🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒
Sarah Campbell tem 14 anos, e sua vida está prestes a mudar completamente. Ela se mudará para a Alemanha com seu pai, Leny Campbell, diretor de uma das maiores empresas de música do mundo, que busca novas oportunidades. É lá...
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Capítulo 4
Mesmo aos fins de semana, costumo acordar cedo. A rotina está instaurada há tantos anos que, mesmo quando tenho o direito de dormir até tarde, não consigo.
Às oito da manhã, eu já estava pronta para o dia. Escolhi um look fofo, daqueles que a Kiara claramente julgaria ser de uma "patricinha mimada". Desço as escadas em passo rápido e, assim que cruzo a sala de jantar, recebo um sorriso carinhoso de Eva, que seca as mãos em um pano de prato.
— Bom dia, princesinha. Dormiu bem?
— Bom dia, Evinha! Dormi sim, e você? — pergunto olhando ao redor. A mesa de café da manhã está posta, mas parece intocada. — Meu pai já viajou?
— Sim, querida. Eu e José vamos embora às seis da tarde, mas o Benny ficará responsável por você este final de semana — Eva comenta enquanto me sento à mesa.
— Argh... o seu filho está um chato desde que foi empregado pelo meu pai.
— Meu filho apenas cumpre as ordens do seu pai, assim como eu e o José. Ele nos paga muito bem para isso — Eva para atrás de mim, segura meus ombros e beija o topo da minha cabeça.
Minha única fonte de carinho materno vem dela; sem a Eva, nem sei como sobreviveria a esta família. Mas nem mesmo seu gesto carinhoso anula minha irritação.
— Então vou ficar presa o dia todo ou posso ao menos ir comprar as coisas de que gosto para hoje à noite? — apelo para o vitimismo.
Ela balança meus ombros levemente e se afasta.
— Claro. Não somos tão rigorosos como o Senhor Leny, mas...
— O Benny será uma sombra no meu encalço e blá-blá-blá — reviro os olhos, ouvindo a risadinha de Eva se afastar.
Termino o café e caminho sem pressa pela sala de estar. Tudo aqui é grande e escandaloso. Meus dedos raspam a madeira brilhante do piano e me sinto atraída pelo instrumento. Deslizo as mãos pelas teclas e me sento, observando-o como se fosse um bicho grande demais para lidar.
Toco a primeira nota e uma sensação percorre meu corpo. O mundo ao redor some quando a melodia começa. Estou imersa naquele som que me leva ao fundo do meu inconsciente e, enquanto a música nubla meus sentidos, o rosto dele aparece.
Não sei por que penso nele nesse momento, ou sequer por que estou pensando nele, mas Tom Kaulitz em meio à minha música é tudo o que minha mente projeta. O sorriso, os olhos, o cabelo... a voz quase perfeita.