada com uma fila relativamente comprida.

– Você sabe que ali é balada, né? – Yok questionou surpreso pela escolha de sua amiga que não gostava de locais como aquele.

– Sim, estava afim de tentar algo diferente ‐ afirmou com os olhos baixos e avermelhados.

– O que acha, cachorrinho? – Yok questionou brincalhão ao menor que parecia apenas concordar com qualquer coisa que lhe era oferecida.

Sem mais escolhas, seguiram até o outro lado para que pudessem dar continuidade a noite que recém havia começado.

(...)

– Isso é golpe baixo, cachorrinho –

Obsession (YokAyan)Onde histórias criam vida. Descubra agora