Fome

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(...)

Ayan estava preocupado.

Ainda que odiasse admitir, ver Yok daquela forma fazia algo dentro de si doer, e, a pior parte é que não sabia como ajudá-lo.

Por todo o percurso o questionou sobre o que havia ocorrido para que ele mudasse seu humor drasticamente, mas fora ignorado todas as vezes.

Estava óbvio que algo havia acontecido entre ele e aquele tal policial, e, pelo pouco que pôde notar, com certeza havia sido péssimo.

- Ei, Yok - chamou após adentrarem sua casa.

O maior apenas desviou o olhar ainda perdido para si.

Pouco à pouco aproximou-se seu corpo entrelaçando novamente as mãos que foram soltas quando deixaram seu veículo fazendo seus olhos se encontrarem por alguns segundos.

– Você quer provar? – questionou com um sorriso leve apontando para a panela que continha o molho já pronto.

Yok concordou silencioso tentando voltar ao seu estado normal e aproveitar o que Ayan tinha para lhe oferecer durante aquela noite.

Foi puxado pelo baixinho para próximo da bancada onde o fogão encontrava-se, e, delicadamente foi empurrado contra a cadeira que ficava logo em frente.

– Fique aí, vou esquentar rapidinho e já trago pra você provar – afirmou com a voz doce dando a volta na ilha que os separavam.

Ayan esquentava o molho e a massa preparada mantendo seus olhos à todo instante em Yok.

O rapaz ainda tinha um semblante triste e distante, e aquilo estava o enlouquecendo porquê desejava ajudá-lo, mas foi ignorado em todas as suas tentativas.

– Yok – chamou novamente com a voz baixa – Eu vou te dar uma última ordem, se você cumprir terá o que quer – afirmou esperançoso de que, talvez aquilo pudesse fazê-lo voltar à seu humor normal.

O maior sorriu, mas Ayan sabia que aquele sorriso não era o seu verdadeiro.

– O que é, burguês? – questionou tentando dar sua atenção para o que cozinhava logo à sua frente.

– Você precisa me contar o que está acontecendo – pediu apertando os lábios receoso de que aquilo pudesse fazê-lo ficar irritado consigo – Eu prometo que essa será a última coisa que irei te pedir, e, depois eu sou todo seu ‐ afirmou com a voz calma enquanto trocava um olhar intenso com o maior.

– E porquê você se importa, Ayan? – indagou num suspiro pesado.

Aye entreabriu os lábios sem saber o que responder. Ele também não sabia o porquê se importava.

– Eu.. eu não sei, Yok – assumiu espaçado desviando seu olhar pela vergonha sentida – Eu só me importo – terminou dando de ombros voltando a prestar atenção na comida que estava no fogo.

– Eu não to te falando só porquê quero te comer, achei fofo você dizer que se importa – contou brincando com os dedos nervoso pelo que teria de dizer após – Ele é meu ex – afirmou com a voz trêmula – Por culpa dele eu levei um tiro e quase morri ‐ terminou trazendo a atenção de Ayan para si novamente.

O baixinho fitou-o com preocupação sem saber como reagir diante da informação adquirida.

Seus lábios entreabertos buscavam uma forma de respondê-lo, mas, mesmo tendo um extenso vocabulário, não haviam palavras que pudessem descrever o tamanho espanto que sentia.

Não haviam palavras que pudessem consolar o maior naquele momento.

Yok olhava-o com um sorriso apertado no rosto esperando qualquer mísera reação se não o espanto estampado em seu rosto. Mas não recebeu nada além disso.

Permaneceram em completo silêncio em meio à aquela troca de olhares por alguns segundos, até, Ayan finalmente reagir.

Desligou o fogo rapidamente e seguiu até próximo à Yok que observava-o arrependido em ter lhe contado sobre sua "incrível" aventura amorosa.

– Obrigado por confiar em mim – murmurou colocando-se na ponta dos pés.

Aproximou-se do rosto ainda abatido do a frente, e, inesperadamente deixou um selar nos lábios mornos e entreabertos que pareceram encaixar-se perfeitamente aos seus.

Sentia o coração acelerado dentro de seu peito e as malditas borboletas fazerem festa em seu estômago.

E, automaticamente odiou-se por ter a ideia estúpida de beijá-lo, porquê, definitivamente, aquele era o sabor mais viciante que havia provado.

Afastou-se rapidamente colocando a mão sobre seus lábios tendo os olhos levemente arregalados.

Ele sabia que Yok almejava aquilo desde que se conheceram, mas, definitivamente, de todos os momentos que haviam passado juntos, aquele era o mais inapropriado para ter feito o que fez.

E antes que pudesse se desculpar por seu ato impensado, foi puxado novamente para outro beijo.

Sentiu sua nuca ser envolta pelas digitais de Yok enquanto sua cintura era apertada contra o corpo que o segurava.

O que concebiam era calmo, não havia pressa em meio à troca que faziam, aproveitavam cada segundo daquele momento inesperado.

Seus movimentos eram sincronizados, as línguas dançavam e exploravam cada pedaço do que provavam enquanto os corpos queimavam diante de seus atos.

Ayan segurava firme nos braços esguios e finos que o envolviam sentindo os pelos do rapaz arrepiarem à cada vez que seus dedos enterravam em sua pele quente.

– Você tá com fome? – Aye questionou ao afastar-se em busca de ar.

– Sim – Yok afirmou colando sua testa a do baixinho.

– Estou com fome de você –

Obsession (YokAyan)Onde histórias criam vida. Descubra agora