Capítulo 9
Após o toque do sinal, recolho meus materiais sem pressa e jogo a mochila sobre o ombro. Acompanho o fluxo de alunos que transborda pela porta em direção aos corredores; finalmente, a liberdade havia sido ditada.
— Ei, Cinderela! — Tom me alcança, ajustando o passo ao meu. — Vai para o estúdio hoje?
— Estou indo para lá — respondo com um sorriso, virando o rosto em sua direção. Tom mantém os olhos fixos nos meus com uma expressão suave, mas logo seu olhar desce para o meu colo.
— Esse colar é novo? — Ele o segura com delicadeza. As pontas de seus dedos roçam suavemente o meu pescoço.
— Sim, Benny me deu de aniversário. Bonito, não é?
— Sim. Pensei que fosse do seu pai — ele comenta, soltando o pingente. Voltamos a caminhar pelo corredor em direção à saída. Solto uma risada curta diante de sua suposição.
— Meu pai sequer me deu os parabéns, Tom. O presente dele foi cancelar minha aula de piano.
Tom puxa o ar entre os dentes, mas logo retoma aquele olhar clássico que me dedica sempre que está arquitetando algo.
— Consegue fugir dele hoje? — pergunta, empurrando as portas duplas que dão para o lado externo.
— Tenho aula de francês até as cinco e você tem ensaio até as seis. Sabe que é impossível — reviro os olhos, embora lute para esconder o sorriso que tem se tornado rotineiro demais na presença dele.
— Depois, então. Que horas pretende jantar?
— Acho que por volta das oito. Talvez nove...
— Ok. Estarei às oito horas nos fundos da sua casa. Te esperando, combinado? — Seus olhos recaem sobre mim novamente e meus passos se tornam mais hesitantes.
— Isso cheira a problema... — digo, encarando-o. Tom não responde; apenas sustenta o olhar em silêncio, me convencendo. — Tudo bem.
Ele morde o lábio, vitorioso por ter me instigado, mas o contato visual é quebrado quando uma buzina escandalosa ecoa em frente à saída da escola.
— Eu não tenho o dia todo, Campbell! — Benny grita, debruçado sobre a porta aberta do carro.
Reviro os olhos e vou ao seu encontro. Tom me acompanha, agindo como se realmente não se importasse com as aparências.
— Você tem literalmente o dia todo, seu preguiçoso — reclamo para a figura que parece derreter de cansaço dentro do carro.
Benny sorri, pronto para retrucar, mas Hugo se junta a nós com seu sorriso simpático e presença notável.
— Olá, cheguei.
— E você é...? — Benny pergunta, analisando o garoto como se estivesse diante de um inimigo. Sua sobrancelha arqueada quase toca os cabelos bagunçados.
— Hugo, meu professor de francês — respondo, lançando a Benny um olhar de "pare de encará-lo como se fosse um ET". — Vamos para o estúdio.
Tom sorri para mim e recua em silêncio, indo em direção aos garotos que estão por perto. Hugo acomoda-se no banco de trás e eu empurro Benny para dentro, sentando-me em seguida ao lado de Hugo.
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Amor impossível
Fanfiction🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Sarah Campbell tem 14 anos, e sua vida está prestes a mudar completamente. Ela se mudará para a Alemanha com seu pai, Leny Campbell, diretor de uma das maiores empresas de música do mundo, que busca novas oportunidades. É lá...
