Bêzinho

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Boa leitura <3

(...)


Yok envolvia seus braços pela cintura de Ayan. A água do chuveiro corria por seus corpos levando consigo todo o suor que antes empreguinavam suas peles.

Aye, surpreendentemente, sentia-se imensamente confortável estando envolto à aqueles braços esguios que seguravam-o firme.

Mas, seu plano, nem por 1 segundo, havia deixado sua mente.

Desde as palavras anteriores de Yok, não conseguiu deixar de pensar que essa seria a primeira, e, última vez que permitiria-se se envolver com o maior.

Seu plano havia sido cumprido e, havia dado à ele o que ele tanto lhe pedia.

Assim que ele o deixasse à sós, fingiria que aquilo nunca havia acontecido e seguiria sua vida como se nunca tivessem cruzados seus caminhos.

– Bê – Yok chamou num sussurro deixando um selar no pescoço lesionado de Ayan – Foi assim que 'cê me chamou, e, agora é assim que 'cê vai ter me que chamar, porquê, agora, oficialmente mudei meu nome para bê – contou friccionando leve seus lábios pela pele molhada do outro que sorriu contido tentando esconder que aquilo havia o afetado.

Apesar de sua ideia, não desejava estragar aquele momento que estavam tendo. Seja lá qual fosse o significado daquilo, definitivamente estava sendo delicioso compartilhar um tempo tão íntimo Yok.

Ayan sabia que, assim como os sentimentos haviam florescido dentro de si, alguma hora eles sumiriam.

Jamais aceitaria ficar apaixonado. Não se sentia pronto para enfrentar outro relacionamento.

E, agora que sabia do antigo parceiro de Yok e como tudo entre eles havia acabado, definitivamente não permitiria-se entrar em algo sério com ele.

Não porquê Yok era uma pessoa ruim. Pelo contrário. Agora, enxergava-o completamente diferente.

Apesar de apresentar grandes indícios de obsessão e perseguição, o rapaz, realmente não era uma pessoa ruim.

Apenas guardava uma mágoa grande, e, tentava máscara-lá com suas cantadas idiotas e sua insistência fora do normal.

Ayan desejava ajudá-lo a superar o que havia passado, mas, como poderia?

Se sequer havia superado a sua decepção?

Como iria ajudar Yok a ficar bem e esquecer-se do que passara se sequer conseguia fazer isso por si? E, levando em conta que o caso do maior era infinitas vezes pior que o seu, definitivamente não poderia deixar que seus sentimentos falassem por si.

– E você é o meu bêzinho, porquê 'cê é desse tamanico aqui ó – brincou demonstrando o tamanho de Ayan com um pequeno espaço entre seu indicador e polegar.

– Eu sou só um pouquinho menor que você, Yok, para de se achar – reclamou com uma feição falsamente descontente.

Se dissesse que Yok estava sendo fofo e concordasse em chamá-lo de bê como havia feito mais cedo, daria-o esperanças de algo que não deixaria-se fazer.

Mas, também, devido à situação péssima que o maior havia enfrentado, não poderia ser um idiota e mandá-lo esquecer de si.

O que menos desejava era vê-lo chateado novamente.

Mesmo que odiasse admitir seu plano havia sido realmente terrível.

Porquê, agora, não importava-se mais com o seu possível sofrimento. A única coisa que passava por sua mente era a possível dor que Yok sentiria.

E, aquilo acabava consigo.

Vê-lo chorar mais cedo, mesmo sem saber a motivação já havia sido um inferno, e, agora que sabia exatamente o porquê, tudo pareceu piorar.

– Bê! não Yok – resmungou com um sorriso bobo nos lábios.

Apesar de dizer que desejava apenas foder com Ayan, em algum momento isso mudou.

E, apenas pôde perceber enquanto provava de seu corpo.

Era diferente. O sentimento que cultivava naquele momento era completamente alheio aos que teve quando fodia outros caras.

Estava, total e completamente apaixonado pelo baixinho. E, mesmo amedrontado pela traição de Dan. Permitiu-se sentir.

Permitiu-se porquê o sentimento que tomou seu corpo era mais forte do que qualquer outro que já havia sentido.

Yok sabia que ele era intenso. Intenso e emocionado.

Mas sempre fôra assim. Apaixonava-se rapidamente e não sentia vergonha de admitir.

Não tinha culpa de ser um idiota apaixonado, e, esperava que Ayan entendesse.

Porque, se não, não mediria esforços para fazê-lo sentir o mesmo.

Se já foi capaz de tudo aquilo sem ao menos gostar do rapaz, agora, que descobriu verdadeiramente seus sentimentos, se necessário, moveria o mundo para tê-lo em seus braços.

Não aceitaria ser dispensado.

Sentia que Ayan havia compartilhado do mesmo sentimento enquanto se relacionavam.

Não era possível que em meio à aquelas trocas de olhares e os beijos tão intensos não tenha feito o coração do baixinho balançar-se, nem que fosse apenas um pouco.

– Cê sabe que eu não vou te chamar de bê, Yok – Ayan lembrou com sutileza virando-se de frente para o maior.

– Você vai sim, porquê agora você é meu namorado – Yok provocou sorrindo deixando um selar leve sobre os lábios entreabertos de Ayan – Você é meu bêzinho e eu sou o seu bê — sussurrou fazendo o menor entrar em desespero.

Como poderia dizer que ele não era seu namorado? E que nunca iria ser?

Havia alguma forma de fazê-lo acordar para a realidade sem deixá-lo magoado novamente?

Suspirou buscando outro assunto que não tivesse a ver com seus relacionamentos, precisava que aquilo sumisse de sua mente por um tempo para que, mais tarde, pudesse pensar com calma em uma forma de sair da vida de Yok sem afeta-lo.

– Sabia que eu também passei pra faculdade de artes? – Ayan contou ignorando a insistência anterior – Mas fiquei inseguro porquê eu não sou realmente bom nisso – admitiu com um sorriso apertado nos lábios – Foi por isso que me mudei pra cá, eu ia fazer.. mas.. toda vez que pensava que eu certamente seria o pior da turma entrava em crise.. então eu desisti antes de começar – afirmou com um riso fraco.

– Tenho certeza que você ia ser o melhor, bêzinho – contou – Porquê 'cê não tenta a vaga de novo? Aposto que 'cê consegue – incentivou-o apertando-o forte contra seu corpo.

– Hm.. acho que não – murmurou – Acho que.. na verdade não é nem a questão de eu ser péssimo que me deixa tão nervoso, é só pelo fato de eu estar dentro de uma instituição de ensino, sei lá, eu fico em pânico – assumiu num sussurro escondendo seu rosto sobre o peito descoberto do maior – Mas, o fato de eu ser péssimo também ajudou na minha desistência – afirmou envergonhado.

– E porquê cê entra em pânico, bê? –

Obsession (YokAyan)Onde histórias criam vida. Descubra agora