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Boa leitura <3
(...)
Ayan esperava ansioso pela chegada de Yok.
Ele havia lhe falado durante toda a semana que, naquele dia, levaria-o para conhecer o "seu mundo".
Não sentia-se amedrontado, mas, um receio fazia a uma pequena pontada incomodar dentro de seu peito. Sabia que seu homem não levaria-o para correr riscos, mas, por algum motivo, a ideia de que seria levado para algo completamente distinto de sua atual realidade fazia seus pelos se arrepiarem.
Não havia como não se sentir, ao menos, um pouco nervoso com conhecer o "mundo de Yok".
Não se sentia assim porquê não o admirava. Pelo contrário, admirava-o infinitamente por ter posto sua vida e sua liberdade em risco diversas vezes para dar voz às minorias e para punir os que estavam acima.
Mas, inegavelmente, preocupava-se com a segurança de seu homem. Não queria vê-lo correr riscos novamente, ainda que fossem necessários.
Olhava para seu armário com os lábios apertados. Seus olhos fixos no moletom preto que, antes, era quase como seu uniforme.
Suspirava profundo indeciso se realmente deveria vesti-lo.
Para si, aquele moletom, quando ainda no ensino médio, era o significado de sua resistência contra as regras estúpidas que o atormentavam.
Usava-o diariamente, era quase como sua marca registrada, mas, a partir do momento que permitiu-se ser manipulado e tornou-se um monitor, esqueceu-o no fundo de seu armário e, desde então, não havia o usado mais.
Olha-lo fazia-o lembrar-se de como era, e, por um segundo, acreditou fielmente que se voltasse à utilizá-lo, talvez, faria-o, milagrosamente, voltar à ser o Ayan destemido e seguro que era antes.
Consequentemente, também, seus olhos desviaram para a sua mesa de cabeceira, visualizando o colar que, também, fez fez um papel importante em seu ensino médio.
Mas, com certeza, aquela corrente significava infinitamente mais do que sua resistência. Era de seu tio.
Seu tio que, quando vivo, era totalmente alheio às regras estúpidas da própria escola de lecionava.
E, logo após à partida de seu ente querido, Ayan tomou aquela corrente como sua, e, viu-se obrigado à continuar o legado de quem amava.
Mas, traiu a si e a seu tio tornando os hábitos que antes abominava, sua rotina.
Sentia-se tão envergonhado em tê-lo decepcionado que não pôde mais utilizar a corrente, não poderia utilizá-la porquê havia esquecido de quem era, tinha esquecido de seus princípios.
Mas a mantinha consigo por todas as noites para que não se permitisse esquecer do quão seu tio havia sido importante para que pudesse se tornar quem ele, um dia, foi.
Apertou forte os olhos em meio à uma respiração profunda, e, então, retirou, enfim o moletom que acabara de decidir que vestiria nessa noite.
Havia prometido à si que esforçaria-se para voltar à ser quem era, e, talvez, vesti-lo deixasse-o ainda mais seguro quanto a sua decisão.
Vestiu-o rapidamente correndo para atender as batidas que avisavam da chegada de Yok, mas, antes de deixar o quarto pegou o colar derramando-o sobre seu pescoço.
– Oi – cumprimentou num sorriso largo após abrir a porta para enfim encontrar Yok que sorriu de volta envolvendo as mãos por sua cintura.
– Oi, burguês – murmurou próximo ao ouvido de Aye enquanto suas digitais apertavam o local onde se localizavam fazendo um calafrio percorrer por todo o pequeno corpo que envolvia – Pronto pra conhecer um pouco mais de mim? – questionou deixando um selar leve sobre as bochechas do menor que doíam pelo sorriso largo que tomava seus lábios.
– Completamente – afirmou colocando-se na ponta dos pés para deixar um pequeno selar nos lábios adocicados de Yok.
– Mas antes de a gente ir.. – contou num tom de suspense que fez o coração de Aye acelerar – Eu tenho uma surpresa pra você – afirmou retirando um pequeno papel do bolso da jaqueta que utilizava.
Ayan pegou o papel dobrado em mãos abrindo-o com um sorriso leve nos lábios.
"Meu amor, não precisa ter medo de me perder para outro alguém porque, mesmo que eu conheça milhões de pessoas, todas elas terão o mesmo defeito: elas nunca serão você"
– Eu li isso num livro – Yok afirmou mantendo seus olhos fixos em Ayan que ainda derramava seu olhar sobre o papel.
Era verdade, ele realmente havia lido aquilo num livro, e, o que leu, pareceu trazê-lo diretamente para a realidade que eu precisava encarar.
Tinha de conversar com Ayan sobre os medos que ele carregava.
Ainda que Namo tivesse o implorado para que não, não podia deixar que seu homem permanecesse remoendo tudo aquilo.
Precisa esclarecer que, sua entrega era total. Que era apenas dele, todos os átomos de seu corpo pertenciam à ele, e, apenas à ele.
– Namo me contou da conversa que 'cês tiveram – assumiu recebendo um olhar receoso do menor – Bê, 'cê sabe que pode me perguntar qualquer coisa – murmurou deslizando sua mão até o rosto do menor.
Ayan suspirou apertando os lábios num suspiro longo mantendo seus olhos a todo o momento nos do maior.
– Eu fiquei com medo de te deixar triste – contou em voz baixa sentindo seu rosto corar em vergonha.
Era estranho estar naquela conversa.
Yok agora, provavelmente, sabia de seu medo idiota de ser trocado por Dan e de não poder protegê-lo caso o policial tentasse se aproximar.
Ainda que já tivesse dito que sentia-se inseguro em não poder cuidar dele, era constrangedor que ele soubesse que toda a sua insegurança dava-se por conta de sua mudança.
– Baby.. – Yok sussurrou aproximando suas testas fazendo as respirações se misturarem.
– 'Cê só é capaz de me deixar triste se 'cê decidir não estar mais na minha vida –
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Obsession (YokAyan)
Fiksi Penggemar"Sua rejeição só me faz ter mais vontade de você" (Universo NotMe alterado) *Álcool, armas, drogas, sexo explícito* *Pode causar gatilhos ao longo do desenvolvimento*
