os gêmeos Kaulitz

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Capítulo 2

Minha rotina matinal é a mesma desde os dez anos: acordo às seis, faço minha higiene pessoal e desço para encontrar meu pai no café da manhã.

Usava uma saia quadriculada amarela, uma blusa branca que moldava minhas curvas e sapatilhas da mesma cor. Encontrei meu pai na sala, recolhendo os itens para o trabalho.

— Bom dia, princesa — disse, dando-me uma rápida olhada, ainda apressado. — Por que não foi ao estúdio ontem?

— Bom dia. Estava cansada. Muitas coisas para absorver em um único dia, não acha? — beijei sua bochecha.

— Claro. Hoje a banda nova vai para o primeiro ensaio, por que não assiste?

— E se “assistir” significar ajudá-lo com a contabilidade da empresa? — perguntei com um sorriso irônico. Ele travou por um segundo e bufou uma risada.

— Me ajudaria nisso também — brincou. Eu sempre fui muito boa em matemática e, às vezes, as contas da empresa se tornavam uma bagunça. Nessas horas, meu pai pedia que eu analisasse antes de mandar ao contador.

— Ok, pedirei ao Benny que me leve direto ao estúdio então — disse, indo em direção à sala de jantar. O cheiro do café já se espalhava por toda a casa.

Após terminar meu desjejum, fui até o carro que me esperava em frente à fonte. Benny, com os óculos na ponta do nariz e vestes menos formais, aguardava atrás do volante.

— Bom dia, Sasa. Como está hoje? — perguntou ligando o carro assim que bati a porta.

— Sobre mim? Tudo bem. Sobre seu visual, melhorou… Vamos ao estúdio novo do papai hoje — respondi, apertando o cinto de segurança.

— Tudo bem. E agora, escola?

— E pra onde mais seria? — revirei os olhos, como se tivesse escolha de ir para outros lugares sem ser condenada às leis do general Leny.


Kiara:

Estava guardando as coisas no meu armário, me preparando para a primeira aula do dia, quando os gêmeos se aproximaram.

— E aí, Tico e Teco. Como foi a reunião com o cara?

— Bom… — Bill coçou a nuca, meio sem jeito. — O cara parece ser meio… — interrompido por Tom, como sempre.

— Bravo e sem graça — concluiu pelo irmão. — Achei que seria um daqueles velhos tatuados e carecas, cheios de si, mas é só um engravatado sem expressão. A última banda dele colocou ele num pedestal alto demais. Não é nada além de um cara normal… — finalizou, se escorando na parede, um calcanhar apoiado sobre o outro pé.

— Não julguem logo de cara. Tipo, ele é o cara! Os sites não mentiriam naquela proporção. Pode ser que só não quis assustá-los — Cleo disse, afofando os cabelos.

— Perderam a reunião super importante da Zabetta — disse, irônica. Era sempre um tédio, todos os anos. Os dois deram de ombros ao mesmo tempo.

— E… a aluna nova — Gustav adicionou, chamando a atenção deles.

— Quem é? — Bill era o mais curioso.

— Sarah. Se mudou sábado — Cleo suspirou. — É uma gracinha…

Sorri. Ela sempre tinha essa ironia na voz, mas era um doce. Conheço Cleo há anos, sei que isso é apenas para correr com ela antes de se apagar. Olhei em direção à entrada: a garota estava lá. Parecia sair direto de uma caixa da Barbie.

Amor impossível Histórias para pegar e não largar. Descubra agora