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Boa leitura <3
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– Bê, acho que ele precisa de um médico – Aye murmurou olhando no fundo dos olhos de Yok que franziu o cenho sentindo-se ainda mais confuso com tudo aquilo.
– Ele vai mesmo precisar de um médico, porquê eu vou quebrar esse filho da puta – resmungou voltando com a atenção para Dan que permanecia imóvel sobre o sofá – O que ele fez com você, baby? – questionou suave colocando a mão sobre a do menor que segurava seu braço.
– Ele.. ele não fez nada, na verdade – assumiu espaçado em meio à uma respiração longa – Só.. apontou a arma pra mim, mas, depois ele começou a chorar – afirmou baixinho sentindo o ar ficar pesado novamente.
Yok confirmou com a cabeça ainda mantendo sua atenção no policial.
O maior questionava-se sobre quais medidas deveria tomar para manter o homem afastado de seu noivo.
Não queria-o perto. Não queria deixar seu homem em perigo.
Matar ele não era realmente uma má ideia, mas, sabia que Ayan, definitivamente, o impediria, então era fora de cogitação, mesmo que fosse uma ideia tentadora.
Bater nele também parecia uma ótima opção, mas, pelo pouco que pôde perceber nos poucos minutos desde que chegou, Aye estava minimamente preocupado com Dan, se ele não estivesse, por qual motivação diria que ele precisava de um médico?
Inegavelmente isso irritou-o um pouco, mas, ainda assim, era fofo ver o quão o coração de seu futuro marido era bom, mesmo que não devesse ser tão mole, era adorável.
Tentou conter seu ódio em uma respiração longa e ritimada. Precisava manter o controle e focar-se em saber o motivo do policial estar ali, e, principalmente, deixar seu homem seguro e longe de qualquer possível perigo.
– O que você veio fazer aqui? – Yok questionou forçando uma voz calma na tentativa de realmente acalmar-se.
– Eu não sei – o policial afirmou finalmente levando o olhar para o casal que estava em pé ao lado – Eu.. eu.. eu não queria isso, Yok, eu só.. só queria te pedir desculpas e te explicar tudo o que aconteceu – assumiu novamente deixando lágrimas correrem de seus olhos – Mas.. eu não sei o que tá acontecendo comigo, eu sinto que não tenho mais o controle de mim, e eu tô me odiando tanto por isso, porquê.. eu sei, EU SEI, eu sei! que continuar agindo como um psicopata nunca vai trazer o seu perdão mas.. eu simplesmente não consigo parar – afirmou limpando as bochechas úmidas – Eu sinto que.. é como se.. como se eu tivesse realmente perdido todo o controle do meu corpo, eu fiquei obcecado por ele e.. eu queria à todo o custo afastar ele de você mas.. mas eu nunca consegui realmente porquê, na verdade eu me sinto péssimo por tudo isso – terminou tentando conter os soluços de seu choro recém iniciado.
Yok voltou com o olhar para Ayan tentando entender o que de fato estava acontecendo.
Dan havia enlouquecido? Era realmente isso, ou, quem estava enlouquecendo era si próprio?
Aquilo estava realmente diante de seus olhos ou não passava de um sonho extremamente bizarro?
Não tinha ideia do que pensar, fazer e falar.
Como ele poderia agir em uma situação dessa? O que ele deveria responder?
"Você tá louco pra caralho"? ou "Que porra de droga 'cê tá usando?"?
Nenhuma das opções que passou-se por sua cabeça parecia boa para confrontar o homem. Tudo era excessivamente violento, raivoso e, com certeza, tornaria tudo ainda pior.
E, tudo o que Yok menos desejava era tornar aquela bizarrice pior. Já era ruim o suficiente saber que o homem havia ameaçado Aye pelo simples fato de ser um incompetente que mal consegue pedir um perdão.
Era absurdo pensar que um simples pedido de desculpas havia se tornado um crime de stalking e perseguição.
Mas, Yok não o perdoaria de qualquer forma. O que ele o fez passar estava longe, muito longe, de ser perdoado.
Quase retirar sua vida, e, agora, a de seu futuro esposo, estava há milhas de distância de serem desculpadas.
Não poderia, não permitiria-se trair à si, à seus amigos, e, agora, à pessoa mais importante de sua vida.
Jamais seria capaz de perdoá-lo verdadeiramente, mas, se era isso que ele tanto necessitava, Yok estava disposto à fingir um perdão se aquilo o mantivesse afastado de si e de Aye.
Faria de tudo para manter seu homem seguro e feliz.
– Eu te desculpo, Dan – mentiu tentando parecer convincente – Eu não guardo mais rancor de você, não precisa ficar se torturando, mas, agora, por favor, pare de tentar acabar com uma coisa que nunca vai ter fim – suplicou sério – Eu verdadeiramente amo o Ayan, e não há nada que me faça desistir dele, então, por favor, só nos deixe em paz e vá viver a sua vida, procure tratamento, sei lá! mas nos deixe em paz! – implorou novamente entrelaçando seus dedos aos de Ayan que recostava a cabeça em seu ombro.
Dan respirou fundo tentando conter o choro que parecia nunca ter fim. Seus olhos inchados ardiam e sua respiração era falha.
Mas, ouvir de Yok que ele o perdoava o fez, finalmente, ver-se livre daquele peso que antes carregava, mas, não significava que a culpa havia sumido totalmente.
Agora, outra coisa agoniava-o, e, ainda mais do que a anterior.
Ele realmente iria acabar com a vida de Ayan.
Não entendia como algo assim havia, fielmente, passado por seus pensamentos. Ele nunca foi assim, ele não era ruim, sua alma não era terrível.
Forçou-se à concordar com a súplica de Yok e a afirmação de Ayan.
Precisava urgentemente ir em busca de tratamento antes que realmente ferisse alguém.
– Me desculpa – pediu num choro histérico – Me desculpa Ayan, eu.. e-eu não quis machucar você de verdade, me desculpa por te seguir – implorou apertando os olhos nas palmas das mãos – Me desculpa Yok por tudo que eu fiz, eu nunca quis te entregar, eu realmente quis te ajudar mas.. mas ameaçaram a minha família e eu entrei em desespero – assumiu em meio à um soluço sentido – Eu fui covarde, eu sempre sou covarde – resmungou voltando à olhar para o casal parado ao lado — Me desculpem, eu.. eu prometo que nunca mais vou incomodar vocês – terminou levantando-se sentindo seu corpo dormente e sua visão turva.
Aye e Yok permaneceram em silêncio vendo-o pegar a arma e deixar o local visivelmente abatido.
Ambos pensavam na possibilidade do homem, talvez, retirar a própria vida. Era preocupante, mas, não desejavam realmente envolver-se em mais um drama.
Queriam permanecer longe dele, longe de qualquer um que afetasse o que tinham.
Soava egoísta, e eles sabiam, mas, para eles, a coisa mais importante era o relacionamento que tinham e não a vida de alguém que quase acabou com o que cultivavam.
– Que fotos são essas? —
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Obsession (YokAyan)
Fanfiction"Sua rejeição só me faz ter mais vontade de você" (Universo NotMe alterado) *Álcool, armas, drogas, sexo explícito* *Pode causar gatilhos ao longo do desenvolvimento*
