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Boa leitura <3
(...)
- Eu vou matar esse filho da puta - Yok ameaçou numa respiração profunda voltando a sentar sobre o colchão.
Em momento algum chegou a imaginar que seu namorado poderia estar sendo seguido por Dan. Na verdade, sequer imaginou que o policial poderia vir à incomodar sua relação.
Inegavelmente, amedrontou-se com a possibilidade de que algum de seus ex parceiros ficasse irritado em vê-lo assumido um relacionamento, mas, o policial em momento algum havia passado por sua cabeça.
Não porquê achava que ele não seria capaz de perseguir Ayan, mas, sim, porquê desde o hospital ele não havia mais o procurado, então, imaginou que, realmente, aquilo tudo havia ficado no passado.
E, agora, saber que ele está atrás de seu namorado como um maldito perseguidor deixava-o irritado.
Não sabia ao certo o que fazer para que ele parasse de agir como um maluco.
Se batesse nele, após, certamente teria problemas maiores, afinal, ele não era apenas um civil comum.
Talvez se juntasse provas de sua perseguição pudesse abrir um b.o contra ele e pedir uma medida protetiva. Quem sabe pudesse até processá-lo por stalking e perseguição.
Mas primeiro, precisava, de fato, juntar provas contra ele.
- Baby.. - Yok chamou num suspiro longo envolvendo o menor em um de seus braços - Precisamos de provas de que ele tá seguido você - resmungou apoiando o queixo sobre o ombro de Ayan - Minha vontade era de quebrar ele apenas por pensar em se aproximar de você de novo, mas não posso, 'cê sabe.. - contou com um pequeno beicinho nos lábios descontente em não poder proteger seu namorado da maneira que desejava.
Ayan concordou silenciosamente com um pequeno sorriso.
Na verdade, sequer sabia se estava realmente sendo seguido por Dan. Não havia o visto nas outras vezes que sentiu-se observado. Talvez fosse apenas uma sensação ruim e ele coincidentemente estava realmente saindo da cidade ao mesmo tempo que si.
Mas, de qualquer maneira, não podia deixar de cogitar a veracidade do que suspeitava. Fazia sentido que ele o seguisse.
Afinal, como ele sabia de suas inseguranças se ninguém além de Yok, Namo e Eugene sabiam? Tinha completa certeza de que as garotas não o contariam sobre o que sentia, e, Yok muito menos.
Então, para si, a única forma de Dan saber sobre suas questões era se estivesse sendo seguido. Não era difícil que ele escutasse as coisas que conversava com Yok na sala estando do outro lado da porta.
Apenas em pensar que o policial realmente poderia estar fazendo aquilo fazia um arrepio subir por sua coluna. Qual era a real motivação por trás daquilo?
Ele estava planejando algo contra si? Ou estava fazendo aquilo para tentar amedrontar à si e consequentemente acabar por afetar o relacionamento que mantinha?
Ou, quem sabe, tudo pudesse ter sido uma imensa coincidência e o casal estava surtando por motivo nenhum?
Ayan suspirou passando a mão pelo rosto sentindo o cansaço da viagem, enfim, tomar o seu corpo.
- Vamos deitar, bê - pediu manhoso - A gente pensa sobre isso quando voltarmos para Bangkok, não quero me estressar com isso esse final de semana, só te falei porquê achei que 'cê devia saber - contou com uma feição cansada - Mas agora precisamos descansar, com certeza amanhã Thua vai aparecer cedo por aqui - afirmou numa risada nasal.
Yok concordou afastando-se dando espaço para Ayan deitar-se no canto da cama, logo após apagou as luzes e enrolou seus braços pelo pequeno corpo aconchegando-o confortavelmente perto de si.
- Eu amo você -
(...)
Ayan estava certo. Antes mesmo que pudessem acordar, Thua já estava parado em frente à porta esperando uma confirmação de que poderia adentrar o quarto.
Não somente ele, na verdade, Wat e Khan também esperavam ansiosos para reencontrar Ayan.
Desde que o rapaz mudou-se oficialmente para Bangkok, o grupo pareceu estar incompleto, e, todos os dias pegavam-se pensando em como seria ter seu amigo de volta, mesmo que por poucos dias.
Quando a porta finalmente foi aberta, não pensaram duas vezes antes de puxá-lo rapidamente para um abraço.
- Que saudade, Aye! - Wat resmungou apertando-o forte contra si sendo envolto pelos braços dos outros dois - Tenho tantas coisas para te contar, você não faz ideia! - contou abrindo um sorriso largo.
- Gente, eu não tô conseguindo respirar - Ayan murmurou tentando se afastar dos apertos ganhos.
- Se ta falando consegue respirar sim - Khan brincou dando um aperto forte antes de enfim se afastar.
- Yok - Thua cumprimentou antes que Ayan pudesse apresentá-lo para seus outros amigos - Então deu certo mesmo? - questionou num sorriso apontando pra Ayan com a cabeça.
Yok sorriu de volta confirmando a questão feita.
- E agora parece que o cachorrinho sou eu - brincou rindo baixo.
- Você sempre foi o cachorrinho, bê - Ayan jogou de volta aproximando-se do maior com um sorriso - Esse é Wat e esse é o Khan - apontou respectivamente apresentando-os - E, esse aqui, é o Yok, meu namorado - apresentou sorrindo largo sem conseguir conter a animação em estar junto às pessoas que mais amava ter perto.
Quando separou-se de Tonhon imaginou que ficaria sozinho. Teve medo de que seus atos idiotas realmente tivessem acabado com a amizade que havia cultivado por anos. Mas, felizmente, seus amigos sequer ressentiram de sua idiotice.
Na verdade, permaneceram ao lado de Ayan em todos os momentos que ele precisou. E, quando souberam que o garoto com quem ele se relacionava, maltratava-o, cogitaram, até mesmo, jogá-lo do penhasco como vingança.
Os garotos sorriram de volta para Yok. E, ainda que Thua tivesse afirmado inúmeras vezes de que o rapaz, aparentemente, parecia uma boa pessoa apesar de seus problemas completamente obsessivos, não conseguiram deixar de pensar se, possivelmente, ele poderia fazer mal à Ayan.
E, mesmo sem Thua saber, haviam planejado interrogá-lo para ter a certeza de que ele não era uma pessoa terrível, precisavam apenas de um tempo com ele para iniciar a grande lista de questões que fariam.
(...)
- Você já foi preso? -
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Obsession (YokAyan)
Fiksi Penggemar"Sua rejeição só me faz ter mais vontade de você" (Universo NotMe alterado) *Álcool, armas, drogas, sexo explícito* *Pode causar gatilhos ao longo do desenvolvimento*
