Sumiço

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Boa leitura <3

(...)

– A casa tá cheia pra caralho, tem certeza de quer ficar aqui? – Yok perguntou para a garota que olhava ao redor parecendo procurar por alguém.

– Tenho – afirmou puxando os rapazes consigo para longe da multidão que aglomerava-se envolta de seus corpos.

Por todo o tempo em que permaneceram na fila, o maior pôde notar o quão viajado Ayan estava. Por vezes flertava com ele e sequer recebia insultos ou suspiros irritados como havia acontecido durante todas as horas em que passaram juntos anteriormente.

Isso o fez questionar-se se havia sido uma boa ideia ter aceito ir à aquele local com Ayan estando naquela situação.

Ele parecia incapaz de reagir à qualquer sinal de perigo que pudesse ter. Não parecia acostumado à utilizar da planta que tragou minutos antes.

Então, mentalmente, responsabilizou-se pela segurança do baixinho, afinal, desejava relacionar-se com ele, e, não poderia fazer aquilo se o mesmo estivesse morto ou desaparecido.

– Você tá bem, cachorrinho? – Yok questionou chacoalhando leve o corpo do menor que apenas o olhou confirmando sua questão com um sorriso leve.

– Não se preocupe, ele sempre fica assim quando fuma – Namo interviu percebendo a preocupação do maior para com Ayan.

– Se você diz – murmurou dando de ombros ainda mantendo seus olhos no baixinho.

Devido à situação que Aye encontrava-se, Yok acabou por cessar suas investidas. Não queria que o rapaz cedesse para si estando daquela forma.

Ainda que soubesse que a maconha não retirava a consciência e a concepção com a realidade, preferiu evitar possíveis problemas que poderia enfrentar caso o rapaz milagrosamente decidisse retribuir suas cantadas.

Permaneceu ali apenas observando-o soltar-se pouco à pouco conforme a bebida, que, agora tomavam, surtia efeito.

Apertava forte os lábios dispersando seu olhar por todo o pequeno corpo que dançava logo à sua frente.

– Porra – resmungou baixo umedecendo os lábios completamente fixado na sensualidade que o outro exalava.

Vê-lo totalmente entregue ao momento, com os olhos fechados e o corpo movendo-se delicadamente fazia-o delirar em pensamentos.

Não sabia se aguentaria realmente passar o resto da noite sem ao menos tentar envolver-se em meio à aquela dança.

– Cuide dele, eu já volto – Namo pediu fazendo o maior voltar de seu devaneios.

– Onde você vai? – Yok questionou vendo-a sumir em meio às pessoas que espalhavam-se por todo o local.

O maior sabia que a garota não era acostumada a frequentar aquele tipo de lugar, aliás, Namo não suportava estar em meio à tanta gente.

Isso apenas o fez questionar se havia alguém que a motivasse estar ali, principalmente após ela sair sem dar mais explicações.

O pouco tempo de atenção que Yok deu para a garota, já foi o suficiente para Ayan sumir do campo de visão do maior que automaticamente desesperou-se.

– Merda, Ayan! – murmurou desencostando-se da parede que o segurava.

Colocou-se na ponta dos pés em busca do possível paradeiro do baixinho.

Resmungava baixo amaldiçoando-se por ter aceito ir até ali. Agora encontrava-se sozinho e preocupado com alguém que conhecera há menos de 24 horas.

Caminhou em meio à multidão que apenas aumentava. Desviava seu olhar para todos os lados à procura de Ayan.

Mas as luzes que piscavam cada vez mais fortes dificultavam sua visão já deturpada por conta do álcool em seu organismo. Sentia seus olhos doerem à cada vez que se encontravam com os flashes luminosos.

E, numa tentativa de cessar seu incômodo virou-se para o lado contrário, encontrando finalmente o que buscava.

Mas, definitivamente, não dá forma que desejava.

Ayan estava recostado sobre a parede, olhando-o fixamente. Seu corpo era apertado por outro homem que dispersava beijos por todo o pescoço descoberto.

O baixinho sorria e mordia os lábios provocando Yok que permaneceu parado observando os atos de provocação direcionados à si.

– Filho da puta – murmurou vendo-o sussurrar algo no ouvido do homem que deliciava-se do que desejava provar.

O que antes já beirava à tortura, agora fez Yok entrar em completa loucura.

As mãos do homem exploravam todo o torso de Ayan que tinha os lábios entreabertos e a respiração falsamente pesada.

O baixinho sequer estava interessado no homem que o apalpava, apenas fez aquilo para livrar-se da companhia de Yok.

Pensou que se estivesse acompanhado de alguém, o que o irritava não seria capaz de intervir, porém, equivocou-se profundamente.

Yok aproximou-se com os olhos cerrados e uma feição propositalmente irritada.

– Ele é meu – o maior afirmou em voz alta retirando Ayan dos braços do homem que rapidamente afastou-se erguendo os braços em desculpas.

– Você tá louco? – o baixinho questionou tentando soltar-se do aperto das digitais do maior que arrastava-o consigo até o banheiro.

Yok ria baixo durante o caminho feito.

Percebeu a intenção do outro assim que o encontrou. Sabia que aquilo que fazia era apenas para se livrar de si, e, precisava deixar claro que aquilo não faria-o desistir.

– Ai! – Aye resmungou após ter seu corpo jogado contra a parede e seu espaço invadido pelo maior que o prendeu entre seus braços.

– Isso é golpe baixo, cachorrinho – murmurou aproximando-se do rosto do outro – Se envolver com aquele idiota só pra fugir de mim.. Eu já te falei não adianta, sempre vou atrás de você – provocou arrancando um riso nasal de Ayan que o olhou desafiadoramente antes de empurrá-lo.

– Então venha, não importa o quanto você tentar, não vou ficar com você – afirmou tentando afastá-lo de si incessantemente.

– Eu acho que você vai sim, cachorrinho – afirmou num sopro próximo à boca do outro que olhava-o com ódio – E, outra coisa – murmurou tendo seus olhos fixos nos lábios entreabertos à sua frente – Seu ato só me deixou mais tentado à provar de você – afirmou libertando-o de sua proximidade.

(...)

– Você tá me seguindo? –

Obsession (YokAyan)Onde histórias criam vida. Descubra agora