Como ele sabe?

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Oie :)

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Boa leitura <3

(...)

– Bê.. – chamou num murmuro abafado – Por que você não me contou que encontrou o Dan mais cedo? – questionou levando o olhar vago até o rosto de Yok que entreabriu os lábios em surpresa.

Como seu namorado sabia da importunação de Dan? O homem havia ido falar com Ayan ou alguém havia lhe contado?

Suspirou profundo apertando forte o pequeno corpo contra o seu sabendo exatamente o motivo pelo qual o olhar do menor parecia distante.

Suavemente beijou os cabelos bagunçados do pequeno em uma respiração profunda que o fez entontear pelo aroma que os fios exalavam.

– Tive medo de que você ficasse triste – afirmou afastando-se minimamente para que pudesse olhá-lo nos olhos – Eu ia te contar quando viesse te ver, mas.. pelo jeito 'cê descobriu antes – murmurou deslizando suas mãos gélidas até o rosto abatido do menor acariciando leve as bochechas pouco coradas – Não quero que ache que estou escondendo isso de você, apenas me preocupo muito com seu bem estar, 'cê sabe baby.. – contou arrastado sentando-se sobre o sofá puxando-o suavemente para que tomasse seu colo.

Suas mãos contornaram a cintura fazendo-o encostar-se sobre seu peito para que ele pudesse se sentir acolhido.

– Como 'cê soube? Ele falou com você? – questionou num tom de preocupação acariciando leve o local onde suas digitais tocavam.

Ayan apertou os lábios ajeitando-se mais confortavelmente sobre o colo do maior tendo seu coração mais tranquilo quanto à suas paranoias anteriores.

– Ele me seguiu – afirmou calmo apoiando sua cabeça no ombro magro de seu namorado – Ele.. ainda gosta de você – contou fraco com a voz trêmula pelo nervosismo de lembrar-se das palavras do policial – E.. acho que ele quer que você perdoe ele, eu.. ele.. ele falou um monte de coisa e eu entrei em crise porquê tive medo que ele pudesse te reconquistar – assumiu espaçado em meio à longos suspiros numa tentativa de não voltar a surtar – Ele perguntou se eu realmente gosto de você e.. disse que o maior arrependimento da vida dele era ter feito você sofrer e.. também falou que te encontrou de manhã e percebeu que você gosta de mim de verdade e disse que não era pra eu ser um idiota como ele.. e.. quando ele disse que tinha te encontrado eu entrei em pânico porquê você não tinha me contado, e eu pensei que.. talvez.. você ainda gostasse dele..  fiquei pensando nisso mesmo sabendo que não passava de paranoia minha – afirmou baixo escondendo-se na curva do pescoço do maior – Tudo o que eu pude dizer antes de surtar foi que.. eu não era como ele – terminou num suspiro pesado enquanto brincava com os dedos.

Yok mordeu leve o lábio inferior desacreditado de que Dan havia seguido seu namorado mesmo após ordenar que não o queria perto.

Estava irritado. Mais do que pela manhã.

Como ele se encorajou à dizer coisas assim para Ayan? Qual era a finalidade de dizer que ainda gostava de si mesmo sabendo que jamais teria-o de volta?

Algo soava errado para Yok. Sentia que Dan queria afetar Aye.

Afinal, fazia sentido.

Já que ele esclareceu que sabia das inseguranças do baixinho.

Certamente estava fazendo aquilo para o desestabilizar, e, agora, as intenções de Dan, para Yok, estavam ficando tão claras quanto o dia.

– Bê.. – chamou baixinho apoiando leve sua cabeça sobre a do menor – Ele falou isso apenas pra te desestabilizar – afirmou calmo enlaçando seus dedos nos de Ayan – Por algum motivo ele sabe dos medos que 'cê tem e tá fazendo isso só pra te afetar – contou apertando-o forte contra seu peito – De manhã ele me procurou pra me pedir desculpas, mas, nem chegou a fazer isso direito.. aquele idiota – resmungou irritado lembrando-se das palavras vomitadas logo cedo – ele só ficou falando merda sobre você.. perguntando se 'cê seria capaz de cuidar bem de mim, dizendo que 'cê é muito delicadinho.. ele é um babaca, bê, nem dá bola pras merdas que ele fala.. – pediu sincero deixando leves selares pelos cabelos que o aninhavam – se eu pudesse eu quebrava ele mas não posso ir preso.. não dá pra cuidar de você estando preso.. 'cê sabe – brincou tentando acalentar seu namorado que parecia ficar cada vez mais perdido.

Sentiu-o afastar-se de si rapidamente e uma feição confusa foi posta no rosto antes abatido.

– Como ele sabe das minhas inseguranças? – questionou com o cenho franzido enquanto buscava respostas no fundo de sua mente.

Yok apertou os lábios olhando-o no fundo dos olhos transpassando todo o sentimento que igualava-se ao do menor.

Via-se tão confuso quanto ele. Também desejava saber como ele sabia.

Antes havia se questionado se era apenas uma coincidência, mas, devido aos aconcimentos posteriores teve certeza de que ele sabia e sequer estava fazendo questão de esconder.

– Eu não faço ideia, baby – afirmou baixo acariciando leve a pele morna do rosto de seu homem – Apenas.. vamos parar de pensar nisso, ok? Não fique remoendo uma coisa que não vale a pena, eu sou só seu, bê, 'cê sabe bem disso.. não quero que se desgaste por causa daquele babaca – sussurrou tomando os lábios entreabertos do menor para si.

Ayan sentia-se mais calmo com as palavras de seu namorado. Seu coração não estava mais agoniado e angustiado e seus pensamentos intrusivos já haviam sumido de sua mente.

A única coisa que o incomodava era o fato do homem saber de algo pessoal seu, mas, não desejava que aquele incômodo viesse à desencadear outra crise, então decidiu apenas ignorar e focar em fazer o que Yok havia lhe pedido: não se desgastar por algo que não valia a pena.

Permitiu-se prestar apenas atenção nos lábios doces que tocavam os seus.

Suas mãos contornaram o pescoço do maior e seus dedos brincaram com a ponta dos cabelos que arrastavam pela pele sensível da nuca que tocava.

– Baby – Yok chamou cessando o beijo para olhar nos olhos brilhantes que encaravam os seus – Quero te contar uma coisa – afirmou num sorriso fraco.

Ayan acenou com a cabeça para que o maior continuasse com o que desejava falar.

– Sei que a gente se conhece a pouco tempo e que estamos juntos faz apenas alguns dias mas.. eu.. – murmurou abaixando o olhar enquanto suas digitais adentravam a camiseta de seu homem – E sei também que 'cê vai achar precipitado mas não tenho culpa de sentir muito e ser emocionado.. bê – brincou rindo nasal voltando a fixar seus olhos nos do menor arrastando seus dedos pela derme sensível das costas que acariciava buscando coragem para enfim falar o que almejava.

– Eu amo você, burguês –

Obsession (YokAyan)Onde histórias criam vida. Descubra agora