A festa do pijama

581 27 11
                                        


Look inspiração:

Look inspiração:

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

~♡~♡~♡~♡~♡~

Capítulo 4

Mesmo aos fins de semana, costumo acordar cedo. A rotina está instaurada há tantos anos que, mesmo quando tenho o direito de dormir até tarde, não consigo.

Às oito da manhã, eu já estava pronta para o dia. Escolhi um look fofo, daqueles que a Kiara claramente julgaria ser de uma "patricinha mimada". Desço as escadas em passo rápido e, assim que cruzo a sala de jantar, recebo um sorriso carinhoso de Eva, que seca as mãos em um pano de prato.

— Bom dia, princesinha. Dormiu bem?

— Bom dia, Evinha! Dormi sim, e você? — pergunto olhando ao redor. A mesa de café da manhã está posta, mas parece intocada. — Meu pai já viajou?

— Sim, querida. Eu e José vamos embora às seis da tarde, mas o Benny ficará responsável por você este final de semana — Eva comenta enquanto me sento à mesa.

Argh... o seu filho está um chato desde que foi empregado pelo meu pai.

— Meu filho apenas cumpre as ordens do seu pai, assim como eu e o José. Ele nos paga muito bem para isso — Eva para atrás de mim, segura meus ombros e beija o topo da minha cabeça.

Minha única fonte de carinho materno vem dela; sem a Eva, nem sei como sobreviveria a esta família. Mas nem mesmo seu gesto carinhoso anula minha irritação.

— Então vou ficar presa o dia todo ou posso ao menos ir comprar as coisas de que gosto para hoje à noite? — apelo para o vitimismo.

Ela balança meus ombros levemente e se afasta.

— Claro. Não somos tão rigorosos como o Senhor Leny, mas...

— O Benny será uma sombra no meu encalço e blá-blá-blá — reviro os olhos, ouvindo a risadinha de Eva se afastar.

Termino o café e caminho sem pressa pela sala de estar. Tudo aqui é grande e escandaloso. Meus dedos raspam a madeira brilhante do piano e me sinto atraída pelo instrumento. Deslizo as mãos pelas teclas e me sento, observando-o como se fosse um bicho grande demais para lidar.

Toco a primeira nota e uma sensação percorre meu corpo. O mundo ao redor some quando a melodia começa. Estou imersa naquele som que me leva ao fundo do meu inconsciente e, enquanto a música nubla meus sentidos, o rosto dele aparece.

Não sei por que penso nele nesse momento, ou sequer por que estou pensando nele, mas Tom Kaulitz em meio à minha música é tudo o que minha mente projeta. O sorriso, os olhos, o cabelo... a voz quase perfeita.

Amor impossível Histórias para pegar e não largar. Descubra agora