Perseguição

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Oie :)

Gente me desculpa estar demorando pra postar os caps 🥺

E me desculpem também pelo cap xoxo e capenga, eu escrevo mas parece que nada fazendo sentido mais kkkkk não sei oq rolando

Votem e comentem 🤩

Boa leitura <3

(...)


Yok não pôde parar de pensar no que Dan havia dito. Não porquê aquilo havia o afetado ou porquê importava-se com o que o homem achava.

Apenas uma questão se passou por sua cabeça: contar para Ayan.

Qual seria a reação de seu homem ao saber que suas inseguranças haviam sido citadas exatamente por quem as causava? Não queria vê-lo chorar, mas, também, não desejava esconder o que havia ocorrido.

Talvez não devesse contar quando ele viesse reaver a vaga. E se Dan ainda estivesse por perto? E se Ayan tivesse uma crise e Dan visse que realmente o que havia dito era verdade?

Ainda que tivesse desconfiança de que ele soubesse das paranoias de seu namorado, não queria que ele tivesse certeza de suas palavras. Ele realmente não precisava ver Ayan em uma crise para provar que estava "certo".

Contaria apenas quando estivessem em casa, onde poderia dar o apoio completo à seu namorado caso ele precisasse.

E, por mais que soubesse que seu namorado esforçava-se para que seus medos sumissem, sabia que eles ainda o inundavam e que demoraria para que ele enfim fosse liberto.

(...)

Recuperar a vaga que pensou ter perdido tinha sido mais fácil do que Ayan havia imaginado. Sequer sabia como havia pensado que ela ainda não estaria lá, já que seus pais pagavam mensalmente as aulas, mesmo que nunca frequentadas.

Sentia-se ingrato em tê-los feito desperdiçar meses de dinheiro, mas recompensaria-os esforçando-se ao máximo para recuperar tudo que havia perdido, e, não os deixaria saber de seu vacilo.

Ainda que soubesse que eles entenderiam seu medo, não queria os decepcionar por ter deixado-os no intuito de fazer algo que sequer fez.

– Agora 'cê vai me ver aqui também, bê, não vai enjoar de mim? – Ayan questionou forçando um beicinho manhoso que fez Yok abrir um sorriso largo.

As bochechas do menor foram levemente apertadas pelas digitais de Yok enquanto seu corpo aproximava-se sutilmente.

– Nunca vou enjoar de você – afirmou deixando um selar leve nos lábios do baixinho que sorriu fraco – Como posso enjoar de ver essa sua carinha linda todos os dias? – perguntou acariciando leve os cabelos arrumados do menor.

– Se 'cê enjoar é só tomar um plasil que passa – brincou num murmuro falsamente emburrado.

– Nem é necessário, a única coisa que 'cê me causa é vontade, baby – afirmou baixinho próximo ao ouvido de Ayan que estremeceu ao sentir a respiração chocar-se contra a pele sensível de seu pescoço.

Respirou fundo tentando ignorar os arrepios que corriam por seu corpo enquanto afastava-se do maior para que pudesse concentrar-se em não agarra-lo em meio ao corredor.

Desde que se entregou oficialmente, permitiu-se sentir tudo o que ele lhe causava.

O que, definitivamente, na maior parte do tempo, era ótimo, porquê estavam sempre à sós e podia cessar tudo o que ele lhe causava, mas, era complicado quando estavam em público porquê Yok não media esforços para o provocar.

– Tá bom, senhor "morro de tesão" – insultou num sorriso largo – Obrigado por ter me ajudado, mas, agora volta pra aula, bê – pediu suave virando leve o corpo do maior na direção da sala.

– 'Cê não quer ficar comigo mais um pouquinho? – Yok questionou manhoso com um olhar pidão que fez o menor revirar os olhos num suspiro longo.

– Querer eu quero, mas se você continuar me provocando não vai dar certo – contou baixinho empurrando-o novamente – E 'cê tem aula também, vai lá, mais tarde a gente se vê, bê – afirmou apertando leve a cintura do maior empurrando-o leve pelo corredor.

Yok bufou descontente em ter que deixa-lo novamente pela segunda vez, mas, o obedeceu.

– Me dê um beijinho antes de ir, então – pediu aproximando-se rapidamente para roubar um pequeno selar dos lábios entreabertos do baixinho – Se cuida na volta, qualquer coisa 'cê pode me ligar, 'cê sabe – terminou enfim voltando até a sala que havia deixado minutos antes.

Ayan riu nasal observando-o desaparecer no final do corredor e logo após voltou até o carro com um sorriso contido nos lábios.

No caminho de volta só conseguiu orgulhar-se de si mesmo por enfim estar dando um passo à frente em sua superação.

Ainda que fosse pouco, era libertador ver que aos poucos livraria-se de tudo que o machucava. E, a partir de agora, contaria as horas para ver seu homem acabando com o idiota que causou todos os seus traumas.

Estava tão perdido em seus próprios pensamentos, que, apenas pôde perceber que estava sendo seguido quando parou em frente de casa e um carro estacionou logo atrás do seu.

E, automaticamente reconheceu quem o dirigia.

Respirou fundo forçando-se à não entrar em pânico e deixou o interior do seu veículo tentando manter uma feição séria no rosto.

Caminhou em passos firmes até o carro azul estacionado atrás do seu.

Estava óbvio que Dan sequer estava tentando esconder que o seguia. Era explícito que o policial queria que ele soubesse que estava sendo perseguido.

Ao aproximar-se o vidro se abriu retirando toda e qualquer dúvida que poderia existir de que era Dan que o seguia.

– O que você quer? – Ayan questionou firme forçando um rosto ameaçador.

– Conversar – o outro afirmou – Você pode? – questionou suave transparecendo calmaria.

Ayan suspirou retirando brevemente o olhar do policial questionando-se sobre o que o homem desejava conversar consigo.

– Poder eu posso, querer já é outra questão – contou apoiando um de seus braços na lataria do veículo.

– Vai ser rápido, eu prometo – o outro afirmou suave.

– Então desembucha logo, o que você quer? – Ayan questionou impaciente desejando entrar em casa o mais rápido possível.

– Quero saber se você realmente gosta do Yok –

Obsession (YokAyan)Onde histórias criam vida. Descubra agora