Monto em Solitude.
Não foi tão fácil como achei que seria já que é a primeira que via um cavalo tão de perto. Acho que o momento que cheguei mais próximo foi quando fui em uma feira na minha cidade, era natal, e havia passeio de cavalos sendo oferecido dentro de um cercado, mas meus pais não me deixaram ir com medo de que eu caísse e quebrasse o braço.
Eu lembro de ver os cavalos de longe e então saímos de lá.
Outra vez foi quando uma amiga no ensino médio me disse que estava praticando equitação, porém era muito caro. Muito mesmo. E eu não pude seguir os mesmos passos que ela.
Fecho os olhos e sinto a brisa da manhã em meu rosto, ela é gelada e me causa cócegas. O cheiro das flores de Duvia de alguma forma também me acalma, mesmo que essa cidade não seja muito receptiva comigo. É uma luta mental entre lugar contra as pessoas do lugar.
— Vamos, Solitude? — sussurro para a égua curvando o corpo para fazer carinho em sua crina. Ela parece olhar em minha direção.
Orlean se prosta ao meu lado montado em Tempestade.
— Antes de irmos... Mantenha a ponta do seu pé no estribo e não ele todo — ele explica — se enfiar muito o pé e cair do cavalo, corre o risco de ser arrastada.
Faço o que ele pede e Orlean me manda um sinal positivo com o dedão.
Cavalgamos até um jardim na parte leste da base. O jardim é cheio de árvores de folhas amarelas e fica após uma ponte de pedras que passa pelo lago dos cisnes de duas cabeças. É como uma obra de arte.
E mais uma vez a palavra "casa" se repete no fundo de meus pensamentos. Tento ao máximo ignorá-los porque pensar nesse lugar como minha casa é como uma maldição, como um pensamento intrusivo.
Estou ansiosa porque não acho que deveria pensar assim...
Desço do cavalo com a ajuda de Orlean e andamos mais um pouco deixando os animais na sombra. Não vemos olhares curiosos e isso me deixa um pouco mais calma, ainda estou usando a peruca para não levantar suspeitas, porém nunca se sabe quando ela pode cair.
Nem todos os elfos da base gostam de mim.
Orlean coloca uma mochila escorada em um tronco onde paramos e retira de dentro dela um colar idêntico ao que Ciro nos mostrou na sala.
Ele o põe em minhas mãos.
— Como conseguiu isso? — eu o giro entre meus dedos.
— Yur ficou mais tempo para tentar roubar um desses. Lembra que ele queria falar com Ciro? Agora, eu preciso apontar, eu não acho que tenha magia nesses colares, mas não sei como funcionam.
É apenas um colar de aço com uma trava. A trava tinha um fecho em forma de uma linha grossa em tom preto, parecia com um visor de despertador pequeno. Eu veria muito bem um objeto desses sendo usado na Terra e ele seria vendido provavelmente por empresas de tecnologia.
— Os trolianos usam tecnologia — murmuro.
É... Eles sabem como construir dispositivos eletrônicos.
— Tecnologia? — Orlean retruca se aproximando para ver o objeto mais de perto.
— Você sabe o que é? É como se os trolianos tivessem criado uma forma de fazer algo brilhar sem o uso de magia. Eles usam materiais retirados da natureza e modificados em laboratório. Vocês fazem poções ativadoras, eles fazem lâmpadas e sensores só usando conhecimentos da mente, pesquisando e testando. Ciência, Orlean.
— E você descobriu tudo isso só olhando para essa coisa? Já viu essa tal tecnologia em algum lugar?
— Bem... Sim. Em livros. — Minto.
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O Portal para Versen
FantasyAlissa Ribeiro trabalha como funcionária numa das maiores redes de fast food de sua região. Entediada com a vida rotineira e sendo sempre alvo de provocações de um de seus colegas de trabalho, Alissa se incomoda com a falta de perspectiva de uma vi...
